monstros

Filme: “Onde vivem os monstros”

É a estória de um garoto chamado Max que se sente solitário e sempre busca fazer algo para chamar a atenção de sua irmã adolescente e de sua mãe divorciada.

Para brincar, Max inventa muitas estórias, criando seu mundo de fantasia.

Um dia, chama por sua mãe para mostrar o forte que construiu, mas ela diz que está ocupada e não pode ir. Na realidade, ele verifica que ela está com seu namorado e isso desperta toda sua raiva e ciúmes.

Começa a provocar sua mãe, fingindo ser um monstro, se descontrola, gritando e correndo pela casa até que sua mãe o alcança e o segura. Nesse momento, para se soltar, ele a morde e sai correndo pelas ruas.

Em sua imaginação, ele viaja pelo mar até alcançar uma ilha habitada por “monstros” onde para não ser devorado diz ser rei.

São sete monstros: Carol, Douglas, Janeth, Ira, Alexander, Touro e KW.

Os monstros ficam felizes ao terem um rei, pois acreditam que ele trará a felicidade que há tempos eles não sentem.

Max começa a fazer com que eles brinquem e assim, eles se sentem felizes. Mas, nem tudo é brincadeira, Max começa a ver naquele grupo vários comportamentos que teve em várias situações de sua vida e isso começa a fazer com que ele amadureça e entenda melhor o que passa em sua vida.

Os monstros também começam a entender que não é um rei que trará sua felicidade e alegria, mas que eles são responsáveis por isso.

Posso dizer que não é um filme infantil, mas é uma grande viagem ao nosso mundo interior. Afinal, crianças e adultos são iguais na essência, se diferenciam apenas na intensidade e na forma com que expõem seus sentimentos mais profundos.

Os monstros do filme representam exatamente nossos sentimentos:

  1. Carol – impetuoso, intenso, dramático; não por ser um ser mau, mas por estar perdido e se sentir abandonado.
  2. Douglas – o grande amigo de Carol que apesar de ser agredido e magoado é sempre fiel.
  3. Alexander – o bode carente e com baixa autoconfiança que sempre diz que ninguém o ouve e lhe dá atenção.
  4. Judith – agressiva, que fala o que vem à sua cabeça, sem se importar em ser sutil.
  5. Ira – o amável companheiro de Judith. Sempre disposto a ajudar e manter sua companheira calma, mesmo recebendo broncas.
  6. Touro – possui uma aparência que dá medo, principalmente por não falar nada e apenas observar. Ao final, se mostra um ser melancólico e de bom coração.
  7. KW – dócil, maternal, para não discutir prefere se distanciar.

Ao assistirmos ao filme e observarmos o comportamento de cada monstro, podemos nos ver em vários momentos de nossa vida agindo da mesma forma. Tão forte que isso se mostra que minha filha (na época tinha apenas 5 anos) conseguiu se ver nos atos de Carol, ao brigar conosco, seus momentos de raiva ao ser contrariada.

Que tal enfrentarmos nossos monstros interiores para buscarmos a felicidade que está apenas em nossas mãos e não nas de um salvador que talvez nunca apareça.


gênio

Você sabe o que você quer (de verdade)?

Nesse artigo, vou falar sobre um filme que retrata muitas pessoas que passam e passaram pela minha vida e que pode trazer reflexões poderosas: “Gênio Indomável”.

Will é um rapaz de 20 anos que passou por reformatórios, famílias que o adotaram, mas onde sofria agressões. Assim, tornou-se uma pessoa sem vínculos, com exceção de três amigos que sempre o acompanham nas saídas e brigas.

Porém, Will é um gênio, sem ir à uma universidade, consegue expor sobre economia, história e principalmente, resolver teoremas matemáticos complexos.

Por causa de uma briga, Will vai para a cadeia, mas um professor que descobre seu talento resolve ajudá-lo, mas Will terá que cumprir duas tarefas: estudar matemática e frequentar um terapeuta. Ele concorda em estudar, mas utilizando sua inteligência, manipula e sabota vários terapeutas que desistem de trabalhar com ele.

Até que seu professor contata um ex-colega de universidade que concorda em conhecer Will.

Começa aí uma série de encontros onde em vários momentos confunde-se a figura do terapeuta/ cliente. Suas discussões e leituras pessoais faz com que eles se vejam como em um espelho. Apesar de suas diferenças, percebem que as semelhanças são maiores.

Will tem seus medos, principalmente, do abandono. Sean se sente abandonado pela morte de sua esposa. Em um momento, Will começa a discorrer sobre alguns assuntos e Sean pergunta: “O que você quer?”.

Will continua a discursar e Sean diz a ele que é um rapaz inteligente que pode falar sobre vários assuntos, mas não consegue responder a uma pergunta tão simples. Sean, na realidade, também se vê nesse caos.

Após esta sessão, ambos refletem e tomam suas decisões a fim de deixarem o passado para trás, rumo a um futuro que desejam (re)construir.

A pergunta “O que você quer?” parece ser a mais simples que existe, mas lidando com pessoas nesses anos de trabalho em treinamento, vejo que grande parte dá uma resposta automática, pensando no que os outros gostariam de ouvir.

No momento em que respondemos claramente esta pergunta, conseguimos fazer nosso planejamento e executar as ações necessárias para alcançar nossos desejos. Porém, se não conseguimos respondê-la com clareza, andamos em círculos, culpando pessoas e situações, sentindo frustrações, causando uma desmotivação.

Quantas pessoas também possuem um “Gênio Indomável”? São talentosas, mas o medo e a falta de autoconfiança faz com que não consigam se relacionar com outras pessoas, não se mobilizem para seus projetos, enfim, conseguem se autossabotar. As pessoas gostam de se sentirem vítimas para serem confortadas, afinal, vencedores, muitas vezes, são desprezados.

Que tal tirar o dia para pensar e estabelecer:  O que REALMENTE você quer?