sentido da vida

Descubra o sentido da sua vida para fazer melhores escolhas

 

Tudo tem um propósito, até as máquinas. Os relógios dizem as horas, os comboios levam-nos a lugares, fazem o que é para fazerem. Talvez por isso as máquinas avariadas me deixam tão triste. Elas não fazem aquilo que estão destinadas a fazer.

 Talvez seja o mesmo com as pessoas. Perder o propósito é como estar avariado (…)

 Eu imaginava que o mundo todo era uma grande máquina. As máquinas nunca vêm com peças a mais. Elas vêm sempre com a quantidade exata de que precisam. Então eu pensei que se o mundo todo fosse uma grande máquina, eu não poderia ser uma peça a mais.

 Eu tinha de estar aqui por alguma razão.

 Filme, A invenção de Hugo Cabret

 

Quando li esse texto em um e-book de Joana Areias, fiquei refletindo mais uma vez sobre a dificuldade das pessoas em encontrarem o sentido de sua vida, seu propósito e poucas entendem que isso prejudica a tomada de decisões.

Talvez, realmente, muitas estejam “avariadas” e aqui podemos dizer que perderam sua motivação, um motivo para querer fazer as coisas, de pertencerem a algo. Dessa forma, vão vivendo…

Percorro as empresas ministrando treinamentos para funcionários, converso com as pessoas nas redes sociais e percebo que cada vez mais encontro pessoas que me dizem perdidas, que não encontram um motivo para acordarem e irem para seu trabalho e até falta ânimo para fazerem coisas que dizem gostar. Dizem que não conseguem decidir qual rumo querem tomar.

Se você começar a analisar as postagens do Facebook, não faltarão frases de incentivos, motivacionais e de puro “desespero” por não encontrar uma razão de estar aqui.

Quando fiz minha formação para coach, tive que me deparar com essa questão: “Qual é o seu propósito?” e tenho que confessar que foi uma das coisas mais difíceis para estabelecer, pois exige autoconhecimento, entender sua história, enfrentar seus medos, reconhecer seus pontos positivos e negativos. Foi um verdadeiro mergulho na minha alma e que valeu a pena, porém foram meses pensando, escrevendo, reescrevendo até eu conseguir traduzir meu propósito em uma única palavra: TRANSFORMAR.

Ao encontrar seu propósito, você conseguirá claramente definir qual empresa você deseja trabalhar, qual tipo de trabalho quer ter, os hobbies que farão você feliz, as pessoas que você deseja que compartilhem de sua vida, lugares que você vai querer visitar, enfim, FAZER MELHORES ESCOLHAS e que façam total sentido para você.

O que quero dizer?

Vou utilizar o meu exemplo. Mesmo antes de ter claro meu propósito, escolhi indústrias para trabalhar e por que isso aconteceu mesmo inconscientemente? Porque são ambientes de transformação e eu adorava passear na área de produção, aquilo verdadeiramente me emocionava e ainda me emociona quando visito alguns clientes. É a mágica da transformação da matéria-prima em um produto desejado pelas pessoas.

Depois de descobrir meu propósito, escolhi trabalhar para consultorias que tinham como missão a transformação de pessoas e também atuar no Terceiro Setor foi uma escolha para buscar a transformação da realidade das pessoas nas empresas. Minhas decisões profissionais se tornaram cada vez mais simples, pois estão conectadas ao meu propósito. Já falei alguns “nãos” para empresas que percebi que apenas visavam o lucro simplesmente, apesar de os honorários serem bem atrativos. E isso tem me trazido muito mais resultado!

Outra decisão que tomei foi mudar de cidade, saí de Mogi das Cruzes e fui para Santos. Algo que poderia transformar positivamente a minha vida e da minha família. Um local onde teríamos muito mais qualidade de vida, mais tempo para nós e isso fez toda a diferença. Tanto que quando trabalhei em São Paulo, decidi não levar minha família, pois era algo que traria um impacto muito ruim em nossas vidas.

Eu AMO cozinhar e apesar de muitas vezes mesmo cansada, eu vou para a cozinha e faço algo bem gostoso e diferente e por que isso me dá ânimo e sempre encontro um tempinho para fazer isso? Porque ao cozinhar estou exercitando meu PROPÓSITO, estou TRANSFORMANDO ingredientes que por si só são sem graça em algo que minha família diz: “Nossa! Ficou muito bom!” e isso me traz uma alegria enorme que me dá disposição cada vez mais.  O reconhecimento de um resultado, de uma habilidade conquistada.

Enquanto você não entende qual é o seu propósito, o sentimento de deslocamento vai existir muitas vezes, a falta de vontade de fazer as coisas, de trabalhar, de se divertir. Você pode estar em Nova Iorque e até achar legal, mas não será a melhor coisa da vida. Porém, quando você descobre o propósito, você poderá estar no quintal de casa e tudo tem um sentido enorme em sua vida.

Várias pessoas me perguntam: “Como você consegue fazer tanta coisa? Como você consegue tempo e disposição? ”. É isso aí, o segredo é: PROPÓSITO!

Ter um propósito claro me faz tomar decisões muito mais rápidas e dessa forma, executo muito mais coisas. Sei o que é realmente importante em minha vida, dessa forma, não perco tempo com atividades ou pessoas que não estão ligadas ao que acredito. Percebo que consigo tomar minhas decisões com muito mais tranquilidade e assertividade, pois estão conectadas ao meu estilo e forma de ver a vida. Apesar da descoberta de um propósito ter sido algo complexo, a tomada de decisões se tornou muito mais simples em minha vida.

Faço um convite: que tal começar a entender qual a razão de você estar aqui? Que tal tomar melhores decisões?

 


girl-with-tree

Resiliência – você sabe o que é isso?

Na engenharia, resiliência é a resistência e a flexibilidade de uma edificação necessária para que ela não desabe mediante às forças da natureza. Há algum tempo, o mundo corporativo passou a adotar este conceito como uma competência profissional imprescindível aos profissionais que desejam alcançar bons resultados.

Profissionais resilientes são aqueles que conseguem se manter em equilíbrio apesar das pressões, tensões e adversidades da vida moderna.

Nos processos de seleção das empresas, a resiliência é uma competência procurada nos profissionais. E no mundo empreendedor, ela sempre foi necessária, apesar de muitos empresários nunca terem ouvido o termo.

A pessoa que decide empreender, desde o princípio, precisa se manter equilibrada apesar de todos os obstáculos e problemas que ocorrem no dia-a-dia (e olha que não são poucos). Caso esse equilíbrio não ocorra, o empreendedor não consegue tomar decisões e agir para buscar as melhores soluções e o negócio pode acabar tendo muitos problemas. Até porque muitas empresas dependem da decisão apenas dessa pessoa.

Pode até parecer um paradoxo: ter resistência e flexibilidade, mas não é. Ao mesmo tempo, o empreendedor precisa suportar as pressões do negócio e ter flexibilidade (jogo de cintura) para tomar as melhores decisões.

E você? Tem a capacidade de resiliência ou desmorona na primeira dificuldade?


Mudar o roteiro da sua vida: Não tem preço

roteirovida-0013Tenho várias manias, uma delas é: em tudo o que vejo, procuro fazer analogias com a vida, com os fatos do dia a dia.

Há um tempo, folheando uma revista, me deparei com a propaganda da Mastercard que dizia: “Mudar o roteiro da sua vida: Não tem preço”. Achei brilhante, ainda mais porque vem ao encontro do que vejo nas empresas por onde tenho passado.

Como tenho encontrado pessoas desmotivadas nas empresas mesmo com bons salários e excelentes cargos! Quando descobrem que minha especialidade é empreendedorismo e tomada de decisões, muitas dão um jeitinho de bater um papo em particular. Outras, quando descobrem que já fui funcionária de grandes empresas e que um dia tomei a decisão de sair e buscar um novo caminho, também querem saber o que fazer e tomar coragem para fazer o mesmo.

As pessoas acham que foi fácil tomar minhas decisões, não foi. Em 1994, foi a primeira decisão em mudar o roteiro da minha vida. Trabalhava na Suzano Papel, a meia hora de casa, tinha um bom salário e uma boa perspectiva pela frente, mas não era exatamente o que eu queria fazer e fui em busca de uma nova oportunidade.

Foram seis meses participando do processo rigoroso de seleção de trainees na Brahma (ainda não era Ambev). Dinâmicas, entrevistas, testes que me deixaram esgotada e ansiosa até que veio a resposta positiva da minha contratação.

Ser trainee implicava ganhar 20% menos do que eu ganhava, ainda tinha que enfrentar uma viagem de aproximadamente três horas por dia, entre ida e volta. Mas queria novos desafios e FUI! Afinal, o futuro de um trainee seria ocupar um cargo estratégico no futuro.

Depois de dois anos, um fato me deixou bastante frustrada e tomei minha segunda decisão da mudança de roteiro e essa foi muito dura. Abandonar uma empresa que admirava, deixar para trás o sonho de ser uma grande executiva (depois descobri que o sonho era muito mais das outras pessoas do que meu), começar algo do zero.

Criei coragem depois de analisar prós e contras e com meu noivo (hoje, marido) iniciei nosso primeiro empreendimento.

Nem tudo foram flores, erramos muito, mas acertamos muito também.

Como gosto muito de viajar, percebo que nossa vida é muito parecida com uma viagem. Às vezes, fazemos o caminho mais curto e perdemos paisagens maravilhosas. Outras, erramos o caminho, mas aprendemos que existem outros.  E tantas outras vezes, precisamos mudar o caminho, pois está fechado.

Só que para mudar roteiros e nos deparar com fatos que não poderíamos prever, exige coragem, persistência e assim, devemos lidar com os riscos de viver.

Há algum tempo, conversei com uma pessoa com um excelente cargo em uma grande empresa e ela me confidenciou que estava pensando em sair e buscar novos caminhos, pois depois de tanto tempo já estava muito desgastada e desmotivada.

Para minha surpresa, depois de alguns meses, estava nessa empresa ministrando um treinamento e ela abriu a porta e me deu um “tchauzinho” com um sorriso e um brilho diferente e partiu, mas soube apenas no final do dia que aquilo significava uma despedida, tinha tomado a decisão de mudar o roteiro de sua vida.

A pessoa que me contou de sua saída estava muito triste, pois gostava muito dela e disse saber que foi uma decisão acertada, mas que somos muito egoístas quando gostamos das pessoas; preferimos que mesmo sofrendo elas estejam perto de nós.

Já tomei tantas decisões ao longo do tempo: abrir e fechar negócios, mudar de emprego, de carreira e de área, casar, ter filho (e um só), mudar de cidade…

Será que fiz o que era certo? Tomei o melhor caminho? Realmente, não sei e nunca saberei. Poderia ter continuado o mesmo roteiro, me apegando às pessoas, aos títulos, ao poder, ao dinheiro por si só, mas decidi escrever uma história diferente. E de uma forma pensada, estruturada, planejada.

Uma história que começa todos os dias com personagens diferentes, enredos diversos e finais… que nunca poderei prever, mas que me faz uma pessoa realizada com as escolhas conscientes que fiz e isso, não tem preço!