woman-570883_960_720

A busca pela felicidade… onde ela está?

A busca pela felicidade tem sido algo que as pessoas têm feito de forma até mesmo insana.

Algumas têm trabalhado até não poderem mais a fim de ganharem mais dinheiro alegando que vão poder comprar mais coisas ou fazer mais coisas, porém muitas vezes compram e a alegria se dissipa ao terminar de abrir a caixa (porque há uma percepção de que não é aí que se encontra a verdadeira felicidade, mas também não sabem onde ela está) ou então estão tão cansadas que não conseguem sair de casa e a vontade de fazer outras atividades (mesmo tendo dinheiro) acaba ficando pelo sofá.

Ainda temos a felicidade das redes sociais, pessoas que contam o número de curtidas para se sentirem queridas e admiradas e se as curtidas forem baixas entram em um processo de tristeza profunda. Quantas pessoas que postam uma felicidade que não é real apenas para chamar a atenção?

Quantas pessoas acreditam que a felicidade é algo que estará apenas do futuro e dizem: “Um dia serei feliz!” ou “Quando eu fizer isso… serei feliz.”. E será que o futuro chegará algum dia?

Quando o futuro chega, ele já é presente e quando percebemos, já virou passado. É tudo muito rápido, por isso, buscar a felicidade em coisas simples do dia a dia, nas pequenas conquistas e desafios, faz com que possamos viver intensamente essa jornada que chamamos de vida.

Pare nesse momento e pense: “Em que momentos de sua vida você se sentiu verdadeiramente feliz?” (se possível, escreva).

Provavelmente, você perceberá que muitos desses momentos foram coisas do dia a dia, talvez o dia que você foi chamado(a) pela primeira vez de papai ou mamãe; a recuperação de alguma pessoa querida; um convite para um jantar com amigos; as brincadeiras do pessoal do escritório; um final de semana com a pessoa amada, entre outros.

Não quero dizer que não há felicidade na compra do primeiro imóvel, da viagem dos sonhos ou na aquisição de bens. O que quero dizer que esse tipo de coisa não é o que acontece todos os dias e não podemos esperar apenas por esses momentos para sermos felizes.

Precisamos buscar a felicidade nas coisas simples que nos acontecem. Eu, por exemplo, fico feliz em poder fazer as refeições com a minha família, nossos bate-papos, receber um “eu te amo” da minha filha, um “se cuida” do meu marido, as idas para a casa dos meus pais, as piadas da galera que trabalha comigo…

Isso faz com que meu dia se torne mais leve, mesmo que haja problemas (afinal todo mundo tem).

Gostaria de deixar esse texto de Henfil que acredito que retrate nossa vida. Para muitos que não conheceram o Henfil, ele foi um jornalista, cartunista com um humor muito inteligente que fez parte da minha geração e em decorrência da AIDS que contraiu durante uma transfusão de sangue por ser hemofílico, veio a falecer em 1988. Talvez apenas ele, poderia ter escrito esse lindo texto porque sabia que a morte viria em breve e que todos os dias que lhe restavam, precisava ser feliz…

 

A Vida por Henfil

 Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.

Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.

Aí sim, a vida de verdade começaria.

Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.

Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.

A felicidade é o caminho!

Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;

Até que você volte para a faculdade

Até que você perca 5 quilos

Até que você ganhe 5 quilos

Até que você tenha tido filhos

Até que seus filhos tenham saído de casa;

Até que você se case;

Até que você se divorcie;

Até sexta à noite;

Até segunda de manhã;

Até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;

Até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;

Até o próximo verão, outono, inverno;

Até que você se aposente

Até que a sua música toque;

Até que você termine seu drink

Até que você esteja sóbrio de novo;

Até que você morra;

E decida que não há hora melhor para ser feliz do que… AGORA MESMO…!

Lembre-se:

“Felicidade é uma viagem, não um destino”.

 


101115_Empathy-Why-We-Need-It-min

A empatia pode gerar resultados muito melhores

Em uma pequena chácara vivia uma mulher e seu marido fazendeiro. Por lá também viviam alguns animais: a vaca, o porco, a galinha e o RATO.

O rato vivia tranquilamente em um buraco na parede da casa e tinha boa convivência com os outros animais, mas em um certo dia ficou desesperado.

A senhora dona da casa havia colocado uma ratoeira para pegá-lo.

Na hora que viu a armadilha, saiu correndo para pedir ajuda a seus colegas animais:

– Vaca, nós estamos com um problemão, armaram uma ratoeira lá na casa.

A vaca, que estava mascando capim, deu risada.

– Nós? Por um acaso entro na casa do fazendeiro? Aliás, você já viu ratoeira pegar vaca? Isto é problema seu.

O rato ainda desesperado saiu a procura do porco:

– Porco, está havendo uma baita confusão, a mulher do fazendeiro colocou uma ratoeira em casa.

– Ratoeira? Olha o meu tamanho, você acha que ratoeira pega um porco como eu? Se vire, isto é um problema seu.

O rato, triste e perplexo por ninguém lhe ajudar, correu para conversar com a galinha:

– Galinha, nós estamos com um problema muito sério.

– Mais problemas eu não aguento, já tenho que botar um monte de ovos e você me aparece com mais problemas? Não quero nem saber…

– Mas tem uma ratoeira armada lá na casa, disse desesperadamente o rato!

– Mas isso não é comigo, é contigo.

O rato foi embora triste e desapontado, pois não conseguiu sensibilizar ninguém a ajudá-lo.

À noite todos dormiram e, de repente, splaft.

A ratoeira desarmou.

O barulho chamou a atenção de todos lá na chácara. Todos correram para ver o que aconteceu… inclusive o rato.

Era uma cobra cascavel que havia sido pega na ratoeira.

A mulher levantou-se e foi tirar a cascavel da ratoeira e num descuido, tomou uma picada.

Foi levada imediatamente ao hospital por seus parentes, onde ficou internada por vinte dias, na volta, com a saúde muito debilitada, precisava de muitos cuidados e uma alimentação especial.

Qual a melhor dieta para recuperar a saúde? Canja! Lá se foi a galinha.

Depois de um mês, com a saúde restabelecida, resolveu oferecer um almoço para todos seus parentes que a tinham ajudado. E lá se foi o porco (assado no espeto).

Para completar o tratamento no hospital tinha ficado muito caro, não houve alternativa, tiveram que vender a vaca para um açougueiro.

Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

– Mário Quintana

Em quantos momentos da sua vida, você agiu como a galinha, o porco e a vaca?

Será que você tem sido capaz de se colocar no lugar das outras pessoas?

Nas suas decisões, você tem avaliado como elas impactarão direta ou indiretamente na vida das pessoas?

Será que você tem praticado a EMPATIA?

A EMPATIA é uma das competências mais importantes no mundo em que vivemos para que possamos atingir nossos objetivos e nada mais é do que “COLOCAR-SE NO LUGAR DO OUTRO”.

É buscar compreender os sentimentos da outra pessoa, não havendo a necessidade de experimentar as mesmas emoções. É ver o mundo sob a perspectiva do outro, percebendo o que precisa e o que quer, entendendo as diferenças no modo de ver e ser em relação a determinado fato.

Ao se tornar mais empático, há uma melhoria nos relacionamentos e um apoio muito maior na tomada de decisões.

EMPATIA não é o mesmo que SIMPATIA, pois ao ser simpático, você pode até vivenciar as emoções do outro, porém isso não quer dizer que você se coloca no lugar dele.

Vamos exemplificar? Você vê seu colega de trabalho chorando e ao conversar com ele, você se emociona também, porém não se coloca no lugar dele, buscando entender os sentimentos dele para ver a questão sob a perspectiva dele.

A empatia faz com que possamos enxergar as outras pessoas a partir de um olhar com menos julgamento e mais colaboração. Líderes mais empáticos geram equipes com mais resultados, pois há uma humanização desse relacionamento profissional.

Infelizmente, ainda vemos uma sociedade que enxerga apenas o seu próprio umbigo, sem se importar com as outras pessoas, sem pensar em como suas ações as afetam. E as pessoas se sentindo afetadas querem pagar na mesma moeda gerando um ciclo virtuoso de relacionamento.

Quando nos colocamos no lugar do outro, as decisões que tomamos têm uma outra amplitude, pois analisamos melhor os riscos e consequências e ao compartilhar isso com as pessoas envolvidas, temos muito mais apoio nas nossas escolhas.

Pense e verifique o quão empático você tem sido e a pergunta que gostaria de deixar é: “O que você já perdeu por não ter sido empático?”.


duas-vidas

Filme: “Duas vidas”

Esse filme mostra um Consultor de Imagem chamado Russ que em poucos dias fará 40 anos que nunca relaxa, sempre estressado, muitas vezes grosseiro, sem amigos e pouco se importando com sua família.

Até que um dia, encontra um garoto que para sua surpresa é ele mesmo, próximo de fazer 8 anos de idade. Esse reencontro causará uma grande virada em sua vida.

Russ quis esquecer sua infância, pois era gordinho, perdeu sua mãe antes de completar 9 anos e nunca se deu bem com seu pai, pois acreditava que ele o culpava pela morte da mãe e sentia que havia sido uma criança e um adolescente fracassado.

Quando criança sonhou em ser um piloto de avião.

O garoto quis conhecer como seria seu futuro e perguntou ao Russ o que ele fazia e como era sua vida e não gostou do que viu, disse para Russ que então ele se tornaria um adulto fracassado, pois aos 40 anos de idade não tinha cachorro, não era piloto de avião e não era casado, enfim, tudo o que desejava não aconteceria.

No início, o garoto não entendeu o que fazia um Consultor de Imagem e depois disse a Russ que era ajudar as pessoas a mentirem sobre quem são, fingindo que são outras pessoas.

Russ procura uma conhecida para fazer um desabafo sobre a situação e ela diz que isso deve estar ocorrendo, pois ele precisa encontrar algo importante que esqueceu para mudar, além disso, questiona: “quantos de nós nos tornamos o que sonhamos quando crianças? Apenas fazemos o melhor possível.”

E o melhor possível para quem?

Russ adulto e Russ garoto acabam encontrando Russ aos 70 anos e com uma grande surpresa!! Agora… só assistindo!!!

Encontro pessoas bem-sucedidas, porém com um vazio interno muito grande, pois ainda não encontraram um sentido para sua vida, fazem coisas por fazer e pior, para contemplar o que as pessoas esperam delas e param de buscar o que realmente, pudesse fazê-las mais felizes e completas.

Para que se transformar em um personagem, é difícil manter isso pela vida toda, por isso as pessoas entram em conflitos e poços, muitas vezes, sem fundos.

Sermos nós mesmos, não é fácil, mas é a única forma de atrair as pessoas que verdadeiramente nos admiram, nos amam.

Por que precisamos nos tornar adultos estressados, chatos e tão preocupados com nossa imagem? Que tal resgatarmos nossos sonhos de infância para sermos mais felizes? O sonho é o alimento das pessoas que o transforma em uma meta com desafio e significado pessoal que o motiva para fazer coisas aparentemente impossíveis.

E saiba… nunca é tarde para nos tornarmos a pessoa que sempre desejamos ser.