jogo

Vai para o jogo ou vai ficar treinando a vida toda?

Gostaria de trazer uma reflexão nesse texto sobre como enfrentar os desafios pode trazer resultados excepcionais e para isso vou contar uma história da minha filha.

Hoje, foi mais um dia lindo porque minha maior luz, minha filha, brilhou em seu primeiro campeonato de vôlei e não porque ela conquistou o segundo lugar, mas porque também soube lidar com a derrota de uma forma que eu não imaginaria que ela faria, afinal conheço a minha “japinha” e sabendo que há 2 meses, ela nem queria saber de participar.

Não foi fácil convencê-la a participar! Recebi o comunicado do professor pelo Whatsapp e falei para ela: “Olha, Samara! Vai ter um campeonato!” e ela: “Tá! Eu não quero participar!”.

“Como assim? Você não vai participar?”, eu perguntei estarrecida. E ela, simplesmente dizia que não iria de jeito nenhum!

Inconformada, perguntei os motivos e ela apenas dizia que não queria, mas isso não me cheirava bem até porque ela sempre foi participativa. Aí me bateu uma questão… Samara não gosta de errar, não gosta de sentir avaliada e muitas vezes isso a atrapalha porque acha que ainda não está pronta, uma auto cobrança excessiva.

E isso é em tudo… na escola, nas aulas de desenho (ela demorou um tempão para nos mostrar os desenhos que ela estava produzindo porque ainda achava que não estava tão bom) e no vôlei, ela meio que titubeou ao mudar de turma porque achava que não sacava direito, então não poderia ir até que entendeu que aprenderia lá.

Aí tentei dar um cheque mate nela e perguntei: “Por que você está fazendo aula de vôlei?”

Ela: “Para aprender a jogar…”

Eu: “E para quê?”

Ela, meio sem graça: “Para competir…”

Eu: “E vai esperar para competir quando? Vai lá! Se diverte! Experimenta! Se você não experimentar, nunca vai saber como é.”

Ela: “Vou pensar…”

E isso foi… Depois de algumas semanas, ela me disse: “Mãe… precisa fazer minha inscrição para o campeonato.” Uhuuu!!! Ela decidiu!

Nesse dia, ela foi para o vôlei, conversou com uma amiga e montaram uma dupla, mas ainda faltava mais um e depois de mais algumas aulas, um amigo ingressou no time.

E hoje foi o dia! O dia que ela e seus amigos brilharam! Jogaram muito melhor do que nos treinos. Meu marido e eu gritávamos: “Vai, japinha!” e daqui a pouco, ouvimos os pais e até a avó da amiguinha gritando quando ela ia sacar: “Vai, japinha!”. E ela se divertindo (com seriedade como diz o professor dela) tanto ganhando quanto perdendo.

E aí, chegou um segundo lugar com a alegria de ter se desafiado e ter feito o seu melhor. E o mais bacana, saímos de quadra com ela dizendo que agora participaria de tudo! Se não tivesse participado, talvez cada vez ficaria mais difícil superar o medo da frustração.

E por que resolvi contar essa história?

Quantas pessoas acham que nunca estão prontas e ficam dentro de seus casulos, se preparando, se preparando e não decidem… não partem para a ação? Não se desafiam com medo do julgamento, do erro, da frustração. Perdem a oportunidade de se experimentarem para poderem ter um feedback para que possam melhorar.

O medo do julgamento e da frustração é um inibidor para que possamos tomar decisões que podem nos trazer melhores resultados. “Treinar” seja no esporte ou na vida de nada serve se você não partir para o “jogo”. Só lá você poderá entender seus pontos fortes e fracos e verificar como melhorar para ter ainda um melhor resultado.

Quantas pessoas acreditam que estão sozinhas e ao contrário! Você tem um time que vai te ajudar nos momentos que você precisará… o “jogo” não é só seu… ACREDITE! Agregue pessoas ao seu objetivo!

E também tem a torcida do contra, mas também tem a torcida a favor que vai estar contigo até o final, ganhando ou perdendo! E isso tem um valor incrível!

Tomar decisões é ir para o “jogo”, é saber qual seu objetivo e o que fazer para chegar lá… Talvez, o resultado não seja o esperado naquele momento, mas ainda existirão muitas partidas e campeonatos.

E aí? Vamos para o “jogo”?


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Se você quer realizações, você precisa começar a tomar decisões

Começarei o artigo de hoje com uma história que aconteceu há alguns dias com minha filha.

Samara decidiu que gostaria de entrar na escolinha de vôlei e assim, buscamos informações de local, dias e horários. Fomos informados que ela poderia fazer uma aula experimental e lá fomos nós (meu marido, ela e eu)…

Chegando lá, ficamos sentados observando o grupo anterior que estava treinando e quando chegou o horário das crianças da idade dela, eu falei: “Vai lá para experimentar!” e o que ela disse? “Não!!! Vou ficar aqui olhando…”

Nessa hora, preciso ser verdadeira (rsrs), meu sangue esquentou de raiva e disse: “Eu não te trouxe aqui para ficar olhando! Se fosse assim eu nem teria vindo! Você NUNCA vai aprender a jogar se ficar olhando. Só aprende se você for lá e jogar!”

Meu marido que nessas horas é mais tranquilo, a chamou e foi com ela até o professor, enquanto eu fiquei bufando no banco (rsrsrs)…

Ela foi para a quadra, logo se enturmou, se divertiu muito e saiu da aula toda animada dizendo que esse é o esporte que ela quer fazer. E como eu não poderia deixar de dizer para ela que se ela não tivesse ido, não saberia como seria e provavelmente não ia querer voltar para a próxima aula porque ia achar tudo chato.

E o que eu quero dizer contando essa história?

Muitas pessoas que conversam comigo dizem que querem buscar seus sonhos, suas metas, suas realizações, mas nada fazem para que isso aconteça. Ficam como a minha filha, inicialmente, apenas “assistindo” ao jogo e não entram em campo para mostrarem o que são capazes de fazer, suas habilidades, suas competências, sua vontade de vencer.

Deixam a vida passar e isso desmotiva porque vivem na inércia, sem desafios.

E para mudar esse jogo, é necessário tomar decisões que implicarão em mudanças, novas realidades, novos relacionamentos, novos comportamentos. Não dá para ter resultados se você não faz nada, fica parado, apenas na torcida.

Ser torcida é legal, você se diverte, vibra, mas quem ganha mesmo é quem está lá no campo, jogando, mostrando resultado, sendo visto por outras pessoas que podem abrir portas e assim, ter boas oportunidades.

Às vezes, você vai jogar (tomar decisões) e vai se machucar, errar; mas tudo será um aprendizado para as novas jogadas (decisões). Na teoria, tudo é simples e fácil, mas só quem vive a prática, vive o jogo (vida) real.

Quer viver uma vida de realizações? Tome decisões que te leve a isso e desse modo, você pode sair do “jogo” como a Samara saiu feliz e motivada para o próximo!

Ah! E eu esqueci de contar uma coisa: ela saiu machucada com os dois joelhos ralados e pensa que isso foi motivo de ela falar que não voltaria mais? Não, ela encontrou uma solução: só comprar as joelheiras!

E aí? Vai ficar de mimimi ou vai encontrar uma solução para continuar no “jogo”?