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A busca pela felicidade… onde ela está?

A busca pela felicidade tem sido algo que as pessoas têm feito de forma até mesmo insana.

Algumas têm trabalhado até não poderem mais a fim de ganharem mais dinheiro alegando que vão poder comprar mais coisas ou fazer mais coisas, porém muitas vezes compram e a alegria se dissipa ao terminar de abrir a caixa (porque há uma percepção de que não é aí que se encontra a verdadeira felicidade, mas também não sabem onde ela está) ou então estão tão cansadas que não conseguem sair de casa e a vontade de fazer outras atividades (mesmo tendo dinheiro) acaba ficando pelo sofá.

Ainda temos a felicidade das redes sociais, pessoas que contam o número de curtidas para se sentirem queridas e admiradas e se as curtidas forem baixas entram em um processo de tristeza profunda. Quantas pessoas que postam uma felicidade que não é real apenas para chamar a atenção?

Quantas pessoas acreditam que a felicidade é algo que estará apenas do futuro e dizem: “Um dia serei feliz!” ou “Quando eu fizer isso… serei feliz.”. E será que o futuro chegará algum dia?

Quando o futuro chega, ele já é presente e quando percebemos, já virou passado. É tudo muito rápido, por isso, buscar a felicidade em coisas simples do dia a dia, nas pequenas conquistas e desafios, faz com que possamos viver intensamente essa jornada que chamamos de vida.

Pare nesse momento e pense: “Em que momentos de sua vida você se sentiu verdadeiramente feliz?” (se possível, escreva).

Provavelmente, você perceberá que muitos desses momentos foram coisas do dia a dia, talvez o dia que você foi chamado(a) pela primeira vez de papai ou mamãe; a recuperação de alguma pessoa querida; um convite para um jantar com amigos; as brincadeiras do pessoal do escritório; um final de semana com a pessoa amada, entre outros.

Não quero dizer que não há felicidade na compra do primeiro imóvel, da viagem dos sonhos ou na aquisição de bens. O que quero dizer que esse tipo de coisa não é o que acontece todos os dias e não podemos esperar apenas por esses momentos para sermos felizes.

Precisamos buscar a felicidade nas coisas simples que nos acontecem. Eu, por exemplo, fico feliz em poder fazer as refeições com a minha família, nossos bate-papos, receber um “eu te amo” da minha filha, um “se cuida” do meu marido, as idas para a casa dos meus pais, as piadas da galera que trabalha comigo…

Isso faz com que meu dia se torne mais leve, mesmo que haja problemas (afinal todo mundo tem).

Gostaria de deixar esse texto de Henfil que acredito que retrate nossa vida. Para muitos que não conheceram o Henfil, ele foi um jornalista, cartunista com um humor muito inteligente que fez parte da minha geração e em decorrência da AIDS que contraiu durante uma transfusão de sangue por ser hemofílico, veio a falecer em 1988. Talvez apenas ele, poderia ter escrito esse lindo texto porque sabia que a morte viria em breve e que todos os dias que lhe restavam, precisava ser feliz…

 

A Vida por Henfil

 Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.

Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.

Aí sim, a vida de verdade começaria.

Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.

Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.

A felicidade é o caminho!

Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;

Até que você volte para a faculdade

Até que você perca 5 quilos

Até que você ganhe 5 quilos

Até que você tenha tido filhos

Até que seus filhos tenham saído de casa;

Até que você se case;

Até que você se divorcie;

Até sexta à noite;

Até segunda de manhã;

Até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;

Até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;

Até o próximo verão, outono, inverno;

Até que você se aposente

Até que a sua música toque;

Até que você termine seu drink

Até que você esteja sóbrio de novo;

Até que você morra;

E decida que não há hora melhor para ser feliz do que… AGORA MESMO…!

Lembre-se:

“Felicidade é uma viagem, não um destino”.

 


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A empatia pode gerar resultados muito melhores

Em uma pequena chácara vivia uma mulher e seu marido fazendeiro. Por lá também viviam alguns animais: a vaca, o porco, a galinha e o RATO.

O rato vivia tranquilamente em um buraco na parede da casa e tinha boa convivência com os outros animais, mas em um certo dia ficou desesperado.

A senhora dona da casa havia colocado uma ratoeira para pegá-lo.

Na hora que viu a armadilha, saiu correndo para pedir ajuda a seus colegas animais:

– Vaca, nós estamos com um problemão, armaram uma ratoeira lá na casa.

A vaca, que estava mascando capim, deu risada.

– Nós? Por um acaso entro na casa do fazendeiro? Aliás, você já viu ratoeira pegar vaca? Isto é problema seu.

O rato ainda desesperado saiu a procura do porco:

– Porco, está havendo uma baita confusão, a mulher do fazendeiro colocou uma ratoeira em casa.

– Ratoeira? Olha o meu tamanho, você acha que ratoeira pega um porco como eu? Se vire, isto é um problema seu.

O rato, triste e perplexo por ninguém lhe ajudar, correu para conversar com a galinha:

– Galinha, nós estamos com um problema muito sério.

– Mais problemas eu não aguento, já tenho que botar um monte de ovos e você me aparece com mais problemas? Não quero nem saber…

– Mas tem uma ratoeira armada lá na casa, disse desesperadamente o rato!

– Mas isso não é comigo, é contigo.

O rato foi embora triste e desapontado, pois não conseguiu sensibilizar ninguém a ajudá-lo.

À noite todos dormiram e, de repente, splaft.

A ratoeira desarmou.

O barulho chamou a atenção de todos lá na chácara. Todos correram para ver o que aconteceu… inclusive o rato.

Era uma cobra cascavel que havia sido pega na ratoeira.

A mulher levantou-se e foi tirar a cascavel da ratoeira e num descuido, tomou uma picada.

Foi levada imediatamente ao hospital por seus parentes, onde ficou internada por vinte dias, na volta, com a saúde muito debilitada, precisava de muitos cuidados e uma alimentação especial.

Qual a melhor dieta para recuperar a saúde? Canja! Lá se foi a galinha.

Depois de um mês, com a saúde restabelecida, resolveu oferecer um almoço para todos seus parentes que a tinham ajudado. E lá se foi o porco (assado no espeto).

Para completar o tratamento no hospital tinha ficado muito caro, não houve alternativa, tiveram que vender a vaca para um açougueiro.

Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

– Mário Quintana

Em quantos momentos da sua vida, você agiu como a galinha, o porco e a vaca?

Será que você tem sido capaz de se colocar no lugar das outras pessoas?

Nas suas decisões, você tem avaliado como elas impactarão direta ou indiretamente na vida das pessoas?

Será que você tem praticado a EMPATIA?

A EMPATIA é uma das competências mais importantes no mundo em que vivemos para que possamos atingir nossos objetivos e nada mais é do que “COLOCAR-SE NO LUGAR DO OUTRO”.

É buscar compreender os sentimentos da outra pessoa, não havendo a necessidade de experimentar as mesmas emoções. É ver o mundo sob a perspectiva do outro, percebendo o que precisa e o que quer, entendendo as diferenças no modo de ver e ser em relação a determinado fato.

Ao se tornar mais empático, há uma melhoria nos relacionamentos e um apoio muito maior na tomada de decisões.

EMPATIA não é o mesmo que SIMPATIA, pois ao ser simpático, você pode até vivenciar as emoções do outro, porém isso não quer dizer que você se coloca no lugar dele.

Vamos exemplificar? Você vê seu colega de trabalho chorando e ao conversar com ele, você se emociona também, porém não se coloca no lugar dele, buscando entender os sentimentos dele para ver a questão sob a perspectiva dele.

A empatia faz com que possamos enxergar as outras pessoas a partir de um olhar com menos julgamento e mais colaboração. Líderes mais empáticos geram equipes com mais resultados, pois há uma humanização desse relacionamento profissional.

Infelizmente, ainda vemos uma sociedade que enxerga apenas o seu próprio umbigo, sem se importar com as outras pessoas, sem pensar em como suas ações as afetam. E as pessoas se sentindo afetadas querem pagar na mesma moeda gerando um ciclo virtuoso de relacionamento.

Quando nos colocamos no lugar do outro, as decisões que tomamos têm uma outra amplitude, pois analisamos melhor os riscos e consequências e ao compartilhar isso com as pessoas envolvidas, temos muito mais apoio nas nossas escolhas.

Pense e verifique o quão empático você tem sido e a pergunta que gostaria de deixar é: “O que você já perdeu por não ter sido empático?”.


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Filme: “Duas vidas”

Esse filme mostra um Consultor de Imagem chamado Russ que em poucos dias fará 40 anos que nunca relaxa, sempre estressado, muitas vezes grosseiro, sem amigos e pouco se importando com sua família.

Até que um dia, encontra um garoto que para sua surpresa é ele mesmo, próximo de fazer 8 anos de idade. Esse reencontro causará uma grande virada em sua vida.

Russ quis esquecer sua infância, pois era gordinho, perdeu sua mãe antes de completar 9 anos e nunca se deu bem com seu pai, pois acreditava que ele o culpava pela morte da mãe e sentia que havia sido uma criança e um adolescente fracassado.

Quando criança sonhou em ser um piloto de avião.

O garoto quis conhecer como seria seu futuro e perguntou ao Russ o que ele fazia e como era sua vida e não gostou do que viu, disse para Russ que então ele se tornaria um adulto fracassado, pois aos 40 anos de idade não tinha cachorro, não era piloto de avião e não era casado, enfim, tudo o que desejava não aconteceria.

No início, o garoto não entendeu o que fazia um Consultor de Imagem e depois disse a Russ que era ajudar as pessoas a mentirem sobre quem são, fingindo que são outras pessoas.

Russ procura uma conhecida para fazer um desabafo sobre a situação e ela diz que isso deve estar ocorrendo, pois ele precisa encontrar algo importante que esqueceu para mudar, além disso, questiona: “quantos de nós nos tornamos o que sonhamos quando crianças? Apenas fazemos o melhor possível.”

E o melhor possível para quem?

Russ adulto e Russ garoto acabam encontrando Russ aos 70 anos e com uma grande surpresa!! Agora… só assistindo!!!

Encontro pessoas bem-sucedidas, porém com um vazio interno muito grande, pois ainda não encontraram um sentido para sua vida, fazem coisas por fazer e pior, para contemplar o que as pessoas esperam delas e param de buscar o que realmente, pudesse fazê-las mais felizes e completas.

Para que se transformar em um personagem, é difícil manter isso pela vida toda, por isso as pessoas entram em conflitos e poços, muitas vezes, sem fundos.

Sermos nós mesmos, não é fácil, mas é a única forma de atrair as pessoas que verdadeiramente nos admiram, nos amam.

Por que precisamos nos tornar adultos estressados, chatos e tão preocupados com nossa imagem? Que tal resgatarmos nossos sonhos de infância para sermos mais felizes? O sonho é o alimento das pessoas que o transforma em uma meta com desafio e significado pessoal que o motiva para fazer coisas aparentemente impossíveis.

E saiba… nunca é tarde para nos tornarmos a pessoa que sempre desejamos ser.


jogo

Vai para o jogo ou vai ficar treinando a vida toda?

Gostaria de trazer uma reflexão nesse texto sobre como enfrentar os desafios pode trazer resultados excepcionais e para isso vou contar uma história da minha filha.

Hoje, foi mais um dia lindo porque minha maior luz, minha filha, brilhou em seu primeiro campeonato de vôlei e não porque ela conquistou o segundo lugar, mas porque também soube lidar com a derrota de uma forma que eu não imaginaria que ela faria, afinal conheço a minha “japinha” e sabendo que há 2 meses, ela nem queria saber de participar.

Não foi fácil convencê-la a participar! Recebi o comunicado do professor pelo Whatsapp e falei para ela: “Olha, Samara! Vai ter um campeonato!” e ela: “Tá! Eu não quero participar!”.

“Como assim? Você não vai participar?”, eu perguntei estarrecida. E ela, simplesmente dizia que não iria de jeito nenhum!

Inconformada, perguntei os motivos e ela apenas dizia que não queria, mas isso não me cheirava bem até porque ela sempre foi participativa. Aí me bateu uma questão… Samara não gosta de errar, não gosta de sentir avaliada e muitas vezes isso a atrapalha porque acha que ainda não está pronta, uma auto cobrança excessiva.

E isso é em tudo… na escola, nas aulas de desenho (ela demorou um tempão para nos mostrar os desenhos que ela estava produzindo porque ainda achava que não estava tão bom) e no vôlei, ela meio que titubeou ao mudar de turma porque achava que não sacava direito, então não poderia ir até que entendeu que aprenderia lá.

Aí tentei dar um cheque mate nela e perguntei: “Por que você está fazendo aula de vôlei?”

Ela: “Para aprender a jogar…”

Eu: “E para quê?”

Ela, meio sem graça: “Para competir…”

Eu: “E vai esperar para competir quando? Vai lá! Se diverte! Experimenta! Se você não experimentar, nunca vai saber como é.”

Ela: “Vou pensar…”

E isso foi… Depois de algumas semanas, ela me disse: “Mãe… precisa fazer minha inscrição para o campeonato.” Uhuuu!!! Ela decidiu!

Nesse dia, ela foi para o vôlei, conversou com uma amiga e montaram uma dupla, mas ainda faltava mais um e depois de mais algumas aulas, um amigo ingressou no time.

E hoje foi o dia! O dia que ela e seus amigos brilharam! Jogaram muito melhor do que nos treinos. Meu marido e eu gritávamos: “Vai, japinha!” e daqui a pouco, ouvimos os pais e até a avó da amiguinha gritando quando ela ia sacar: “Vai, japinha!”. E ela se divertindo (com seriedade como diz o professor dela) tanto ganhando quanto perdendo.

E aí, chegou um segundo lugar com a alegria de ter se desafiado e ter feito o seu melhor. E o mais bacana, saímos de quadra com ela dizendo que agora participaria de tudo! Se não tivesse participado, talvez cada vez ficaria mais difícil superar o medo da frustração.

E por que resolvi contar essa história?

Quantas pessoas acham que nunca estão prontas e ficam dentro de seus casulos, se preparando, se preparando e não decidem… não partem para a ação? Não se desafiam com medo do julgamento, do erro, da frustração. Perdem a oportunidade de se experimentarem para poderem ter um feedback para que possam melhorar.

O medo do julgamento e da frustração é um inibidor para que possamos tomar decisões que podem nos trazer melhores resultados. “Treinar” seja no esporte ou na vida de nada serve se você não partir para o “jogo”. Só lá você poderá entender seus pontos fortes e fracos e verificar como melhorar para ter ainda um melhor resultado.

Quantas pessoas acreditam que estão sozinhas e ao contrário! Você tem um time que vai te ajudar nos momentos que você precisará… o “jogo” não é só seu… ACREDITE! Agregue pessoas ao seu objetivo!

E também tem a torcida do contra, mas também tem a torcida a favor que vai estar contigo até o final, ganhando ou perdendo! E isso tem um valor incrível!

Tomar decisões é ir para o “jogo”, é saber qual seu objetivo e o que fazer para chegar lá… Talvez, o resultado não seja o esperado naquele momento, mas ainda existirão muitas partidas e campeonatos.

E aí? Vamos para o “jogo”?


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Você sabe o que você quer (de verdade)?

Nesse artigo, vou falar sobre um filme que retrata muitas pessoas que passam e passaram pela minha vida e que pode trazer reflexões poderosas: “Gênio Indomável”.

Will é um rapaz de 20 anos que passou por reformatórios, famílias que o adotaram, mas onde sofria agressões. Assim, tornou-se uma pessoa sem vínculos, com exceção de três amigos que sempre o acompanham nas saídas e brigas.

Porém, Will é um gênio, sem ir à uma universidade, consegue expor sobre economia, história e principalmente, resolver teoremas matemáticos complexos.

Por causa de uma briga, Will vai para a cadeia, mas um professor que descobre seu talento resolve ajudá-lo, mas Will terá que cumprir duas tarefas: estudar matemática e frequentar um terapeuta. Ele concorda em estudar, mas utilizando sua inteligência, manipula e sabota vários terapeutas que desistem de trabalhar com ele.

Até que seu professor contata um ex-colega de universidade que concorda em conhecer Will.

Começa aí uma série de encontros onde em vários momentos confunde-se a figura do terapeuta/ cliente. Suas discussões e leituras pessoais faz com que eles se vejam como em um espelho. Apesar de suas diferenças, percebem que as semelhanças são maiores.

Will tem seus medos, principalmente, do abandono. Sean se sente abandonado pela morte de sua esposa. Em um momento, Will começa a discorrer sobre alguns assuntos e Sean pergunta: “O que você quer?”.

Will continua a discursar e Sean diz a ele que é um rapaz inteligente que pode falar sobre vários assuntos, mas não consegue responder a uma pergunta tão simples. Sean, na realidade, também se vê nesse caos.

Após esta sessão, ambos refletem e tomam suas decisões a fim de deixarem o passado para trás, rumo a um futuro que desejam (re)construir.

A pergunta “O que você quer?” parece ser a mais simples que existe, mas lidando com pessoas nesses anos de trabalho em treinamento, vejo que grande parte dá uma resposta automática, pensando no que os outros gostariam de ouvir.

No momento em que respondemos claramente esta pergunta, conseguimos fazer nosso planejamento e executar as ações necessárias para alcançar nossos desejos. Porém, se não conseguimos respondê-la com clareza, andamos em círculos, culpando pessoas e situações, sentindo frustrações, causando uma desmotivação.

Quantas pessoas também possuem um “Gênio Indomável”? São talentosas, mas o medo e a falta de autoconfiança faz com que não consigam se relacionar com outras pessoas, não se mobilizem para seus projetos, enfim, conseguem se autossabotar. As pessoas gostam de se sentirem vítimas para serem confortadas, afinal, vencedores, muitas vezes, são desprezados.

Que tal tirar o dia para pensar e estabelecer:  O que REALMENTE você quer?


blog

Coisas que a vida me ensinou em 40 anos – Silvana Cervantes

Encontrei esse texto nas minhas lembranças e gostaria de compartilhar porque trata muito dos resultados de nossas decisões. Eu já passei da barreira dos 40 e percebo que a maturidade pode nos trazer mais liberdade para sermos mais nós mesmos.

Amor não se implora, não se pede
não se espera…
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil.
Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados
à terra por Deus para mostrar ao homem
O que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz,
não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você,
vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras, é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina,
Deus é o maior poeta de todos os
Tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo
Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças
A cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor,
são palavras mágicas, chaves que abrem
Portas para uma vida melhor
O amor… Ah, o amor…
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos, cura doenças…
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.

Nota: A autoria do texto tem vindo a ser atribuída erroneamente a Artur da Távola. O texto foi escrito em abril de 2006 por ocasião dos 40 anos de vida da sua autora.

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O que você tem buscado? Admiração ou realização?

Hoje, me deparei com uma frase de Virgínia Woolf que me trouxe inspiração para escrever esse texto: “Não precisa ter pressa. Não há necessidade de brilhar. Não precisa ser ninguém além de si mesmo”.

E nesse momento gostaria de fazer uma pergunta para você, meu leitor: “O que você tem buscado? Admiração ou realização?”

Dependendo da resposta, os caminhos são diferentes, os sentimentos também e os resultados também.

Quando se busca a admiração, as escolhas são baseadas no que os outros vão achar. Há um excesso de medo da crítica, as ações são guiadas para ter a aceitação, o número de “curtidas” nas redes sociais é o que conta; as vontades, os desejos ou os objetivos podem ser deixados de lado se há a percepção de não aceitação. E o quão real então a pessoa é realmente? Qual o sentimento que isso gera ao chegar em casa e deitar a cabeça no travesseiro? Como é se olhar no espelho e verificar que há um espaço muito grande entre a pessoa que gostaria de ser e a pessoa ou a personagem que se transformou?

Por que há tanta necessidade de “brilhar” para o mundo? Será que você percebe que esse brilho pode ser apagado pelas pessoas a qualquer momento ao transferirem a admiração delas para um novo “ser iluminado”? E a partir desse momento, o que sobrará?

Para aquele que busca a realização, há uma chama interna que por mais que alguns tentem apagar, ela sempre estará protegida porque já se sabe que a escolha feita enfrentará resistências, opiniões contrárias, tentativas de fazer com que a autoconfiança seja minada, porém entende que o mais importante é ser a pessoa que deseja ser, alcançar os objetivos pessoais mesmo que o “mundo” não os considere como algo relevante.

Essa “chama” não brilha externamente, mas aquece a alma, dá uma sensação de conquista, de felicidade mesmo que não tenha com quem dividir. O olhar no espelho dá uma sentimento de orgulho, de olhar para trás e perceber que mesmo com tantos obstáculos e talvez com olheiras de cansaço, rugas do tempo, permaneceu firme em seu propósito. Isso tudo se traduz em uma força para novos desafios e conquistas.

Assista à série do Netflix chamada Black Mirror, especificamente ao episódio Nosedive no qual as pessoas são avaliadas e recebem “estrelas”… Quanto mais popular, mais estrelas… Imagine o que as pessoas fazem para serem bem avaliadas… #nospoiler

Imagine o seu futuro… como você gostaria que fosse? Quais serão suas escolhas a partir de agora?

 

“Ser importante é do ego. Ser feliz é da alma.” (Anônimo)

 

 

 

 

 


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Filme: “Não sei como ela consegue” e dicas para melhorar a produtividade das mulheres

Escrevi esse artigo no blog Fábrica de Empreendedores há muitos anos, mas como hoje é o Dia da Mulheres resolvi postá-lo aqui com atualizações.

É uma comédia despretensiosa que trata da vida da mulher moderna buscando equilibrar carreira, maternidade e casamento.

Kate é uma profissional que trabalha com investimentos, apaixonada pelo marido Richard e tem um casal de filhos. Várias pessoas que convivem com Kate se questionam como ela conseguem fazer tudo e daí o título do filme.

No início do filme, Kate diz que existe uma pesquisa que as mulheres depois que têm filhos não conseguem dormir a noite toda porque ficam fazendo listas das tarefas que precisam realizar.

No trabalho, para demonstrar sua competência, Kate não recusa nenhum trabalho, mesmo se sacrificando. Momo, sua assistente, fica pasma de ver Kate muitas vezes desarrumada e sempre correndo, por isso diz que nunca terá filhos e se dedicará apenas ao trabalho.

Em um determinado momento, surge a figura de um colega de trabalho de Kate que busca se mostrar não pela competência, mas utilizando de vários artifícios não convencionais. Além de tentar minar sua autoconfiança. Mas, Kate se sobressai e é solicitada para um grande trabalho.

Devido a esse novo desafio, a agenda de Kate fica cada vez mais conturbada e isso acaba causando um grande conflito entre ela e seu marido. Até que um dia ela consegue falar um “não” para seu chefe, pois percebe que um emprego ela poderia encontrar em qualquer outro lugar, mas sua família era única. Enfim, Kate, finalmente, consegue conciliar sua carreira e família!

Assistam ao filme, vale a pena!

Eu não vou “ensinar”, mas darei algumas dicas de como eu lido com os diversos papéis que possuo no meu dia a dia para torná-lo mais produtivo e equilibrado. Quem sabe posso ajudar as várias mulheres “malabaristas” do mundo moderno!

PAPEL 1 – PROFISSIONAL

Tenho muitas atribuições, pois sou responsável pelos projetos online da TriadPS coordenando uma equipe com designers, desenvolvedores e conteudistas. Também atuo como consultora e facilitadora de treinamentos que exigem viagens constantes e além disso, elaboro metodologias e conteúdos para treinamentos. Além de alguns projetos extras que acabo me envolvendo.

  • Reuniões – procuro fazer via Skype se possível, evitando deslocamentos. Se não puder ser virtual, procuro marcar em horários de fluxo menor de carros. Muitas vezes, prefiro utilizar metrô e táxi, pois consigo otimizar algumas atividades.
  • Comunicação – prefiro utilizar o e-mail ou o Facebook ao invés de telefone ou celular. Para mim, é mais dinâmico. Ligação telefônica só se for urgente.
  • Delegação – delego tudo o que eu puder para minha equipe, pois é uma forma de treinamento também.
  • Eventos/ feiras/ congressos – verifico o quanto isso irá me agregar, ir por ir apenas para agradar alguém, sem chance. Se tiver algum tipo de aprendizado, oportunidade e networking, aí vale a pena.
  • Roupas básicas e clássicas – prefiro peças que combinem facilmente umas com as outras e que não saiam de moda. Assim como os sapatos.
  • Hotel – procuro reservar com bastante antecedência para não me estressar com a falta de vagas e preços elevados. Gosto de me hospedar nos hotéis Ibis ou Mercure porque já sei exatamente o que encontrarei e consigo pontos no programa fidelidade.
  • Dizer NÃO – se o trabalho estiver fora do escopo da minha atuação, clientes problemáticos, preço fora do que considero justo; digo “não” sem sombra de dúvidas para não perder tempo e depois me arrepender.
  • Horários – me programo para sair com bastante antecedência para qualquer compromisso. Afinal, atuando na Triad que é especializada em gestão de tempo e produtividade, chegar atrasada depõe contra tudo o que prego.
  • Aeroportos e rodoviárias – aproveito o tempo que preciso esperar para pegar o voo ou o ônibus para ler, escrever, estudar, planejar.

PAPEL 2 – MÃE

A Samara tem 11 anos e é uma menina alegre e super independente. Nunca me senti culpada em deixá-la para cumprir meus compromissos profissionais. Sempre parto com alegria, por isso quando volto ela sempre pergunta empolgada: “Como foi lá? Foi tudo bem? Deu tudo certo?” Ela entende que é importante para mim o que faço assim como vibro com tudo o que ela faz. Torcemos uma pela outra!

Apesar da vida maluca, consegui sempre estar presente em seus primeiros desafios: o primeiro corte de cabelo, o primeiro dente a cair, suas primeiras palavras, seu primeiro espetáculo na escola, seu primeiro dia de aula e tudo isso, é imperdível! Hoje, ela tem uma agenda mais cheia, porém me preocupo em não sobrecarregá-la, afinal criança tem que ter tempo para brincar e descansar.

  • Babá – nunca tive babá para cuidar da Samara. Meu marido e eu cuidamos de tudo o que ela precisa; fazemos questão de levá-la e buscá-la na escola e acompanhá-la nas suas atividades extra-curriculares.
  • Passeios e viagens – fazemos questão de planejarmos a viagem ou passeio com foco nas preferências da Samara para que ela curta e nós não nos estressamos.
  • Refeições – isso é algo que não abrimos mão quando estamos em casa. Fazemos as refeições juntos e sentados à mesa, pois é o momento de conversarmos e sabermos sobre o dia de cada um de nós.
  • Saúde – programo todas as vacinas e retornos médicos.

PAPEL 3 – ESPOSA

Meu marido é um tesouro, sem ele com certeza eu não daria conta de fazer tudo o que eu faço, compartilhamos nossas atividades rotineiras.

Uma vez, estávamos viajamos tanto a trabalho que não conseguíamos nos encontrar. Marcamos um jantar em São Paulo pelo menos para um bate-papo. Aí eu fui para um hotel e ele foi para outro do outro lado da cidade porque tínhamos treinamento no dia seguinte em locais diferentes.

  • Nossos momentos – a Samara é tão independente que muitas vezes ela “foge” de casa; se manda para a casa dos avós e nem dá “tchau”; então, são momentos que aproveitamos para assistir a um filme, jantar, conversar (mais) e namorar.
  • Saúde – fico atenta às suas consultas médicas, se não ele foge.

PAPEL 4 – DONA DE CASA

Muitas das coisas que consigo fazer em outros papéis acontecem porque consigo ter produtividade nas atividades chatas que precisamos fazer em casa. Meu senso prático ou por não gostar de fazer determinadas atividades, faz com que eu procure formas mais fáceis de realizá-las.

  • Casa ideal – Meu marido gostaria de ter uma casa maior, mas eu não curto muito a ideia, por quê? Só temos uma filha e a princípio, ficaremos apenas com ela. Daqui a algum tempo, provavelmente, ela deverá estudar fora ou passará muito tempo fora de casa. Então para que uma casa enorme para ficar apenas eu e ele? Só vai dar trabalho para nada. Além disso, pelo tamanho da casa eu não preciso ficar me preocupando em ter empregada, me estressando para encontrar uma de confiança e comprometida.
  • Escolher bem os eletrodomésticos – uma das minhas melhores aquisições foi uma máquina de lavar com grande capacidade e uma panela de pressão elétrica. Faz muito mais em menos tempo. O freezer também é algo imprescindível para mim, gosto de preparar pratos em grande quantidade e aí congelo para os momentos que preciso.
  • A torneira elétrica – poupa um trabalho enorme na hora de lavar louça com gordura. Fica tudo limpinho com menos esforço.
  • Decoração – nada de enfeitinhos e tapetes, para limpar é um horror, então aboli tudo.
  • Quarto da Samara – caixas organizadoras são bem bacanas para colocar os brinquedos das crianças. Periodicamente, verificamos com a Samara quais brinquedos ela vai doar para liberar espaço para as coisas que ela mais gosta. Ela verificou ao arrumar o quarto dela o quanto isso dá trabalho, então tem conseguido organizá-lo do seu jeito. Coisas dela ficam em seu quarto e em nenhum outro cômodo da casa.
  • Compartilhar as atividades com o marido – tem muita mulher que reclama que o marido não faz nada, mas também não divide as atividades ou “acha” que ele não conseguirá fazer tão bem quanto ela. Às vezes, não faz mesmo, mas por que é preciso tanta perfeição? Ou, se está fazendo errado, ensina.
  • Cozinhar – eu adoro preparar pratos bacanas, mas não dá para fazer isso todos os dias. Então, por isso determinados pratos, já faço bastante para congelar ou pelo menos quantidade suficiente para duas refeições. Já ganho tempo! O Samuel também gosta de cozinhar, mas depois de pronto ele deixa tudo limpinho!
  • Documentos – organizados em pastas e por tipos
  • O lema é: Se todo mundo ajudar, vamos terminar antes e nos divertir mais cedo!

PAPEL 5 – EU LTDA.

Esse é o momento dedicado a mim, onde faço coisas importantes dedicadas a minha pessoa!

  • Cabelereira e manicure – não sou vaidosa, mas preciso cuidar da minha imagem pessoal ao me apresentar para meus clientes. Mas, também posso ser produtiva nesse momento. Escolhi um corte de cabelo que não dá trabalho, um secador dá conta de mantê-lo arrumado; tintura (2 vezes por mês) e corte uma vez por mês e deu! Procuro pintar as unhas com tons clarinhos para mantê-los por mais tempo e se der uma lascadinha, dá para dar um jeitinho rapidinho. Minha manicure fica louca para por um tom escuro, mas só de vez em quando eu deixo!
  • Leitura – sou uma leitora voraz, adoro passear nas livrarias para verificar lançamentos. Mas, dificilmente compro algo lá, as lojas na Internet são bem mais baratas e seu achar na Estante Virtual que é um sebo virtual, é lá mesmo que eu compro!
  • Cuidados – tem o meu momento dos esfoliantes, dos cremes. Afinal, eu também sou mulherzinha!
  • Atividade física – meu marido e eu combinamos de pelo menos três vezes por semana fazer uma caminhada para sair do sedentarismo e emagrecer. Estabelecemos o horário em que nossa filha fica na aula de vôlei.
  • Saúde – agendo para marcar as consultas médicas entre janeiro e fevereiro, épocas mais tranquilas para mim.

 

PAPEL 6 – FAMÍLIA

Como nossos pais moram em outra cidade, procuramos visitá-los a cada 15 dias e aí já reunimos todos para um almoço para podermos curti-los.

OUTRAS DICAS QUE SERVEM PARA QUALQUER PAPEL

1. Listinhas – eu sou a rainha das listinhas. Algumas delas, você fará uma vez e depois poderá utilizá-la em outros momentos, fazendo pequenas alterações. Faço no Word, no Neotriad (www.neotriad.com) ou no meu bloquinho de anotações que levo para qualquer lugar. Vou citar as listinhas que me ajudam no dia a dia:

  • Compras – durante a semana, anoto o que precisarei comprar no supermercado no meu bloquinho e faço as compras no sábado ou domingo de manhã. Faço o cardápio da semana seguinte e verifico o que precisarei comprar para compô-lo.
  • Viagens – tanto a trabalho quanto a passeio, tenho minha lista para não faltar nada como medicamentos, roupas, acessórios, artigos de banho, sapatos, documentos, equipamentos.
  • Festas – tenho uma lista com atividades a serem realizadas, cardápio,  itens a serem comprados, quantidade por pessoa, louças, equipamentos, convidados. Quando faço uma festa, sempre faço um inventário para evitar faltas e sobras. Alguns itens podem ser congelados, então me antecipo para deixar tudo para fazer em cima da hora.
  • Fim de ano – lista com nomes de pessoas que preciso presentear e prováveis presentes. Faço as compras, aproximadamente, 15 a 30 dias antes do Natal.
  • Planejamento semanal – na sexta (de preferência) ou sábado ou domingo, planejo minha semana utilizando o Neotriad (tanto para assuntos profissionais quanto pessoais). Lanço todos os meus compromissos e tarefas que preciso executar. E também as tarefas que preciso delegar para minha equipe. Por exemplo: Se eu tenho uma reunião, lanço como compromisso na data marcada  e verifico tudo o que preciso fazer para essa reunião acontecer e lanço como tarefa. Depois é só executar e monitorar.

2. Tenha sempre um bloco de anotação próximo – muitas vezes, lembro de atividades ou tenho ideias no meio de uma reunião, no avião, no ônibus ou de noite. Aí, já saio anotando para não esquecer. Se você acorda muito durante a noite lembrando de um monte de coisa, anote; você perceberá que ao fazer isso, voltará a dormir com muito mais tranquilidade. Se você não fizer isso, toda hora acordará porque seu cérebro não ficará relaxado com medo de você esquecer.

3. Estabelecer as metas – isso faz com que você visualize o futuro e se planeje melhor; não perdendo tempo em situações que não agregam.

4. Fazer o que é importante para mim e para minha família – não fico a mercê do que a sociedade acha que você tem que fazer. Vamos a lugares que desejamos ir, temos o carro que podemos ter, compramos o que podemos comprar, me relaciono com quem gosta de mim pelo o que sou e não pelo o que tenho. Pouco me importa se todo mundo vai a um determinado lugar ou faz determinada atividade porque é o “must”, o que importa é agradar a nossa família.

5. Não reclamar dos problemas – focar nas soluções e tomar decisões. As pessoas perdem um tempo danado reclamando para pessoas que nunca vão resolvê-los. Então, ao invés de reclamar, pense no que pode fazer para melhorar.

6. Comprar pela internet – eu nunca tive problemas com minhas compras e já comprei quase tudo que se pode imaginar, porém sempre busco empresas conceituadas, mesmo pagando um pouco mais caro. Não preciso enfrentar trânsito, sair de casa e lojas cheias.

7. Viagens – em feriados, não viajo ou vou para lugares que ninguém vai. Prefiro aproveitar para ir para locais onde posso desfrutar de tranquilidade, sem trânsito, sem aglomerações, sem filas. Vejo um monte de gente que viaja no feriado para descansar e volta mais cansado e o pior, passa a semana toda reclamando para todas as pessoas que encontra do inferno que foi!

8. Restaurante em finais de semana – para aproveitar melhor meu dia, se resolvo almoçar fora, prefiro chegar logo na primeira hora ou melhor, abrir o restaurante. É muito mais tranquilo, não tem fila de espera, ficamos muito mais à vontade e somos melhores atendidos, pois os garçons ainda não estão de mau humor.

9. Shopping – evito os horários de maior “muvuca” para poder estacionar tranquilamente. Se vou no fim de semana, chego cedo, almoço cedo e vou para o cinema cedo. Quando o tumulto está começando, eu estou indo para minha casinha feliz e descansada.

10. Pedágio – como viajamos bastante de carro, decidimos colocar o Sem Parar, pois estávamos perdendo muito tempo para passar o pedágio.

Acredito que consigo levar uma vida equilibrada por conta de três aspectos: FOCO, PLANEJAMENTO e DISCIPLINA.

Se vocês analisaram algumas ações que pratico, acabo ganhando minutos preciosos ou até horas, permitindo que eu faça muito mais coisas em menos tempo. Além disso, não economizo apenas tempo, mas também dinheiro. Vamos para um exemplo?

Quando digo que compro pela internet, economizo em tempo por não precisar sair de casa e ficar procurando nas lojas que às vezes são distantes uma das outras e o tempo de procura pelas lojas na internet é muito mais rápido. Em relação ao custo financeiro, costumo encontrar preços mais atrativos na internet e não tenho gasto de gasolina, de estacionamento e outros que acabam por vir, mesmo pagando o frete da entrega.

Sendo assim, se formos juntar tudo isso, consigo economizar TEMPO e DINHEIRO. Levar uma vida com qualidade e muito mais tranquila!

Que tal começar a planejar, hein?


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Se você quer realizações, você precisa começar a tomar decisões

Começarei o artigo de hoje com uma história que aconteceu há alguns dias com minha filha.

Samara decidiu que gostaria de entrar na escolinha de vôlei e assim, buscamos informações de local, dias e horários. Fomos informados que ela poderia fazer uma aula experimental e lá fomos nós (meu marido, ela e eu)…

Chegando lá, ficamos sentados observando o grupo anterior que estava treinando e quando chegou o horário das crianças da idade dela, eu falei: “Vai lá para experimentar!” e o que ela disse? “Não!!! Vou ficar aqui olhando…”

Nessa hora, preciso ser verdadeira (rsrs), meu sangue esquentou de raiva e disse: “Eu não te trouxe aqui para ficar olhando! Se fosse assim eu nem teria vindo! Você NUNCA vai aprender a jogar se ficar olhando. Só aprende se você for lá e jogar!”

Meu marido que nessas horas é mais tranquilo, a chamou e foi com ela até o professor, enquanto eu fiquei bufando no banco (rsrsrs)…

Ela foi para a quadra, logo se enturmou, se divertiu muito e saiu da aula toda animada dizendo que esse é o esporte que ela quer fazer. E como eu não poderia deixar de dizer para ela que se ela não tivesse ido, não saberia como seria e provavelmente não ia querer voltar para a próxima aula porque ia achar tudo chato.

E o que eu quero dizer contando essa história?

Muitas pessoas que conversam comigo dizem que querem buscar seus sonhos, suas metas, suas realizações, mas nada fazem para que isso aconteça. Ficam como a minha filha, inicialmente, apenas “assistindo” ao jogo e não entram em campo para mostrarem o que são capazes de fazer, suas habilidades, suas competências, sua vontade de vencer.

Deixam a vida passar e isso desmotiva porque vivem na inércia, sem desafios.

E para mudar esse jogo, é necessário tomar decisões que implicarão em mudanças, novas realidades, novos relacionamentos, novos comportamentos. Não dá para ter resultados se você não faz nada, fica parado, apenas na torcida.

Ser torcida é legal, você se diverte, vibra, mas quem ganha mesmo é quem está lá no campo, jogando, mostrando resultado, sendo visto por outras pessoas que podem abrir portas e assim, ter boas oportunidades.

Às vezes, você vai jogar (tomar decisões) e vai se machucar, errar; mas tudo será um aprendizado para as novas jogadas (decisões). Na teoria, tudo é simples e fácil, mas só quem vive a prática, vive o jogo (vida) real.

Quer viver uma vida de realizações? Tome decisões que te leve a isso e desse modo, você pode sair do “jogo” como a Samara saiu feliz e motivada para o próximo!

Ah! E eu esqueci de contar uma coisa: ela saiu machucada com os dois joelhos ralados e pensa que isso foi motivo de ela falar que não voltaria mais? Não, ela encontrou uma solução: só comprar as joelheiras!

E aí? Vai ficar de mimimi ou vai encontrar uma solução para continuar no “jogo”?

 

 


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Por que você não toma decisões? Medo do fracasso ou do sucesso?

Talvez, você ache estranho o título desse artigo e fale: “Como assim? Ninguém tem medo do sucesso!!!”

Será???

Ao conversar com as pessoas, o mais comum, é claro, que elas deixam de tomar decisões porque têm medo de fracassarem e aí como vão lidar com isso… O problema não é exatamente como elas vão lidar com o fracasso, o grande “desconforto” é “o que elas vão falar para as outras pessoas” como se elas devessem satisfação de sua vida e o que acontece? Elas deixam de viver seus sonhos para viver o que as pessoas acham mais correto ou fazem ações que não possuem desafios para se arriscarem pouco e poderem falar que são vitoriosas, mas no fundo, elas sabem que não estão realizadas.

Aprendi ao longo de todos esses anos que quanto mais decisões tomamos, provavelmente, vamos fracassar bastante, porém também vamos ter muitas realizações. E se não tomamos decisões, também não erramos e obviamente, nossas realizações serão muito menores. Decidir é uma questão de tentativa e erro? Sim, mas podemos aprender a errar menos ou se errarmos, podemos tomar novas direções rapidamente.

Agora, tem gente que tem medo do sucesso? SIM!!!

Muita gente já fez o seguinte relato: “Sei a decisão que quero tomar, fiz uma análise das probabilidades e todas levam a caminhos positivos, mas não consigo ir em frente.”

E por que ela não consegue ir em frente se pode ter sucesso? Talvez, por a questão de ter que enfrentar uma mudança.

Toda decisão terá uma mudança e as pessoas sabem que vão se deparar com coisas novas e terão que aprender a lidar com elas. Isso gerará um novo comportamento e provavelmente, muito trabalho pela frente e terá que dispender uma energia que ela não sabe se está disposta a gastar.

E o que acontece quando não se vai em frente? As oportunidades e aprendizados passam, as realizações nunca chegam, mas a frustração dessa paralisação cada vez se torna maior. É um ciclo vicioso constante até que a pessoa visualize os benefícios que pode ter e decida sair de sua zona de conforto para a zona da coragem.

Enfrentar os novos desafios, conhecer pessoas novas, ver novos cenários, ter novos resultados que a movimentem e ao chegar no final do dia, mesmo esgotada possa parar e refletir como sua vida está diferente, com mais brilho e novas perspectivas.

Vai esperar até quando para tomar uma decisão? Até que alguém ou a vida tome por você? Antecipe-se, não fique esperando a melhor hora, sabe por quê? Porque nunca teremos certeza se ela chegará!