jogo

Vai para o jogo ou vai ficar treinando a vida toda?

Gostaria de trazer uma reflexão nesse texto sobre como enfrentar os desafios pode trazer resultados excepcionais e para isso vou contar uma história da minha filha.

Hoje, foi mais um dia lindo porque minha maior luz, minha filha, brilhou em seu primeiro campeonato de vôlei e não porque ela conquistou o segundo lugar, mas porque também soube lidar com a derrota de uma forma que eu não imaginaria que ela faria, afinal conheço a minha “japinha” e sabendo que há 2 meses, ela nem queria saber de participar.

Não foi fácil convencê-la a participar! Recebi o comunicado do professor pelo Whatsapp e falei para ela: “Olha, Samara! Vai ter um campeonato!” e ela: “Tá! Eu não quero participar!”.

“Como assim? Você não vai participar?”, eu perguntei estarrecida. E ela, simplesmente dizia que não iria de jeito nenhum!

Inconformada, perguntei os motivos e ela apenas dizia que não queria, mas isso não me cheirava bem até porque ela sempre foi participativa. Aí me bateu uma questão… Samara não gosta de errar, não gosta de sentir avaliada e muitas vezes isso a atrapalha porque acha que ainda não está pronta, uma auto cobrança excessiva.

E isso é em tudo… na escola, nas aulas de desenho (ela demorou um tempão para nos mostrar os desenhos que ela estava produzindo porque ainda achava que não estava tão bom) e no vôlei, ela meio que titubeou ao mudar de turma porque achava que não sacava direito, então não poderia ir até que entendeu que aprenderia lá.

Aí tentei dar um cheque mate nela e perguntei: “Por que você está fazendo aula de vôlei?”

Ela: “Para aprender a jogar…”

Eu: “E para quê?”

Ela, meio sem graça: “Para competir…”

Eu: “E vai esperar para competir quando? Vai lá! Se diverte! Experimenta! Se você não experimentar, nunca vai saber como é.”

Ela: “Vou pensar…”

E isso foi… Depois de algumas semanas, ela me disse: “Mãe… precisa fazer minha inscrição para o campeonato.” Uhuuu!!! Ela decidiu!

Nesse dia, ela foi para o vôlei, conversou com uma amiga e montaram uma dupla, mas ainda faltava mais um e depois de mais algumas aulas, um amigo ingressou no time.

E hoje foi o dia! O dia que ela e seus amigos brilharam! Jogaram muito melhor do que nos treinos. Meu marido e eu gritávamos: “Vai, japinha!” e daqui a pouco, ouvimos os pais e até a avó da amiguinha gritando quando ela ia sacar: “Vai, japinha!”. E ela se divertindo (com seriedade como diz o professor dela) tanto ganhando quanto perdendo.

E aí, chegou um segundo lugar com a alegria de ter se desafiado e ter feito o seu melhor. E o mais bacana, saímos de quadra com ela dizendo que agora participaria de tudo! Se não tivesse participado, talvez cada vez ficaria mais difícil superar o medo da frustração.

E por que resolvi contar essa história?

Quantas pessoas acham que nunca estão prontas e ficam dentro de seus casulos, se preparando, se preparando e não decidem… não partem para a ação? Não se desafiam com medo do julgamento, do erro, da frustração. Perdem a oportunidade de se experimentarem para poderem ter um feedback para que possam melhorar.

O medo do julgamento e da frustração é um inibidor para que possamos tomar decisões que podem nos trazer melhores resultados. “Treinar” seja no esporte ou na vida de nada serve se você não partir para o “jogo”. Só lá você poderá entender seus pontos fortes e fracos e verificar como melhorar para ter ainda um melhor resultado.

Quantas pessoas acreditam que estão sozinhas e ao contrário! Você tem um time que vai te ajudar nos momentos que você precisará… o “jogo” não é só seu… ACREDITE! Agregue pessoas ao seu objetivo!

E também tem a torcida do contra, mas também tem a torcida a favor que vai estar contigo até o final, ganhando ou perdendo! E isso tem um valor incrível!

Tomar decisões é ir para o “jogo”, é saber qual seu objetivo e o que fazer para chegar lá… Talvez, o resultado não seja o esperado naquele momento, mas ainda existirão muitas partidas e campeonatos.

E aí? Vamos para o “jogo”?


gênio

Você sabe o que você quer (de verdade)?

Nesse artigo, vou falar sobre um filme que retrata muitas pessoas que passam e passaram pela minha vida e que pode trazer reflexões poderosas: “Gênio Indomável”.

Will é um rapaz de 20 anos que passou por reformatórios, famílias que o adotaram, mas onde sofria agressões. Assim, tornou-se uma pessoa sem vínculos, com exceção de três amigos que sempre o acompanham nas saídas e brigas.

Porém, Will é um gênio, sem ir à uma universidade, consegue expor sobre economia, história e principalmente, resolver teoremas matemáticos complexos.

Por causa de uma briga, Will vai para a cadeia, mas um professor que descobre seu talento resolve ajudá-lo, mas Will terá que cumprir duas tarefas: estudar matemática e frequentar um terapeuta. Ele concorda em estudar, mas utilizando sua inteligência, manipula e sabota vários terapeutas que desistem de trabalhar com ele.

Até que seu professor contata um ex-colega de universidade que concorda em conhecer Will.

Começa aí uma série de encontros onde em vários momentos confunde-se a figura do terapeuta/ cliente. Suas discussões e leituras pessoais faz com que eles se vejam como em um espelho. Apesar de suas diferenças, percebem que as semelhanças são maiores.

Will tem seus medos, principalmente, do abandono. Sean se sente abandonado pela morte de sua esposa. Em um momento, Will começa a discorrer sobre alguns assuntos e Sean pergunta: “O que você quer?”.

Will continua a discursar e Sean diz a ele que é um rapaz inteligente que pode falar sobre vários assuntos, mas não consegue responder a uma pergunta tão simples. Sean, na realidade, também se vê nesse caos.

Após esta sessão, ambos refletem e tomam suas decisões a fim de deixarem o passado para trás, rumo a um futuro que desejam (re)construir.

A pergunta “O que você quer?” parece ser a mais simples que existe, mas lidando com pessoas nesses anos de trabalho em treinamento, vejo que grande parte dá uma resposta automática, pensando no que os outros gostariam de ouvir.

No momento em que respondemos claramente esta pergunta, conseguimos fazer nosso planejamento e executar as ações necessárias para alcançar nossos desejos. Porém, se não conseguimos respondê-la com clareza, andamos em círculos, culpando pessoas e situações, sentindo frustrações, causando uma desmotivação.

Quantas pessoas também possuem um “Gênio Indomável”? São talentosas, mas o medo e a falta de autoconfiança faz com que não consigam se relacionar com outras pessoas, não se mobilizem para seus projetos, enfim, conseguem se autossabotar. As pessoas gostam de se sentirem vítimas para serem confortadas, afinal, vencedores, muitas vezes, são desprezados.

Que tal tirar o dia para pensar e estabelecer:  O que REALMENTE você quer?


blog

Coisas que a vida me ensinou em 40 anos – Silvana Cervantes

Encontrei esse texto nas minhas lembranças e gostaria de compartilhar porque trata muito dos resultados de nossas decisões. Eu já passei da barreira dos 40 e percebo que a maturidade pode nos trazer mais liberdade para sermos mais nós mesmos.

Amor não se implora, não se pede
não se espera…
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil.
Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados
à terra por Deus para mostrar ao homem
O que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz,
não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você,
vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras, é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina,
Deus é o maior poeta de todos os
Tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo
Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças
A cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor,
são palavras mágicas, chaves que abrem
Portas para uma vida melhor
O amor… Ah, o amor…
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos, cura doenças…
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.

Nota: A autoria do texto tem vindo a ser atribuída erroneamente a Artur da Távola. O texto foi escrito em abril de 2006 por ocasião dos 40 anos de vida da sua autora.

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O que você tem buscado? Admiração ou realização?

Hoje, me deparei com uma frase de Virgínia Woolf que me trouxe inspiração para escrever esse texto: “Não precisa ter pressa. Não há necessidade de brilhar. Não precisa ser ninguém além de si mesmo”.

E nesse momento gostaria de fazer uma pergunta para você, meu leitor: “O que você tem buscado? Admiração ou realização?”

Dependendo da resposta, os caminhos são diferentes, os sentimentos também e os resultados também.

Quando se busca a admiração, as escolhas são baseadas no que os outros vão achar. Há um excesso de medo da crítica, as ações são guiadas para ter a aceitação, o número de “curtidas” nas redes sociais é o que conta; as vontades, os desejos ou os objetivos podem ser deixados de lado se há a percepção de não aceitação. E o quão real então a pessoa é realmente? Qual o sentimento que isso gera ao chegar em casa e deitar a cabeça no travesseiro? Como é se olhar no espelho e verificar que há um espaço muito grande entre a pessoa que gostaria de ser e a pessoa ou a personagem que se transformou?

Por que há tanta necessidade de “brilhar” para o mundo? Será que você percebe que esse brilho pode ser apagado pelas pessoas a qualquer momento ao transferirem a admiração delas para um novo “ser iluminado”? E a partir desse momento, o que sobrará?

Para aquele que busca a realização, há uma chama interna que por mais que alguns tentem apagar, ela sempre estará protegida porque já se sabe que a escolha feita enfrentará resistências, opiniões contrárias, tentativas de fazer com que a autoconfiança seja minada, porém entende que o mais importante é ser a pessoa que deseja ser, alcançar os objetivos pessoais mesmo que o “mundo” não os considere como algo relevante.

Essa “chama” não brilha externamente, mas aquece a alma, dá uma sensação de conquista, de felicidade mesmo que não tenha com quem dividir. O olhar no espelho dá uma sentimento de orgulho, de olhar para trás e perceber que mesmo com tantos obstáculos e talvez com olheiras de cansaço, rugas do tempo, permaneceu firme em seu propósito. Isso tudo se traduz em uma força para novos desafios e conquistas.

Assista à série do Netflix chamada Black Mirror, especificamente ao episódio Nosedive no qual as pessoas são avaliadas e recebem “estrelas”… Quanto mais popular, mais estrelas… Imagine o que as pessoas fazem para serem bem avaliadas… #nospoiler

Imagine o seu futuro… como você gostaria que fosse? Quais serão suas escolhas a partir de agora?

 

“Ser importante é do ego. Ser feliz é da alma.” (Anônimo)

 

 

 

 

 


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Filme: “Não sei como ela consegue” e dicas para melhorar a produtividade das mulheres

Escrevi esse artigo no blog Fábrica de Empreendedores há muitos anos, mas como hoje é o Dia da Mulheres resolvi postá-lo aqui com atualizações.

É uma comédia despretensiosa que trata da vida da mulher moderna buscando equilibrar carreira, maternidade e casamento.

Kate é uma profissional que trabalha com investimentos, apaixonada pelo marido Richard e tem um casal de filhos. Várias pessoas que convivem com Kate se questionam como ela conseguem fazer tudo e daí o título do filme.

No início do filme, Kate diz que existe uma pesquisa que as mulheres depois que têm filhos não conseguem dormir a noite toda porque ficam fazendo listas das tarefas que precisam realizar.

No trabalho, para demonstrar sua competência, Kate não recusa nenhum trabalho, mesmo se sacrificando. Momo, sua assistente, fica pasma de ver Kate muitas vezes desarrumada e sempre correndo, por isso diz que nunca terá filhos e se dedicará apenas ao trabalho.

Em um determinado momento, surge a figura de um colega de trabalho de Kate que busca se mostrar não pela competência, mas utilizando de vários artifícios não convencionais. Além de tentar minar sua autoconfiança. Mas, Kate se sobressai e é solicitada para um grande trabalho.

Devido a esse novo desafio, a agenda de Kate fica cada vez mais conturbada e isso acaba causando um grande conflito entre ela e seu marido. Até que um dia ela consegue falar um “não” para seu chefe, pois percebe que um emprego ela poderia encontrar em qualquer outro lugar, mas sua família era única. Enfim, Kate, finalmente, consegue conciliar sua carreira e família!

Assistam ao filme, vale a pena!

Eu não vou “ensinar”, mas darei algumas dicas de como eu lido com os diversos papéis que possuo no meu dia a dia para torná-lo mais produtivo e equilibrado. Quem sabe posso ajudar as várias mulheres “malabaristas” do mundo moderno!

PAPEL 1 – PROFISSIONAL

Tenho muitas atribuições, pois sou responsável pelos projetos online da TriadPS coordenando uma equipe com designers, desenvolvedores e conteudistas. Também atuo como consultora e facilitadora de treinamentos que exigem viagens constantes e além disso, elaboro metodologias e conteúdos para treinamentos. Além de alguns projetos extras que acabo me envolvendo.

  • Reuniões – procuro fazer via Skype se possível, evitando deslocamentos. Se não puder ser virtual, procuro marcar em horários de fluxo menor de carros. Muitas vezes, prefiro utilizar metrô e táxi, pois consigo otimizar algumas atividades.
  • Comunicação – prefiro utilizar o e-mail ou o Facebook ao invés de telefone ou celular. Para mim, é mais dinâmico. Ligação telefônica só se for urgente.
  • Delegação – delego tudo o que eu puder para minha equipe, pois é uma forma de treinamento também.
  • Eventos/ feiras/ congressos – verifico o quanto isso irá me agregar, ir por ir apenas para agradar alguém, sem chance. Se tiver algum tipo de aprendizado, oportunidade e networking, aí vale a pena.
  • Roupas básicas e clássicas – prefiro peças que combinem facilmente umas com as outras e que não saiam de moda. Assim como os sapatos.
  • Hotel – procuro reservar com bastante antecedência para não me estressar com a falta de vagas e preços elevados. Gosto de me hospedar nos hotéis Ibis ou Mercure porque já sei exatamente o que encontrarei e consigo pontos no programa fidelidade.
  • Dizer NÃO – se o trabalho estiver fora do escopo da minha atuação, clientes problemáticos, preço fora do que considero justo; digo “não” sem sombra de dúvidas para não perder tempo e depois me arrepender.
  • Horários – me programo para sair com bastante antecedência para qualquer compromisso. Afinal, atuando na Triad que é especializada em gestão de tempo e produtividade, chegar atrasada depõe contra tudo o que prego.
  • Aeroportos e rodoviárias – aproveito o tempo que preciso esperar para pegar o voo ou o ônibus para ler, escrever, estudar, planejar.

PAPEL 2 – MÃE

A Samara tem 11 anos e é uma menina alegre e super independente. Nunca me senti culpada em deixá-la para cumprir meus compromissos profissionais. Sempre parto com alegria, por isso quando volto ela sempre pergunta empolgada: “Como foi lá? Foi tudo bem? Deu tudo certo?” Ela entende que é importante para mim o que faço assim como vibro com tudo o que ela faz. Torcemos uma pela outra!

Apesar da vida maluca, consegui sempre estar presente em seus primeiros desafios: o primeiro corte de cabelo, o primeiro dente a cair, suas primeiras palavras, seu primeiro espetáculo na escola, seu primeiro dia de aula e tudo isso, é imperdível! Hoje, ela tem uma agenda mais cheia, porém me preocupo em não sobrecarregá-la, afinal criança tem que ter tempo para brincar e descansar.

  • Babá – nunca tive babá para cuidar da Samara. Meu marido e eu cuidamos de tudo o que ela precisa; fazemos questão de levá-la e buscá-la na escola e acompanhá-la nas suas atividades extra-curriculares.
  • Passeios e viagens – fazemos questão de planejarmos a viagem ou passeio com foco nas preferências da Samara para que ela curta e nós não nos estressamos.
  • Refeições – isso é algo que não abrimos mão quando estamos em casa. Fazemos as refeições juntos e sentados à mesa, pois é o momento de conversarmos e sabermos sobre o dia de cada um de nós.
  • Saúde – programo todas as vacinas e retornos médicos.

PAPEL 3 – ESPOSA

Meu marido é um tesouro, sem ele com certeza eu não daria conta de fazer tudo o que eu faço, compartilhamos nossas atividades rotineiras.

Uma vez, estávamos viajamos tanto a trabalho que não conseguíamos nos encontrar. Marcamos um jantar em São Paulo pelo menos para um bate-papo. Aí eu fui para um hotel e ele foi para outro do outro lado da cidade porque tínhamos treinamento no dia seguinte em locais diferentes.

  • Nossos momentos – a Samara é tão independente que muitas vezes ela “foge” de casa; se manda para a casa dos avós e nem dá “tchau”; então, são momentos que aproveitamos para assistir a um filme, jantar, conversar (mais) e namorar.
  • Saúde – fico atenta às suas consultas médicas, se não ele foge.

PAPEL 4 – DONA DE CASA

Muitas das coisas que consigo fazer em outros papéis acontecem porque consigo ter produtividade nas atividades chatas que precisamos fazer em casa. Meu senso prático ou por não gostar de fazer determinadas atividades, faz com que eu procure formas mais fáceis de realizá-las.

  • Casa ideal – Meu marido gostaria de ter uma casa maior, mas eu não curto muito a ideia, por quê? Só temos uma filha e a princípio, ficaremos apenas com ela. Daqui a algum tempo, provavelmente, ela deverá estudar fora ou passará muito tempo fora de casa. Então para que uma casa enorme para ficar apenas eu e ele? Só vai dar trabalho para nada. Além disso, pelo tamanho da casa eu não preciso ficar me preocupando em ter empregada, me estressando para encontrar uma de confiança e comprometida.
  • Escolher bem os eletrodomésticos – uma das minhas melhores aquisições foi uma máquina de lavar com grande capacidade e uma panela de pressão elétrica. Faz muito mais em menos tempo. O freezer também é algo imprescindível para mim, gosto de preparar pratos em grande quantidade e aí congelo para os momentos que preciso.
  • A torneira elétrica – poupa um trabalho enorme na hora de lavar louça com gordura. Fica tudo limpinho com menos esforço.
  • Decoração – nada de enfeitinhos e tapetes, para limpar é um horror, então aboli tudo.
  • Quarto da Samara – caixas organizadoras são bem bacanas para colocar os brinquedos das crianças. Periodicamente, verificamos com a Samara quais brinquedos ela vai doar para liberar espaço para as coisas que ela mais gosta. Ela verificou ao arrumar o quarto dela o quanto isso dá trabalho, então tem conseguido organizá-lo do seu jeito. Coisas dela ficam em seu quarto e em nenhum outro cômodo da casa.
  • Compartilhar as atividades com o marido – tem muita mulher que reclama que o marido não faz nada, mas também não divide as atividades ou “acha” que ele não conseguirá fazer tão bem quanto ela. Às vezes, não faz mesmo, mas por que é preciso tanta perfeição? Ou, se está fazendo errado, ensina.
  • Cozinhar – eu adoro preparar pratos bacanas, mas não dá para fazer isso todos os dias. Então, por isso determinados pratos, já faço bastante para congelar ou pelo menos quantidade suficiente para duas refeições. Já ganho tempo! O Samuel também gosta de cozinhar, mas depois de pronto ele deixa tudo limpinho!
  • Documentos – organizados em pastas e por tipos
  • O lema é: Se todo mundo ajudar, vamos terminar antes e nos divertir mais cedo!

PAPEL 5 – EU LTDA.

Esse é o momento dedicado a mim, onde faço coisas importantes dedicadas a minha pessoa!

  • Cabelereira e manicure – não sou vaidosa, mas preciso cuidar da minha imagem pessoal ao me apresentar para meus clientes. Mas, também posso ser produtiva nesse momento. Escolhi um corte de cabelo que não dá trabalho, um secador dá conta de mantê-lo arrumado; tintura (2 vezes por mês) e corte uma vez por mês e deu! Procuro pintar as unhas com tons clarinhos para mantê-los por mais tempo e se der uma lascadinha, dá para dar um jeitinho rapidinho. Minha manicure fica louca para por um tom escuro, mas só de vez em quando eu deixo!
  • Leitura – sou uma leitora voraz, adoro passear nas livrarias para verificar lançamentos. Mas, dificilmente compro algo lá, as lojas na Internet são bem mais baratas e seu achar na Estante Virtual que é um sebo virtual, é lá mesmo que eu compro!
  • Cuidados – tem o meu momento dos esfoliantes, dos cremes. Afinal, eu também sou mulherzinha!
  • Atividade física – meu marido e eu combinamos de pelo menos três vezes por semana fazer uma caminhada para sair do sedentarismo e emagrecer. Estabelecemos o horário em que nossa filha fica na aula de vôlei.
  • Saúde – agendo para marcar as consultas médicas entre janeiro e fevereiro, épocas mais tranquilas para mim.

 

PAPEL 6 – FAMÍLIA

Como nossos pais moram em outra cidade, procuramos visitá-los a cada 15 dias e aí já reunimos todos para um almoço para podermos curti-los.

OUTRAS DICAS QUE SERVEM PARA QUALQUER PAPEL

1. Listinhas – eu sou a rainha das listinhas. Algumas delas, você fará uma vez e depois poderá utilizá-la em outros momentos, fazendo pequenas alterações. Faço no Word, no Neotriad (www.neotriad.com) ou no meu bloquinho de anotações que levo para qualquer lugar. Vou citar as listinhas que me ajudam no dia a dia:

  • Compras – durante a semana, anoto o que precisarei comprar no supermercado no meu bloquinho e faço as compras no sábado ou domingo de manhã. Faço o cardápio da semana seguinte e verifico o que precisarei comprar para compô-lo.
  • Viagens – tanto a trabalho quanto a passeio, tenho minha lista para não faltar nada como medicamentos, roupas, acessórios, artigos de banho, sapatos, documentos, equipamentos.
  • Festas – tenho uma lista com atividades a serem realizadas, cardápio,  itens a serem comprados, quantidade por pessoa, louças, equipamentos, convidados. Quando faço uma festa, sempre faço um inventário para evitar faltas e sobras. Alguns itens podem ser congelados, então me antecipo para deixar tudo para fazer em cima da hora.
  • Fim de ano – lista com nomes de pessoas que preciso presentear e prováveis presentes. Faço as compras, aproximadamente, 15 a 30 dias antes do Natal.
  • Planejamento semanal – na sexta (de preferência) ou sábado ou domingo, planejo minha semana utilizando o Neotriad (tanto para assuntos profissionais quanto pessoais). Lanço todos os meus compromissos e tarefas que preciso executar. E também as tarefas que preciso delegar para minha equipe. Por exemplo: Se eu tenho uma reunião, lanço como compromisso na data marcada  e verifico tudo o que preciso fazer para essa reunião acontecer e lanço como tarefa. Depois é só executar e monitorar.

2. Tenha sempre um bloco de anotação próximo – muitas vezes, lembro de atividades ou tenho ideias no meio de uma reunião, no avião, no ônibus ou de noite. Aí, já saio anotando para não esquecer. Se você acorda muito durante a noite lembrando de um monte de coisa, anote; você perceberá que ao fazer isso, voltará a dormir com muito mais tranquilidade. Se você não fizer isso, toda hora acordará porque seu cérebro não ficará relaxado com medo de você esquecer.

3. Estabelecer as metas – isso faz com que você visualize o futuro e se planeje melhor; não perdendo tempo em situações que não agregam.

4. Fazer o que é importante para mim e para minha família – não fico a mercê do que a sociedade acha que você tem que fazer. Vamos a lugares que desejamos ir, temos o carro que podemos ter, compramos o que podemos comprar, me relaciono com quem gosta de mim pelo o que sou e não pelo o que tenho. Pouco me importa se todo mundo vai a um determinado lugar ou faz determinada atividade porque é o “must”, o que importa é agradar a nossa família.

5. Não reclamar dos problemas – focar nas soluções e tomar decisões. As pessoas perdem um tempo danado reclamando para pessoas que nunca vão resolvê-los. Então, ao invés de reclamar, pense no que pode fazer para melhorar.

6. Comprar pela internet – eu nunca tive problemas com minhas compras e já comprei quase tudo que se pode imaginar, porém sempre busco empresas conceituadas, mesmo pagando um pouco mais caro. Não preciso enfrentar trânsito, sair de casa e lojas cheias.

7. Viagens – em feriados, não viajo ou vou para lugares que ninguém vai. Prefiro aproveitar para ir para locais onde posso desfrutar de tranquilidade, sem trânsito, sem aglomerações, sem filas. Vejo um monte de gente que viaja no feriado para descansar e volta mais cansado e o pior, passa a semana toda reclamando para todas as pessoas que encontra do inferno que foi!

8. Restaurante em finais de semana – para aproveitar melhor meu dia, se resolvo almoçar fora, prefiro chegar logo na primeira hora ou melhor, abrir o restaurante. É muito mais tranquilo, não tem fila de espera, ficamos muito mais à vontade e somos melhores atendidos, pois os garçons ainda não estão de mau humor.

9. Shopping – evito os horários de maior “muvuca” para poder estacionar tranquilamente. Se vou no fim de semana, chego cedo, almoço cedo e vou para o cinema cedo. Quando o tumulto está começando, eu estou indo para minha casinha feliz e descansada.

10. Pedágio – como viajamos bastante de carro, decidimos colocar o Sem Parar, pois estávamos perdendo muito tempo para passar o pedágio.

Acredito que consigo levar uma vida equilibrada por conta de três aspectos: FOCO, PLANEJAMENTO e DISCIPLINA.

Se vocês analisaram algumas ações que pratico, acabo ganhando minutos preciosos ou até horas, permitindo que eu faça muito mais coisas em menos tempo. Além disso, não economizo apenas tempo, mas também dinheiro. Vamos para um exemplo?

Quando digo que compro pela internet, economizo em tempo por não precisar sair de casa e ficar procurando nas lojas que às vezes são distantes uma das outras e o tempo de procura pelas lojas na internet é muito mais rápido. Em relação ao custo financeiro, costumo encontrar preços mais atrativos na internet e não tenho gasto de gasolina, de estacionamento e outros que acabam por vir, mesmo pagando o frete da entrega.

Sendo assim, se formos juntar tudo isso, consigo economizar TEMPO e DINHEIRO. Levar uma vida com qualidade e muito mais tranquila!

Que tal começar a planejar, hein?


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Se você quer realizações, você precisa começar a tomar decisões

Começarei o artigo de hoje com uma história que aconteceu há alguns dias com minha filha.

Samara decidiu que gostaria de entrar na escolinha de vôlei e assim, buscamos informações de local, dias e horários. Fomos informados que ela poderia fazer uma aula experimental e lá fomos nós (meu marido, ela e eu)…

Chegando lá, ficamos sentados observando o grupo anterior que estava treinando e quando chegou o horário das crianças da idade dela, eu falei: “Vai lá para experimentar!” e o que ela disse? “Não!!! Vou ficar aqui olhando…”

Nessa hora, preciso ser verdadeira (rsrs), meu sangue esquentou de raiva e disse: “Eu não te trouxe aqui para ficar olhando! Se fosse assim eu nem teria vindo! Você NUNCA vai aprender a jogar se ficar olhando. Só aprende se você for lá e jogar!”

Meu marido que nessas horas é mais tranquilo, a chamou e foi com ela até o professor, enquanto eu fiquei bufando no banco (rsrsrs)…

Ela foi para a quadra, logo se enturmou, se divertiu muito e saiu da aula toda animada dizendo que esse é o esporte que ela quer fazer. E como eu não poderia deixar de dizer para ela que se ela não tivesse ido, não saberia como seria e provavelmente não ia querer voltar para a próxima aula porque ia achar tudo chato.

E o que eu quero dizer contando essa história?

Muitas pessoas que conversam comigo dizem que querem buscar seus sonhos, suas metas, suas realizações, mas nada fazem para que isso aconteça. Ficam como a minha filha, inicialmente, apenas “assistindo” ao jogo e não entram em campo para mostrarem o que são capazes de fazer, suas habilidades, suas competências, sua vontade de vencer.

Deixam a vida passar e isso desmotiva porque vivem na inércia, sem desafios.

E para mudar esse jogo, é necessário tomar decisões que implicarão em mudanças, novas realidades, novos relacionamentos, novos comportamentos. Não dá para ter resultados se você não faz nada, fica parado, apenas na torcida.

Ser torcida é legal, você se diverte, vibra, mas quem ganha mesmo é quem está lá no campo, jogando, mostrando resultado, sendo visto por outras pessoas que podem abrir portas e assim, ter boas oportunidades.

Às vezes, você vai jogar (tomar decisões) e vai se machucar, errar; mas tudo será um aprendizado para as novas jogadas (decisões). Na teoria, tudo é simples e fácil, mas só quem vive a prática, vive o jogo (vida) real.

Quer viver uma vida de realizações? Tome decisões que te leve a isso e desse modo, você pode sair do “jogo” como a Samara saiu feliz e motivada para o próximo!

Ah! E eu esqueci de contar uma coisa: ela saiu machucada com os dois joelhos ralados e pensa que isso foi motivo de ela falar que não voltaria mais? Não, ela encontrou uma solução: só comprar as joelheiras!

E aí? Vai ficar de mimimi ou vai encontrar uma solução para continuar no “jogo”?

 

 


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Por que você não toma decisões? Medo do fracasso ou do sucesso?

Talvez, você ache estranho o título desse artigo e fale: “Como assim? Ninguém tem medo do sucesso!!!”

Será???

Ao conversar com as pessoas, o mais comum, é claro, que elas deixam de tomar decisões porque têm medo de fracassarem e aí como vão lidar com isso… O problema não é exatamente como elas vão lidar com o fracasso, o grande “desconforto” é “o que elas vão falar para as outras pessoas” como se elas devessem satisfação de sua vida e o que acontece? Elas deixam de viver seus sonhos para viver o que as pessoas acham mais correto ou fazem ações que não possuem desafios para se arriscarem pouco e poderem falar que são vitoriosas, mas no fundo, elas sabem que não estão realizadas.

Aprendi ao longo de todos esses anos que quanto mais decisões tomamos, provavelmente, vamos fracassar bastante, porém também vamos ter muitas realizações. E se não tomamos decisões, também não erramos e obviamente, nossas realizações serão muito menores. Decidir é uma questão de tentativa e erro? Sim, mas podemos aprender a errar menos ou se errarmos, podemos tomar novas direções rapidamente.

Agora, tem gente que tem medo do sucesso? SIM!!!

Muita gente já fez o seguinte relato: “Sei a decisão que quero tomar, fiz uma análise das probabilidades e todas levam a caminhos positivos, mas não consigo ir em frente.”

E por que ela não consegue ir em frente se pode ter sucesso? Talvez, por a questão de ter que enfrentar uma mudança.

Toda decisão terá uma mudança e as pessoas sabem que vão se deparar com coisas novas e terão que aprender a lidar com elas. Isso gerará um novo comportamento e provavelmente, muito trabalho pela frente e terá que dispender uma energia que ela não sabe se está disposta a gastar.

E o que acontece quando não se vai em frente? As oportunidades e aprendizados passam, as realizações nunca chegam, mas a frustração dessa paralisação cada vez se torna maior. É um ciclo vicioso constante até que a pessoa visualize os benefícios que pode ter e decida sair de sua zona de conforto para a zona da coragem.

Enfrentar os novos desafios, conhecer pessoas novas, ver novos cenários, ter novos resultados que a movimentem e ao chegar no final do dia, mesmo esgotada possa parar e refletir como sua vida está diferente, com mais brilho e novas perspectivas.

Vai esperar até quando para tomar uma decisão? Até que alguém ou a vida tome por você? Antecipe-se, não fique esperando a melhor hora, sabe por quê? Porque nunca teremos certeza se ela chegará!


estresse

Trabalho não mata, o que mata é a raiva!

Achei brilhante essa frase dita pelo Dr. Roberto Kalil há alguns anos quando participou do Programa Bem Estar da Globo, segundo ele quem disse isso é o Dr. Adib Jatene.

Ele citou essa frase depois de questionado se o estresse por causa do trabalho pode ocasionar a pressão alta.

A palavra “trabalho” vem do latim tripalium que era um instrumento de tortura sustentado por três estacas. Se pensarmos no sentido etimológico da palavra, quer dizer que trabalhar significa ser torturado, sofrer. Se considerarmos isso, podemos afirmar que o trabalho “pode” matar, mas só “se” você quiser e deixar.

Não discorrerei aqui sobre o aspecto médico que não é minha especialidade, mas utilizarei isso para falar sobre o que vejo acontecendo nas empresas.

Em todos os treinamentos, encontro funcionários descontentes (quase todos) com as horas excessivas de trabalho, cobranças dos chefes, pressão para atingir resultados, acúmulo de trabalho (poucos funcionários para muitas atividades).

Ao conversar com eles durante os coffee-breaks ou almoços, questiono se já conversaram com seus superiores, negociaram com seus pares, delegaram atividades para outras pessoas e muitos respondem: “Não adianta… nada muda… nem perco meu tempo…”.

E com isso, vão guardando o sentimento de raiva que vai corroendo pouco a pouco sua autoestima, sua percepção da realidade, a busca pelos seus sonhos.

Mas será que essa raiva é sentida pelos outros ou é por si próprio, por não conseguir agir e tomar uma decisão?

É comum, terceirizarmos responsabilidades (o fulano deixou de fazer, o sicrano é assim), mas o quanto somos capazes de assumir as nossas incompetências, erros e impossibilidades?

O trabalho por si só não mata, mas a angústia, a raiva, a frustração fará com que você se desequilibre emocionalmente. Por exemplo, se você começa a ter insônia, provavelmente tudo o deixará irritado, começará a discutir com as pessoas, perderá a fome e consequentemente, começarão problemas físicos: enxaquecas, gastrites, pressão arterial elevada etc.

Se o chefe ou um colega de trabalho te deixa “raivoso”, questione sobre o que você pode fazer para mudar essa situação. Conversar com ele de forma franca? Mudar seu comportamento? Buscar uma oportunidade em outra área ou outra empresa?

Mudar os outros, não conseguiremos; mas, construir e seguir o nosso caminho está apenas nas nossas mãos!


doces Val

Já decidi! Vou trabalhar com comida que sempre dá dinheiro!

É muito engraçada a percepção das pessoas que não possuem negócios em “achar” sobre os negócios alheios.

Quando as pessoas descobrem que sou especialista em empreendedorismo, sempre me fazem algumas perguntas:

1. “O que é que dá dinheiro?” – Sinceramente, se eu soubesse com exatidão, teria acertado os seis números da Megasena.

2. “O que eu posso montar sem risco de perder dinheiro?” – Não existe negócio sem risco e se você tem medo dele, ser empreendedor não é para você.

3. “Negócios na área de alimentação sempre dão dinheiro!” – Será??

Qualquer negócio pode ser bom e qualquer negócio pode ser ruim. São vários os fatores que levam ao sucesso ou ao fracasso de um negócio. Podemos dizer que alguns deles são:

  • Falta de um plano financeiro (impostos, capital de giro, administração de fluxo de caixa)
  • Falta de um plano de negócio
  • Falta de índices para monitoramento do negócio
  • Falta de mão-de-obra ou seleção e recrutamento inadequados
  • Sócios inadequados
  • Problemas familiares
  • Os clientes não aceitam tão bem o produto
  • Surge um forte concorrente
  • Um funcionário-chave pede demissão
  • Uma máquina quebra e outros

E porque tudo isso acontece? Pela total falta de planejamento do empresário.

Quando falamos em negócios na área de alimentação (docerias, restaurantes, lanchonetes, buffets, pizzarias, padarias etc.) podemos afirmar que há um crescimento exponencial nessa área por falta de tempo das pessoas, pelo aumento na renda do brasileiro, por comodidade.

Então é uma área que dá dinheiro? Se for bem planejado sim, se você encontrar seu foco bem definido de atuação, seu diferencial competitivo e hoje, principalmente, conseguir montar bem a equipe de trabalho.

Há um “black out” na formação de mão-de-obra especializada em alimentação, desde o ajudante de cozinha até um gerente para administrar o empreendimento. O mercado está louco para contratar e não se encontra pessoas para ocupar as funções.

Ter um restaurante ou doceria ou até produzir em casa não é simples, não adianta apenas gostar de cozinhar. Uma coisa é você produzir um jantar ou um aniversário para a família. Uma outra coisa, é você viver disso.

Existirão pessoas que quando era de graça, adoravam seus pratos; mas se tiver que pagar, elas sumirão. Tenho uma amiga que tem um buffet e me contou que uma prima contrata um concorrente só para não ter que “dar dinheiro” a ela. Pode?

Além disso, pode ser que você goste de cozinhar e isso é o que você se vê fazendo a longo prazo, um sonho; mas você sabe como administrar o negócio? Ou você tem quem fará isso por você?

A palavra de ordem é PREPARO para que você que não entre em uma fria!

Pense, analise, escolha bem o seu negócio porque o dinheiro não aceita desaforo!


dinheiro, ganhar dinheiro, ficar rico

Momento da decisão do empreendedor: Qual negócio dá mais dinheiro que devo montar?

Nessas minhas andanças, essa é a pergunta que mais me fazem, como se eu tivesse uma receita infalível para ganhar dinheiro (com certeza, se soubesse já teria montado… é como perguntar quais são os números que serão sorteados na mega-sena).

Minha resposta sempre é, qualquer negócio pode dar lucro ou prejuízo, depende de vários fatores e principalmente, de muito planejamento e uma excelente execução.

Mas, parece que as pessoas não acreditam e continuam a buscar atalhos para ganhar dinheiro de forma fácil, sem trabalhar, sem pensar. É muito comum, acreditarem que “a galinha do vizinho põe melhores ovos do que a nossa”, isso quer dizer, o negócio dos outros sempre “parece” melhor do que nosso.

Digo “parece”, pois as pessoas observam apenas as aparências, mas não param para analisar os detalhes que envolvem os negócios. Contarei um fato que ocorreu comigo.

Tive uma papelaria por 10 anos e tenho um amigo que sempre foi funcionário, mas vivia me perguntando “qual negócio dá mais dinheiro?”. É louco para sair do emprego, mas não tem coragem de correr os riscos de um negócio, assim, fica buscando algo excelente e seguro (espero que um dia ele descubra e me conte).

Durante a semana, ele não passava na loja devido ao seu horário de trabalho, mas aos sábados ele “dava uma passadinha” para bater um papo e parado na porta ele observava o comércio de um vizinho que possui uma espécie de “rotisseria, mercado, açougue” e me dizia “Esse negócio é bom, olha o movimento, não pára, o cara deve ganhar uma boa grana. Se eu fosse você, fechava a papelaria e montava um negócio igual ao dele, mas faria diferente… melhoria isso… colocaria aquilo…”.

Enfim, acho que você já sabe como era a conversa. Vamos tratar dos pormenores dessa questão.

  1. Por que no sábado o meu vizinho estava lotado e minha papelaria vazia? Aos sábados, muitas pessoas acordam um pouco mais tarde e depois de tanto trabalho durante a semana, querem a praticidade de comprar pratos prontos na rotisseria, outras que não conseguiram fazer compras no supermercado, precisam comprar alguns itens faltantes para fazerem o almoço da família. E a papelaria neste dia? Aos sábados, os alunos não vão à escola, os escritórios e empresas não funcionam em sua maioria, enfim, quem compra material escolar e de escritório nesse dia? Entretanto, durante a semana (quando meu amigo não aparecia), o movimento era inverso e isto ele nunca observou.

LIÇÃO 1 – Ao analisar um negócio, procure estar presente em vários dias e momentos, pois existe o que chamamos de sazonalidade.

  1. Quantos funcionários meu vizinho precisava manter durante a semana, cujo movimento era menor, para atender à demanda de sábados, domingos e feriados? Já pensou no que isso representa em salários, impostos, adicionais, 13o. salário e férias? E em relação ao estoque, produtos perecíveis que se não forem vendidos, são jogados no lixo.

LIÇÃO 2 – Não olhe apenas o faturamento, mas pense nos custos que estão presentes no negócio. Às vezes, um grande faturamento não representa um grande lucro.

  1. Meu vizinho trabalha de segunda a segunda, mesmo quando não está em seu comércio e tira um dia para descansar, ele não se desliga completamente de seu negócio, pois sempre está em busca de novas oportunidades e diferenciais, enfim, a cabeça de um empreendedor nunca descansa. Será que as pessoas estão preparadas para trabalhar tanto? Ou talvez, seja necessário escolher um bom sócio para essa empreitada, afinal pode-se dividir o trabalho.

LIÇÃO 3 – Não existe facilidade e descanso no mundo dos negócios, você respira 24 horas sua empresa.

  1. Conheço muitas pessoas que dizem para outras: “abra isso, monte aquilo, pois tem muita gente ganhando dinheiro”, mas elas não têm a coragem de tomar a iniciativa de fazer, querem que outros se arrisquem para que depois entrem no negócio. E o que acontece? Essas que ficam apenas observando ou “urubuservando” chegam ao mercado quando este já está completamente saturado e aí reclamam que o ramo está ruim, mas se observarem verificarão que aqueles que foram os pioneiros já estão em outros negócios ou construíram uma marca tão forte que não se importam com a concorrência.

LIÇÃO 4 – Quem não arrisca, não petisca. E isso vale para o mundo dos negócios!

  1. Porém quando falo de risco aqui não é sair igual a um maluco abrindo um negócio. É necessário ver oportunidades, fazer análises, tomar decisões e por fim, elaborar um plano para execução. O risco sempre existirá, porém pode ser calculado. Quem tem medo dele deve fugir dos negócios.

E aí? Que tal começar a estudar os negócios que mais te atraem e talvez, tomar a decisão de se tornar um empreendedor.