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Gosto muito de falar sobre mudanças quando abordo o assunto Tomada de Decisões e por quê?

Porque cada decisão tomada gerará uma mudança e que afetará nossa vida.

Abaixo está a palestra que Matt Cutts fez no Ted há anos e até hoje a considero fantástica pela simplicidade que ele trata do assunto.

É algo que sempre procuro lançar para as pessoas quando falo sobre mudanças. Não é fazer algo radical, mas simples, porém te proporcionará experiências incríveis.

Que tal fazer essa experiência? Vamos lá?

Se você não conseguir visualizar as legendas, é só clicar no cc que tem na barra do vídeo. Tenho certeza de que você gostará.


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Se você quer realizações, você precisa começar a tomar decisões

Começarei o artigo de hoje com uma história que aconteceu há alguns dias com minha filha.

Samara decidiu que gostaria de entrar na escolinha de vôlei e assim, buscamos informações de local, dias e horários. Fomos informados que ela poderia fazer uma aula experimental e lá fomos nós (meu marido, ela e eu)…

Chegando lá, ficamos sentados observando o grupo anterior que estava treinando e quando chegou o horário das crianças da idade dela, eu falei: “Vai lá para experimentar!” e o que ela disse? “Não!!! Vou ficar aqui olhando…”

Nessa hora, preciso ser verdadeira (rsrs), meu sangue esquentou de raiva e disse: “Eu não te trouxe aqui para ficar olhando! Se fosse assim eu nem teria vindo! Você NUNCA vai aprender a jogar se ficar olhando. Só aprende se você for lá e jogar!”

Meu marido que nessas horas é mais tranquilo, a chamou e foi com ela até o professor, enquanto eu fiquei bufando no banco (rsrsrs)…

Ela foi para a quadra, logo se enturmou, se divertiu muito e saiu da aula toda animada dizendo que esse é o esporte que ela quer fazer. E como eu não poderia deixar de dizer para ela que se ela não tivesse ido, não saberia como seria e provavelmente não ia querer voltar para a próxima aula porque ia achar tudo chato.

E o que eu quero dizer contando essa história?

Muitas pessoas que conversam comigo dizem que querem buscar seus sonhos, suas metas, suas realizações, mas nada fazem para que isso aconteça. Ficam como a minha filha, inicialmente, apenas “assistindo” ao jogo e não entram em campo para mostrarem o que são capazes de fazer, suas habilidades, suas competências, sua vontade de vencer.

Deixam a vida passar e isso desmotiva porque vivem na inércia, sem desafios.

E para mudar esse jogo, é necessário tomar decisões que implicarão em mudanças, novas realidades, novos relacionamentos, novos comportamentos. Não dá para ter resultados se você não faz nada, fica parado, apenas na torcida.

Ser torcida é legal, você se diverte, vibra, mas quem ganha mesmo é quem está lá no campo, jogando, mostrando resultado, sendo visto por outras pessoas que podem abrir portas e assim, ter boas oportunidades.

Às vezes, você vai jogar (tomar decisões) e vai se machucar, errar; mas tudo será um aprendizado para as novas jogadas (decisões). Na teoria, tudo é simples e fácil, mas só quem vive a prática, vive o jogo (vida) real.

Quer viver uma vida de realizações? Tome decisões que te leve a isso e desse modo, você pode sair do “jogo” como a Samara saiu feliz e motivada para o próximo!

Ah! E eu esqueci de contar uma coisa: ela saiu machucada com os dois joelhos ralados e pensa que isso foi motivo de ela falar que não voltaria mais? Não, ela encontrou uma solução: só comprar as joelheiras!

E aí? Vai ficar de mimimi ou vai encontrar uma solução para continuar no “jogo”?

 

 


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Por que você não toma decisões? Medo do fracasso ou do sucesso?

Talvez, você ache estranho o título desse artigo e fale: “Como assim? Ninguém tem medo do sucesso!!!”

Será???

Ao conversar com as pessoas, o mais comum, é claro, que elas deixam de tomar decisões porque têm medo de fracassarem e aí como vão lidar com isso… O problema não é exatamente como elas vão lidar com o fracasso, o grande “desconforto” é “o que elas vão falar para as outras pessoas” como se elas devessem satisfação de sua vida e o que acontece? Elas deixam de viver seus sonhos para viver o que as pessoas acham mais correto ou fazem ações que não possuem desafios para se arriscarem pouco e poderem falar que são vitoriosas, mas no fundo, elas sabem que não estão realizadas.

Aprendi ao longo de todos esses anos que quanto mais decisões tomamos, provavelmente, vamos fracassar bastante, porém também vamos ter muitas realizações. E se não tomamos decisões, também não erramos e obviamente, nossas realizações serão muito menores. Decidir é uma questão de tentativa e erro? Sim, mas podemos aprender a errar menos ou se errarmos, podemos tomar novas direções rapidamente.

Agora, tem gente que tem medo do sucesso? SIM!!!

Muita gente já fez o seguinte relato: “Sei a decisão que quero tomar, fiz uma análise das probabilidades e todas levam a caminhos positivos, mas não consigo ir em frente.”

E por que ela não consegue ir em frente se pode ter sucesso? Talvez, por a questão de ter que enfrentar uma mudança.

Toda decisão terá uma mudança e as pessoas sabem que vão se deparar com coisas novas e terão que aprender a lidar com elas. Isso gerará um novo comportamento e provavelmente, muito trabalho pela frente e terá que dispender uma energia que ela não sabe se está disposta a gastar.

E o que acontece quando não se vai em frente? As oportunidades e aprendizados passam, as realizações nunca chegam, mas a frustração dessa paralisação cada vez se torna maior. É um ciclo vicioso constante até que a pessoa visualize os benefícios que pode ter e decida sair de sua zona de conforto para a zona da coragem.

Enfrentar os novos desafios, conhecer pessoas novas, ver novos cenários, ter novos resultados que a movimentem e ao chegar no final do dia, mesmo esgotada possa parar e refletir como sua vida está diferente, com mais brilho e novas perspectivas.

Vai esperar até quando para tomar uma decisão? Até que alguém ou a vida tome por você? Antecipe-se, não fique esperando a melhor hora, sabe por quê? Porque nunca teremos certeza se ela chegará!


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Trabalho não mata, o que mata é a raiva!

Achei brilhante essa frase dita pelo Dr. Roberto Kalil há alguns anos quando participou do Programa Bem Estar da Globo, segundo ele quem disse isso é o Dr. Adib Jatene.

Ele citou essa frase depois de questionado se o estresse por causa do trabalho pode ocasionar a pressão alta.

A palavra “trabalho” vem do latim tripalium que era um instrumento de tortura sustentado por três estacas. Se pensarmos no sentido etimológico da palavra, quer dizer que trabalhar significa ser torturado, sofrer. Se considerarmos isso, podemos afirmar que o trabalho “pode” matar, mas só “se” você quiser e deixar.

Não discorrerei aqui sobre o aspecto médico que não é minha especialidade, mas utilizarei isso para falar sobre o que vejo acontecendo nas empresas.

Em todos os treinamentos, encontro funcionários descontentes (quase todos) com as horas excessivas de trabalho, cobranças dos chefes, pressão para atingir resultados, acúmulo de trabalho (poucos funcionários para muitas atividades).

Ao conversar com eles durante os coffee-breaks ou almoços, questiono se já conversaram com seus superiores, negociaram com seus pares, delegaram atividades para outras pessoas e muitos respondem: “Não adianta… nada muda… nem perco meu tempo…”.

E com isso, vão guardando o sentimento de raiva que vai corroendo pouco a pouco sua autoestima, sua percepção da realidade, a busca pelos seus sonhos.

Mas será que essa raiva é sentida pelos outros ou é por si próprio, por não conseguir agir e tomar uma decisão?

É comum, terceirizarmos responsabilidades (o fulano deixou de fazer, o sicrano é assim), mas o quanto somos capazes de assumir as nossas incompetências, erros e impossibilidades?

O trabalho por si só não mata, mas a angústia, a raiva, a frustração fará com que você se desequilibre emocionalmente. Por exemplo, se você começa a ter insônia, provavelmente tudo o deixará irritado, começará a discutir com as pessoas, perderá a fome e consequentemente, começarão problemas físicos: enxaquecas, gastrites, pressão arterial elevada etc.

Se o chefe ou um colega de trabalho te deixa “raivoso”, questione sobre o que você pode fazer para mudar essa situação. Conversar com ele de forma franca? Mudar seu comportamento? Buscar uma oportunidade em outra área ou outra empresa?

Mudar os outros, não conseguiremos; mas, construir e seguir o nosso caminho está apenas nas nossas mãos!


A dificuldade em tomar decisões

joao sem medoGostaria de começar esse artigo narrando uma parte de um livro português de 1973 chamado “As Aventuras de João Sem Medo”.

João morava em uma aldeia e ninguém se atrevia a atravessar a floresta, os moradores choravam de manhã até a noite e não tinham força para nada. O único que não se comportava dessa maneira era João que era chamado João Sem Medo.

Um dia, João resolveu saltar o muro, mesmo contrariando sua mãe e entrou na floresta e depois de algum tempo se deparou com dois caminhos (clássico em várias estórias): um asfaltado, cheio de amendoeiras em flor e outro, pedregoso com espinhos e urtigas.

Pensou: “Aqui estão os dois caminhos: o do Bem e o do Mal”.

João pediu a presença de uma fada (como nos contos) e apareceu um homem fantasiado de fada e disse que o caminho bom conduzia à Felicidade e o mau, à Infelicidade.

Assim, João decidiu ir pelo caminho mais bonito, mesmo achando muito fácil isso.

Ao entrar nesse caminho, encontrou uma figura monstruosa sem cabeça, com os olhos no peito e a boca no estômago e que disse: “Que a paz e a estupidez estejam contigo” e perguntou se ele estava preparado para a operação.

João perguntou sobre a operação e o descabeçado disse que ninguém poderia seguir o caminho que leva à Felicidade Completa sem consentir que lhe cortem a cabeça para não pensar, não ter opinião nem criar piolhos ou ideias perigosas; além de trazer nos pés e nas mãos correntes de ouro.

João recusa esse caminho mesmo o descabeçado dizendo que teria tudo de graça, se escolhesse o outro caminho sofreria e até dizer que poderia manter sua cabeça, apenas sugando o que estivesse dentro dela.

Assim, João segue para o outro caminho dizendo que jurava que não seria infeliz porque ele NÃO queria.

Essa parte da estória retrata bem o por quê das pessoas terem dificuldades para tomarem decisões.

Decisões acontecem a todo minuto, desde o momento em que você desperta e decide se levanta naquele momento ou fica mais 5 minutos na cama, o que vai vestir, o que vai comer, o que fará com aquele contrato, mudar ou não de emprego, como vai abordar um novo cliente, vender ou não a empresa, enfim, da mais simples à mais complexa, decisões fazem parte do nosso dia a dia.

E por que muitas pessoas sofrem para tomar decisões?

Vamos descrever os fatores que dificultam a tomada de decisões:

  • Incerteza –  Os moradores da aldeia do João Sem Medo têm medo do desconhecido, por isso decidem não sair de algo que pode não ser o melhor, mas é conhecido e por ser conhecido sabem como lidar com ele. Definitivamente, nunca saberemos se tomamos a melhor decisão e isso faz com que as pessoas adiem ou demorem muito tempo para decidir, pois querem ter a certeza de que estão dando o passo correto. Digo que precisamos pensar, analisar e decidir pelo o que é melhor para AQUELE momento. Não adianta sofrer pelo caminho não percorrido, pois nunca saberemos o resultado dele. O que precisamos é transpor os obstáculos que aparecerão no caminho que decidimos tomar, enfim, talvez sejam necessárias outras decisões. Querer ter a certeza faz com que as pessoas não saiam do lugar.
  • Complexidade – João Sem Medo citou os dois caminhos: um do Bem e outro do Mal, como se fosse fácil identificar um e outro. O mundo é complexo, ele não é preto ou branco, ele tem vários tons de cinza que muitas vezes temos dificuldades de identificar, pois há linhas muitas tênues que separam um tom do outro. O caminho aparentemente mais fácil para o João Sem Medo o levaria a muitos benefícios, porém ficaria sem a cabeça, enquanto o outro de maior sofrimento poderia ter um resultado melhor, mas também sem saber. Então, qual o melhor? A decisão não é tão simples assim.
  • Objetivos múltiplos – Muitas pessoas têm vários objetivos e isso faz com que se percam ao longo do caminho, pois querem tudo e às vezes, acabam ficando sem nada, pois não tomam decisões adequadas.
  • Diferentes pontos de vista – O descabeçado achava uma loucura João Sem Medo ir para o caminho cheio de pedregulhos porque lá seria apenas sofrimento e se percorresse o caminho que estava indicando seria bem feliz, pois sem a cabeça não precisaria pensar, apenas viver na bonança. Já João Sem Medo preferia ficar com sua cabeça e decidir por conta própria seus caminhos e acreditava que não é um caminho que definiria a sua infelicidade, mas sua própria vontade.
  • Gera possibilidade de mudança – Quantas pessoas reclamam que não têm resultados, mas continuam fazendo a mesma coisa? Os moradores da aldeia são os exemplos disso. Choram o dia todo, mas não fazem nada de diferente, pois a mudança pode ser assustadora. Você terá que aprender coisas diferentes, terá que lidar com novas situações, enfim, tomar decisões. João Sem Medo, ao contrário, queria sair da zona de conforto, ver um novo mundo.
  • Abrir mão de algo – João Sem Medo ao deixar sua aldeia abriu mão de sua zona de conforto, de sua mãe, de seus amigos para trilhar um caminho desconhecido, de novas aventuras e experiências. Na estória, não nos parece um grande sacrifício, porém quando nos deparamos no dia a dia, é algo que imobiliza muitas pessoas, pois elas gostariam de ter tudo, porém, em muitos momentos, precisamos definir algo para que possamos alcançar nosso objetivo.

Alguns pontos que me chamam atenção nessa estória e que gostaria de ressaltar:

  1. João Sem Medo chamou a fada para orientá-lo e ela não disse nada diferente do que ele imaginava, mas apenas para reafirmar sua decisão de seguir pelo caminho mais bonito; mesmo cismado de que isso parecia muito simples. Será que algumas pessoas não chamam “fadas” para ajudarem na decisão e no final não causam o resultado esperado? Precisamos contar com a opinião de pessoas que serão afetadas pela decisão e que poderão verdadeiramente nos ajudar a tomá-la, mas não qualquer pessoa. Às vezes, sabemos qual o caminho tomar e precisamos apenas que alguém valide para termos mais conforto. Outras vezes, vejo pessoas que chamam outras apenas para compartilhar a culpa se o resultado não for bom. Por isso, temos que mapear as pessoas mais adequadas e que podem nos ajudar.
  2. A fada diz que o caminho bonito leva à Felicidade e o outro à Infelicidade e João Sem Medo resolve ir pelo mais bonito, mesmo desconfiado. Temos que entender que as soluções nem sempre são simples, mas também nem sempre tão complicadas. Às vezes, temos a impressão de que está tudo muito fácil e por isso não devemos optar por este caminho e aí acabamos complicando tudo e não chegando a lugar nenhum. Ao entender os vários tipos de decisões que existem, conseguiremos identificar quando devemos ir por um caminho mais fácil e quando precisamos optar por outros. Por isso, uma análise é algo importante a ser feita sempre.
  3. Quando o descabeçado diz ao João Sem Medo que ele deveria ter a cabeça cortada para ser feliz porque não precisaria pensar, não poderia ter ideias perigosas e nem opinião me faz refletir sobre quantas pessoas “descabeçadas” temos por aí que não querem e não gostam de tomar decisões e vão sendo levadas pelas outras. Tomar decisões implica em responsabilidade e comprometimento e muitas pessoas não querem ter isso, preferem a sua “paz”. Por isso é interessante quando o descabeçado fala: “Que a paz e a estupidez estejam contigo”. Pessoas alienadas não sofrem porque pouco se importam com o que está acontecendo no mundo, não tem novas ideias e vão vivendo. Pessoas que pensam podem levar a empresa para um outro nível de engajamento, produtividade e resultado e isso pode ser “perigoso”, pois a empresa terá que enfrentar mudanças, sair da zona de conforto e poderá estar muito a frente de seus concorrentes.
  4. Ao decidir pelo caminho pedregoso João jura que não será infeliz porque não ele não queria. Esse é o ponto principal da questão de tomada de decisão. Talvez, para muitos não esteja claro, mas todas as decisões tomadas por João tinham um propósito: a busca da felicidade e é isso que facilita o processo. Quando não se tem a menor ideia do que se deseja, as pessoas ficam rodando no mesmo lugar. Quando se sabe onde se quer chegar, tem um objetivo, as decisões vão sendo tomadas para convergir para isso. As decisões empacam porque não há um norte e além disso, o tomador de decisão deve assumir a responsabilidade por ela, o que muitos não querem.

Tomar decisões é um hábito, quanto mais se pratica, mais o processo é facilitado. Experiências fazem a diferença. Sair da zona de conforto, lidar com pessoas, enfrentar o medo da complexidade e da responsabilidade pode te fazer um expert nas decisões pessoais, profissionais ou empresariais.

Se você quer o dono de sua vida, tome decisões! Caso contrário, não reclame se as pessoas tomarem por você. A vida não aceita vácuo…

Lembre-se disso!