volleyball-520093_960_720

Se você quer realizações, você precisa começar a tomar decisões

Começarei o artigo de hoje com uma história que aconteceu há alguns dias com minha filha.

Samara decidiu que gostaria de entrar na escolinha de vôlei e assim, buscamos informações de local, dias e horários. Fomos informados que ela poderia fazer uma aula experimental e lá fomos nós (meu marido, ela e eu)…

Chegando lá, ficamos sentados observando o grupo anterior que estava treinando e quando chegou o horário das crianças da idade dela, eu falei: “Vai lá para experimentar!” e o que ela disse? “Não!!! Vou ficar aqui olhando…”

Nessa hora, preciso ser verdadeira (rsrs), meu sangue esquentou de raiva e disse: “Eu não te trouxe aqui para ficar olhando! Se fosse assim eu nem teria vindo! Você NUNCA vai aprender a jogar se ficar olhando. Só aprende se você for lá e jogar!”

Meu marido que nessas horas é mais tranquilo, a chamou e foi com ela até o professor, enquanto eu fiquei bufando no banco (rsrsrs)…

Ela foi para a quadra, logo se enturmou, se divertiu muito e saiu da aula toda animada dizendo que esse é o esporte que ela quer fazer. E como eu não poderia deixar de dizer para ela que se ela não tivesse ido, não saberia como seria e provavelmente não ia querer voltar para a próxima aula porque ia achar tudo chato.

E o que eu quero dizer contando essa história?

Muitas pessoas que conversam comigo dizem que querem buscar seus sonhos, suas metas, suas realizações, mas nada fazem para que isso aconteça. Ficam como a minha filha, inicialmente, apenas “assistindo” ao jogo e não entram em campo para mostrarem o que são capazes de fazer, suas habilidades, suas competências, sua vontade de vencer.

Deixam a vida passar e isso desmotiva porque vivem na inércia, sem desafios.

E para mudar esse jogo, é necessário tomar decisões que implicarão em mudanças, novas realidades, novos relacionamentos, novos comportamentos. Não dá para ter resultados se você não faz nada, fica parado, apenas na torcida.

Ser torcida é legal, você se diverte, vibra, mas quem ganha mesmo é quem está lá no campo, jogando, mostrando resultado, sendo visto por outras pessoas que podem abrir portas e assim, ter boas oportunidades.

Às vezes, você vai jogar (tomar decisões) e vai se machucar, errar; mas tudo será um aprendizado para as novas jogadas (decisões). Na teoria, tudo é simples e fácil, mas só quem vive a prática, vive o jogo (vida) real.

Quer viver uma vida de realizações? Tome decisões que te leve a isso e desse modo, você pode sair do “jogo” como a Samara saiu feliz e motivada para o próximo!

Ah! E eu esqueci de contar uma coisa: ela saiu machucada com os dois joelhos ralados e pensa que isso foi motivo de ela falar que não voltaria mais? Não, ela encontrou uma solução: só comprar as joelheiras!

E aí? Vai ficar de mimimi ou vai encontrar uma solução para continuar no “jogo”?

 

 


fear-of-heights-2040805_960_720

Por que você não toma decisões? Medo do fracasso ou do sucesso?

Talvez, você ache estranho o título desse artigo e fale: “Como assim? Ninguém tem medo do sucesso!!!”

Será???

Ao conversar com as pessoas, o mais comum, é claro, que elas deixam de tomar decisões porque têm medo de fracassarem e aí como vão lidar com isso… O problema não é exatamente como elas vão lidar com o fracasso, o grande “desconforto” é “o que elas vão falar para as outras pessoas” como se elas devessem satisfação de sua vida e o que acontece? Elas deixam de viver seus sonhos para viver o que as pessoas acham mais correto ou fazem ações que não possuem desafios para se arriscarem pouco e poderem falar que são vitoriosas, mas no fundo, elas sabem que não estão realizadas.

Aprendi ao longo de todos esses anos que quanto mais decisões tomamos, provavelmente, vamos fracassar bastante, porém também vamos ter muitas realizações. E se não tomamos decisões, também não erramos e obviamente, nossas realizações serão muito menores. Decidir é uma questão de tentativa e erro? Sim, mas podemos aprender a errar menos ou se errarmos, podemos tomar novas direções rapidamente.

Agora, tem gente que tem medo do sucesso? SIM!!!

Muita gente já fez o seguinte relato: “Sei a decisão que quero tomar, fiz uma análise das probabilidades e todas levam a caminhos positivos, mas não consigo ir em frente.”

E por que ela não consegue ir em frente se pode ter sucesso? Talvez, por a questão de ter que enfrentar uma mudança.

Toda decisão terá uma mudança e as pessoas sabem que vão se deparar com coisas novas e terão que aprender a lidar com elas. Isso gerará um novo comportamento e provavelmente, muito trabalho pela frente e terá que dispender uma energia que ela não sabe se está disposta a gastar.

E o que acontece quando não se vai em frente? As oportunidades e aprendizados passam, as realizações nunca chegam, mas a frustração dessa paralisação cada vez se torna maior. É um ciclo vicioso constante até que a pessoa visualize os benefícios que pode ter e decida sair de sua zona de conforto para a zona da coragem.

Enfrentar os novos desafios, conhecer pessoas novas, ver novos cenários, ter novos resultados que a movimentem e ao chegar no final do dia, mesmo esgotada possa parar e refletir como sua vida está diferente, com mais brilho e novas perspectivas.

Vai esperar até quando para tomar uma decisão? Até que alguém ou a vida tome por você? Antecipe-se, não fique esperando a melhor hora, sabe por quê? Porque nunca teremos certeza se ela chegará!


estresse

Trabalho não mata, o que mata é a raiva!

Achei brilhante essa frase dita pelo Dr. Roberto Kalil há alguns anos quando participou do Programa Bem Estar da Globo, segundo ele quem disse isso é o Dr. Adib Jatene.

Ele citou essa frase depois de questionado se o estresse por causa do trabalho pode ocasionar a pressão alta.

A palavra “trabalho” vem do latim tripalium que era um instrumento de tortura sustentado por três estacas. Se pensarmos no sentido etimológico da palavra, quer dizer que trabalhar significa ser torturado, sofrer. Se considerarmos isso, podemos afirmar que o trabalho “pode” matar, mas só “se” você quiser e deixar.

Não discorrerei aqui sobre o aspecto médico que não é minha especialidade, mas utilizarei isso para falar sobre o que vejo acontecendo nas empresas.

Em todos os treinamentos, encontro funcionários descontentes (quase todos) com as horas excessivas de trabalho, cobranças dos chefes, pressão para atingir resultados, acúmulo de trabalho (poucos funcionários para muitas atividades).

Ao conversar com eles durante os coffee-breaks ou almoços, questiono se já conversaram com seus superiores, negociaram com seus pares, delegaram atividades para outras pessoas e muitos respondem: “Não adianta… nada muda… nem perco meu tempo…”.

E com isso, vão guardando o sentimento de raiva que vai corroendo pouco a pouco sua autoestima, sua percepção da realidade, a busca pelos seus sonhos.

Mas será que essa raiva é sentida pelos outros ou é por si próprio, por não conseguir agir e tomar uma decisão?

É comum, terceirizarmos responsabilidades (o fulano deixou de fazer, o sicrano é assim), mas o quanto somos capazes de assumir as nossas incompetências, erros e impossibilidades?

O trabalho por si só não mata, mas a angústia, a raiva, a frustração fará com que você se desequilibre emocionalmente. Por exemplo, se você começa a ter insônia, provavelmente tudo o deixará irritado, começará a discutir com as pessoas, perderá a fome e consequentemente, começarão problemas físicos: enxaquecas, gastrites, pressão arterial elevada etc.

Se o chefe ou um colega de trabalho te deixa “raivoso”, questione sobre o que você pode fazer para mudar essa situação. Conversar com ele de forma franca? Mudar seu comportamento? Buscar uma oportunidade em outra área ou outra empresa?

Mudar os outros, não conseguiremos; mas, construir e seguir o nosso caminho está apenas nas nossas mãos!


Group of seven children dressing up as professions

Desperte o empreendedor que existe em seu filho

Sempre digo isso para todos os pais que conheço e normalmente, eles acham que eu quero dizer que eles façam com que seus filhos se tornem donos de negócios.

E não é! Isso é uma visão míope do que é ser empreendedor. Há uma frase de Pinchot que diz: “Empreendedor é todo sonhador que realiza.” Então, o que quero dizer é: “Deixe seus filhos sonharem, pois isso é o começo da busca de realização e felicidade.”

Várias histórias me fazem pensar que estou certa em meu pensamento e comportamento, pois é assim que lido com minha filha de 10 anos.

Nesse período das Olimpíadas, assisti à uma reportagem sobre a história da Marta, jogadora de futebol e sua mãe conta que quando criança a Marta adorava jogar futebol com os meninos, sempre estava no campinho e ela ficava “acanhada”, pois todo mundo comentava que aquela menina era “esquisita”. Imagina o preconceito em uma cidade pequena no interior das Alagoas!

A mãe da Marta disse que muitas vezes fingiu que não via a filha jogar e chegava em casa e ficava se perguntando no que aquela menina ia dar quando crescesse, mas apesar da simplicidade e do pouco estudo, nunca desmotivou sua filha. A pobreza e o preconceito não foram suficientes para acabar com o sonho daquela “menina esquisita” que se tornou por cinco vezes a melhor jogadora de futebol do mundo, próspera, reconhecida e FELIZ!

E tenho certeza que muitos dos críticos, hoje mordem os cotovelos de raiva!

Minha filha tem um livro que ganhou de seu padrinho: “Os Sete Hábitos das Crianças Felizes” e é um dos seus livros preferidos. Virou e mexeu, ela quer reler e pede para lermos e discutirmos o tema juntas .

Em um dia desses, falamos sobre desejos, sonhos e conquistas. Uma das perguntas do livro era: “O que você quer ser quando crescer?” (você já ouviu essa pergunta algum dia? qual foi sua resposta? você lutou por isso ou abandonou por causa de outras pessoas? ou não era significativo? pense…)

Essa é uma pergunta que sempre foi feita em casa e já ouvi de tudo: um tempo atrás ela disse que queria ser palhaça, pois ela ama um palhaço da cidade onde morávamos que chama Bubu (as crianças normalmente detestam palhaços, mas ela adora!). Em nenhum momento a critiquei, vai que de palhaço ela se torna uma proprietária de um Cirque du Soleil ou um dos excelentes profissionais que trabalham lá?

Em outra ocasião, ela disse que queria ser dona de restaurante por quilo, ela e as amigas seriam as cozinheiras, os amigos seriam os garçons, o papai ficaria na balança e a mamãe no caixa (garota esperta, hein?). Em todos os restaurantes por quilo onde íamos, ela ficava observando tudo e dizia: “Vou montar igual a esse!”

Com 5 anos, ela me disse que queria ser médica. Perguntei o motivo da escolha e ela disse que gosta de pessoas e quer ajudá-las a se curarem, pois muitas pessoas precisam ficar no hospital e ela quer ajudá-las. Que orgulho ver minha filha se preocupando com os outros! Acredito que estamos conseguindo estabelecer nossos valores em seu comportamento.

Nesse meio tempo ela já quis ser atriz, desenhista, desenvolvedora de jogos, florista, palestrante (igual a mamãe), chefe (igual ao papai) e tantas outras coisas. Hoje, ela diz que ainda não sabe porque tem muitas coisas que ela gosta… Tudo bem! Ela só tem 10 anos!

Em um treinamento, um participante me perguntou qual a expectativa que tenho para minha filha e talvez ele tenha ficado chocado, pois a minha resposta foi nenhuma. Apenas disse que espero que ela encontre a felicidade com o caminho que escolher e eu estarei aqui para apoiá-la!

Independentemente do que ela escolha, ser palhaça, empresária, médica; espero que ela realize seus sonhos, assim como busquei e realizei os meus.

Que tal conversar com seus filhos e fazer a clássica pergunta: “O que você quer ser quando crescer?” Mas, prometa que não julgará e nem criticará, apenas ouça e sonhe com eles.

 


doces Val

Já decidi! Vou trabalhar com comida que sempre dá dinheiro!

É muito engraçada a percepção das pessoas que não possuem negócios em “achar” sobre os negócios alheios.

Quando as pessoas descobrem que sou especialista em empreendedorismo, sempre me fazem algumas perguntas:

1. “O que é que dá dinheiro?” – Sinceramente, se eu soubesse com exatidão, teria acertado os seis números da Megasena.

2. “O que eu posso montar sem risco de perder dinheiro?” – Não existe negócio sem risco e se você tem medo dele, ser empreendedor não é para você.

3. “Negócios na área de alimentação sempre dão dinheiro!” – Será??

Qualquer negócio pode ser bom e qualquer negócio pode ser ruim. São vários os fatores que levam ao sucesso ou ao fracasso de um negócio. Podemos dizer que alguns deles são:

  • Falta de um plano financeiro (impostos, capital de giro, administração de fluxo de caixa)
  • Falta de um plano de negócio
  • Falta de índices para monitoramento do negócio
  • Falta de mão-de-obra ou seleção e recrutamento inadequados
  • Sócios inadequados
  • Problemas familiares
  • Os clientes não aceitam tão bem o produto
  • Surge um forte concorrente
  • Um funcionário-chave pede demissão
  • Uma máquina quebra e outros

E porque tudo isso acontece? Pela total falta de planejamento do empresário.

Quando falamos em negócios na área de alimentação (docerias, restaurantes, lanchonetes, buffets, pizzarias, padarias etc.) podemos afirmar que há um crescimento exponencial nessa área por falta de tempo das pessoas, pelo aumento na renda do brasileiro, por comodidade.

Então é uma área que dá dinheiro? Se for bem planejado sim, se você encontrar seu foco bem definido de atuação, seu diferencial competitivo e hoje, principalmente, conseguir montar bem a equipe de trabalho.

Há um “black out” na formação de mão-de-obra especializada em alimentação, desde o ajudante de cozinha até um gerente para administrar o empreendimento. O mercado está louco para contratar e não se encontra pessoas para ocupar as funções.

Ter um restaurante ou doceria ou até produzir em casa não é simples, não adianta apenas gostar de cozinhar. Uma coisa é você produzir um jantar ou um aniversário para a família. Uma outra coisa, é você viver disso.

Existirão pessoas que quando era de graça, adoravam seus pratos; mas se tiver que pagar, elas sumirão. Tenho uma amiga que tem um buffet e me contou que uma prima contrata um concorrente só para não ter que “dar dinheiro” a ela. Pode?

Além disso, pode ser que você goste de cozinhar e isso é o que você se vê fazendo a longo prazo, um sonho; mas você sabe como administrar o negócio? Ou você tem quem fará isso por você?

A palavra de ordem é PREPARO para que você que não entre em uma fria!

Pense, analise, escolha bem o seu negócio porque o dinheiro não aceita desaforo!


sentido da vida

Descubra o sentido da sua vida para fazer melhores escolhas

 

Tudo tem um propósito, até as máquinas. Os relógios dizem as horas, os comboios levam-nos a lugares, fazem o que é para fazerem. Talvez por isso as máquinas avariadas me deixam tão triste. Elas não fazem aquilo que estão destinadas a fazer.

 Talvez seja o mesmo com as pessoas. Perder o propósito é como estar avariado (…)

 Eu imaginava que o mundo todo era uma grande máquina. As máquinas nunca vêm com peças a mais. Elas vêm sempre com a quantidade exata de que precisam. Então eu pensei que se o mundo todo fosse uma grande máquina, eu não poderia ser uma peça a mais.

 Eu tinha de estar aqui por alguma razão.

 Filme, A invenção de Hugo Cabret

 

Quando li esse texto em um e-book de Joana Areias, fiquei refletindo mais uma vez sobre a dificuldade das pessoas em encontrarem o sentido de sua vida, seu propósito e poucas entendem que isso prejudica a tomada de decisões.

Talvez, realmente, muitas estejam “avariadas” e aqui podemos dizer que perderam sua motivação, um motivo para querer fazer as coisas, de pertencerem a algo. Dessa forma, vão vivendo…

Percorro as empresas ministrando treinamentos para funcionários, converso com as pessoas nas redes sociais e percebo que cada vez mais encontro pessoas que me dizem perdidas, que não encontram um motivo para acordarem e irem para seu trabalho e até falta ânimo para fazerem coisas que dizem gostar. Dizem que não conseguem decidir qual rumo querem tomar.

Se você começar a analisar as postagens do Facebook, não faltarão frases de incentivos, motivacionais e de puro “desespero” por não encontrar uma razão de estar aqui.

Quando fiz minha formação para coach, tive que me deparar com essa questão: “Qual é o seu propósito?” e tenho que confessar que foi uma das coisas mais difíceis para estabelecer, pois exige autoconhecimento, entender sua história, enfrentar seus medos, reconhecer seus pontos positivos e negativos. Foi um verdadeiro mergulho na minha alma e que valeu a pena, porém foram meses pensando, escrevendo, reescrevendo até eu conseguir traduzir meu propósito em uma única palavra: TRANSFORMAR.

Ao encontrar seu propósito, você conseguirá claramente definir qual empresa você deseja trabalhar, qual tipo de trabalho quer ter, os hobbies que farão você feliz, as pessoas que você deseja que compartilhem de sua vida, lugares que você vai querer visitar, enfim, FAZER MELHORES ESCOLHAS e que façam total sentido para você.

O que quero dizer?

Vou utilizar o meu exemplo. Mesmo antes de ter claro meu propósito, escolhi indústrias para trabalhar e por que isso aconteceu mesmo inconscientemente? Porque são ambientes de transformação e eu adorava passear na área de produção, aquilo verdadeiramente me emocionava e ainda me emociona quando visito alguns clientes. É a mágica da transformação da matéria-prima em um produto desejado pelas pessoas.

Depois de descobrir meu propósito, escolhi trabalhar para consultorias que tinham como missão a transformação de pessoas e também atuar no Terceiro Setor foi uma escolha para buscar a transformação da realidade das pessoas nas empresas. Minhas decisões profissionais se tornaram cada vez mais simples, pois estão conectadas ao meu propósito. Já falei alguns “nãos” para empresas que percebi que apenas visavam o lucro simplesmente, apesar de os honorários serem bem atrativos. E isso tem me trazido muito mais resultado!

Outra decisão que tomei foi mudar de cidade, saí de Mogi das Cruzes e fui para Santos. Algo que poderia transformar positivamente a minha vida e da minha família. Um local onde teríamos muito mais qualidade de vida, mais tempo para nós e isso fez toda a diferença. Tanto que quando trabalhei em São Paulo, decidi não levar minha família, pois era algo que traria um impacto muito ruim em nossas vidas.

Eu AMO cozinhar e apesar de muitas vezes mesmo cansada, eu vou para a cozinha e faço algo bem gostoso e diferente e por que isso me dá ânimo e sempre encontro um tempinho para fazer isso? Porque ao cozinhar estou exercitando meu PROPÓSITO, estou TRANSFORMANDO ingredientes que por si só são sem graça em algo que minha família diz: “Nossa! Ficou muito bom!” e isso me traz uma alegria enorme que me dá disposição cada vez mais.  O reconhecimento de um resultado, de uma habilidade conquistada.

Enquanto você não entende qual é o seu propósito, o sentimento de deslocamento vai existir muitas vezes, a falta de vontade de fazer as coisas, de trabalhar, de se divertir. Você pode estar em Nova Iorque e até achar legal, mas não será a melhor coisa da vida. Porém, quando você descobre o propósito, você poderá estar no quintal de casa e tudo tem um sentido enorme em sua vida.

Várias pessoas me perguntam: “Como você consegue fazer tanta coisa? Como você consegue tempo e disposição? ”. É isso aí, o segredo é: PROPÓSITO!

Ter um propósito claro me faz tomar decisões muito mais rápidas e dessa forma, executo muito mais coisas. Sei o que é realmente importante em minha vida, dessa forma, não perco tempo com atividades ou pessoas que não estão ligadas ao que acredito. Percebo que consigo tomar minhas decisões com muito mais tranquilidade e assertividade, pois estão conectadas ao meu estilo e forma de ver a vida. Apesar da descoberta de um propósito ter sido algo complexo, a tomada de decisões se tornou muito mais simples em minha vida.

Faço um convite: que tal começar a entender qual a razão de você estar aqui? Que tal tomar melhores decisões?

 


gestaoFinanceira

Quais decisões financeiras devo tomar em épocas de crise?

Fazendo uma busca em alguns arquivos, encontrei a matéria abaixo que foi publicada no InfoMoney em 2009 (uma época de forte crise, porém não tão intensa como a que vivemos hoje) e achei que continua atual, afinal dinheiro não aceita desaforo, se não for bem utilizado ele te dá as costas e vai embora.
O empreendedor precisa analisar seu fluxo de caixa para que possa tomar melhores decisões. É uma ferramenta tão conhecida, porém, infelizmente, ainda muito pouco utilizada. Saiba que pode te dar uma visão do negócio e decidir qual rumo tomar.
As dicas da matéria abaixo podem te ajudar muito!

A crise financeira trouxe preocupações adicionais aos micro e pequenos empresários. Por exemplo, a crise de confiança, que influencia diretamente o consumo, reduzindo as vendas, está tirando o sono de muita gente.

Para driblar esse momento de instabilidade, a Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) alerta aos pequenos empresários sobre os cuidados para administração do caixa. Este é o momento ideal para redimensionar os planos, a previsão de gastos e a situação financeira das empresas.
 
 Antecipe pontos críticos
  
Segundo a Fecomercio, o empresário pode solucionar os pontos críticos do seu fluxo com antecedência, por meio de simulações. Como o caixa reflete todas as decisões estratégicas da empresa, ao mesmo tempo em que representa um norte para as próximas decisões do empreendedor, a Fecomercio destaca algumas medidas importantes na busca por uma gestão de caixa eficaz, que pode mudar o rumo da empresa.

Confira as dicas:

Negocie com fornecedores: procure negociar prazos alongados de pagamento, que possibilitem ao empresário ter um capital de giro maior. Renegocie contratos já assumidos, buscando sempre o alongamento de prazos. Verifique as taxas que foram negociadas e busque uma redução no momento da negociação. Para novos contratos, faça diversas cotações e compare sempre prazos e taxas;

Negocie com clientes prazos de pagamentos mais curtos: procure sempre negociar com os clientes prazos mais curtos para recebimento de parcelas. Essa redução de prazo, conjugado com o alongamento das negociações com fornecedores poderá dar fôlego à empresa no que diz respeito ao capital de giro;

Avalie a forma de remuneração do capital da empresa: para empresas que possuem capital remunerado em aplicações de mercado, é importante avaliar e comparar alternativas oferecidas, levando em conta taxas e prazos;

Melhore a reciprocidade bancária: reduza o número de bancos com quem opera a fim de evitar o pagamento duplicado de tarifas. Reduzindo o número de bancos, melhora a reciprocidade bancária e, com isso, o empresário tem maior poder de barganha para negociar redução de pacotes de tarifas com o gerente de sua agência;

Reavalie seu perfil de endividamento: reveja seu nível de endividamento, verifique as possibilidades de redução da dívida, planeje o pagamento; renegocie saldos devedores e taxas aplicadas, procurando planejar o pagamento de grandes amortizações em momentos favoráveis do fluxo de caixa e renegociando esses desembolsos quando o fluxo de caixa é desfavorável, a fim de não provocar saldos negativos que poderão levar a empresa à necessidade de contrair novas dívidas;

Reduza custos desnecessários, fixando metas de despesas: analise sempre a prioridade dos desembolsos, identificando os que são de urgência e planejando os demais para momentos mais adequados, considerando inclusive o parcelamento dos mesmos. Verifique outras possibilidades em relação ao desembolso, outras formas menos onerosas e compare o custo-benefício de cada uma delas;

Avalie o custo de seus estoques: verifique a real necessidade do nível do estoque, avalie o custo, comparando com a geração de caixa que ele proporciona, bem como sua margem de lucro. Busque alternativas, como a encomenda de mercadorias com data prevista, a fim de não deixar estoque parado mais do que o necessário ao giro do negócio;

Avalie formas de recebimento de clientes em atraso: controle o cadastro de inadimplentes. Proponha renegociações, conceda descontos a fim de recuperar créditos e gerar melhor capital para o giro dos negócios;

Analise gastos com logística e planeje operações: avalie, na negociação, o custo de entrega e de fretes, bem como formas de reduzir o preço dessa operação. Compare custos de entrega e de retirada própria. Avalie riscos de desvio de mercadorias e outros problemas que podem encarecer o custo da logística, como o seguro de mercadorias;

Verifique possíveis perdas: perda é todo valor não recebido por conta de erros na operação ou da falta de prevenção. Podem ocorrer de diversas formas, muitas vezes imperceptíveis, reduzindo o resultado final da operação;

Reavalie investimentos: com a crise, cabe a reavaliação dos planos de investimentos, identificando os que podem dar retorno e calculando o valor desse retorno, bem como seu prazo. A partir daí, decida pela sua continuidade ou interrupção. Se houver mais fatores de incerteza, mude o investimento, como o intuito de evitar uma situação maior de endividamento;

Analise a posição de seus ativos e respectivos custos: verifique o custo de manutenção dos ativos, bem como a viabilidade de venda de parte de seus ativos mais onerosos e que não indiquem retorno no curto prazo;

Reveja todos os processos operacionais: conforme o ramo de negócio, verifique todas as etapas de sua atividade, bem como seus custos. Com base nessa análise, será possível identificar quais atividades estão de acordo com o foco do negócio e, a partir disso, eliminar tarefas desnecessárias e onerosas, obtendo maior produtividade com menor custo.


emoções, tomada de decisões

O que os filmes de animação podem te ensinar sobre as Emoções na tomada de decisões?

Quando falo sobre tomada de decisões, um dos aspectos que abordo e que é fundamental é como as emoções impactam em nossas decisões.

Muitas pessoas me dizem que é muito difícil separar a razão da emoção, porém é necessária essa cisão, pois se tomarmos atitudes no calor das emoções, podemos nos arrepender profundamente. Decisões devem ser tomadas de forma racional.

Quero abordar esse tema utilizando algo que gosto muito: os filmes de animação. Há muitos anos, não consigo mais assistir a esse tipo de filme sem fazer uma análise mais profunda das mensagens que ele traz.

Mensagens pouco entendidas pelas crianças (e talvez até por adultos), mas que podem nos fazer refletir e tirar excelentes aprendizados!

Quero trazer dois filmes que exploram como as emoções podem afetar nossa tomada de decisões: Angry Birds e Divertidamente.

Só um alerta, este texto contém spoilers (rsrs). Depois não diga que eu não avisei!

emoções, raiva, red

Angry Birds é um filme bobo! Será?

No filme Angry Birds, há um personagem chamado Red, um pássaro mal humorado e “super” sincero que quando sai do sério não consegue controlar sua raiva e fica totalmente fora de controle. Por isso, vive fora de sua comunidade para alívio dos outros habitantes.

Depois de mais uma explosão emocional é enviado para um centro de controle de emoções onde conhece outros pássaros que juntos vão passar por alguns apuros.

Os pássaros recebem a visita de alguns porcos e Red acredita que tem alguma coisa de errado, mostra alguns fatos que descobriu, mas pela sua personalidade explosiva já conhecida por todos, ninguém acredita até que os porcos roubam todos os ovos dos pássaros que verificam que Red tinha razão.

Nesse momento, Red diz que é momento de todos sentirem raiva, pois ela fará com que todos lutem para buscarem seus ovos. Nesse momento, os pássaros conseguem descobrir seus “super poderes” e atingem seu objetivo.

Red nos mostra duas formas da raiva:

  1. Uma que nos tira a razão, perdemos o equilíbrio emocional, tomamos decisões erradas e agimos de forma inconsequente, gerando um profundo arrependimento, pois somos julgados e podemos ficar estigmatizados. Perdemos relacionamentos e credibilidade.
  2. Outra que pode nos mobilizar para um resultado, quando conseguimos parar, pensar e direcionar a raiva para ações mais efetivas em prol de um objetivo que desejamos e assim atingi-lo.

Exemplo: Alguém te diz que você é incapaz de fazer determinado trabalho. Você pode sair gritando, esbravejando e perder o controle e sair como louco da situação ou você pode parar e pensar como pode mostrar realmente o que é capaz de executar, despertando habilidades que nem imaginava.

emoções, raiva, tristeza, alegria, medo, nojo

E o que Divertidamente pode te ensinar?

Divertidamente que é um filme que retrata nossas emoções básicas em forma de cinco personagens: Alegria, Tristeza, Raiva, Nojo e Medo.

Conta a estória como uma menina de 11 anos chamada Riley que precisa aprender a lidar com suas emoções ao se mudar de cidade com os seus pais.

O cérebro é mostrado como um quartel general onde as emoções residem e controlam os sentimentos e ações de Riley. Lá estão armazenadas as memórias base, isto é, as memórias mais marcantes da vida e são elas que mantêm sólidas as ilhas da personalidade, no caso da Riley: Hóquei (o esporte que ela mais gosta), Palhaçada (as brincadeiras feitas entre ela e seus pais), Amizade (lembranças de sua melhor amiga), Honestidade (valor alimentado por seus pais) e Família (na tristeza ou na alegria, sempre estiveram juntos).

As lembranças de Riley são representadas por inúmeras bolas coloridas: amarela (Alegria), azul (Tristeza), verde (Medo), roxo (Nojo) e vermelho (Raiva). No dia da mudança de Riley, várias bolas verdes foram geradas demonstrando o medo pelo fato e assim, várias bolas (lembranças) vão sendo geradas ao longo da estória.

Depois de um tempo, várias lembranças são deixadas para trás (subconsciente) até que elas se apagam (inconsciente).

A mudança de cidade da família é apenas o pano de fundo para mostrar a mudança da fase de criança para a adolescência de Riley e como as emoções a fazem agir.

Por um problema ocorrido na sala de controle, as memórias base foram perdidas e Alegria e Tristeza estão fora, buscando recuperá-las. E quem fica no comando? A Raiva!

A primeira ilha a cair é a da Palhaçada que mostra que aquela criança não existe mais quando Riley não vê mais graça nas brincadeiras do pai, pois está com Raiva dessa mudança.

A segunda foi o da Amizade ao perceber que sua melhor amiga está empolgada com uma outra e assim com Raiva, deixa a amiga.

A ilha do Hóquei é a terceira a cair, pois ao fazer um teste para o time devido ao seu nervosismo, acaba não tendo resultados, não consegue ter um controle emocional, deixa a Raiva, mais uma vez, tomar conta dela e decide assim, abandonar o esporte que tanto ama.

Raiva decide “implantar” uma ideia na Riley: fugir de São Francisco e para isso, ela decide roubar a mãe e pega o cartão na bolsa dela, cai a ilha da Honestidade. O Medo busca persuadir a Raiva, mas ela é mais forte e não consegue. Assim, as lembranças começam a desmoronar.

Alegria acreditava que a vida poderia ser feita apenas de momentos bons, buscando a todo custo evitar que Riley tivesse outras emoções, principalmente Tristeza, mas com a jornada em busca das memórias base, ela percebe que não, que a vida é feita de uma mescla de todas. Alegria se lembra de um momento em que Riley estava triste porque havia perdido um gol no jogo de hóquei, porém seus pais foram consolá-las e logo em seguida, todo o time de hóquei também e assim ela ficou muito feliz. Alegria entendeu que muitas vezes a felicidade é acompanhada de uma tristeza.

Quando Riley embarca no ônibus para fugir, a ilha da Família começa a desmoronar e Raiva se arrepende, mas não consegue mudar a situação. Percebe-se que Riley está tão confusa que não consegue mais entender suas emoções.

Tristeza chega na sala do comando e consegue reverter a situação, fazendo com que Riley retorne para casa e consiga conversar com seus pais, demonstrando toda a Tristeza que sente e os pais a compreendem. Alegria e Tristeza geram uma bola mesclada de amarelo e azul que representa esse momento e assim, a ilha da Família é reconstruída.

No final, vemos que algumas ilhas que desmoronaram foram substituídas refletindo as fases da vida adolescente de Riley e as lembranças são representadas por bolas de cores mescladas, mostrando que nossas lembranças não são compostas de emoções únicas. A Alegria, às vezes, é acompanhada de uma Tristeza profunda. O Medo pode se transformar em Raiva e assim por diante.

Podemos também perceber que em Divertidamente se não há controle das emoções, as decisões podem ter resultados desastrosos como no caso de Riley que se deixou levar pela Raiva.

O filme é muito intenso! Dificilmente, conseguiria reproduzi-lo com todos os detalhes e insights que tive e que provavelmente você tenha outros. Por isso, vale a pena assistir!

Cuide das suas emoções para não se arrepender depois

No livro Blink de Malcolm Gladwen há uma citação sobre Dave Grossman (antigo tenente-coronel do exército) que afirma que o estado ótimo de “excitação” – a faixa dentro da qual o estresse melhora o desempenho – ocorre quando nossos batimentos cardíacos estão entre 115 e 145 por minuto. Acima de 145 batimentos, começamos a ter problemas de cognição e quando atingimos 175, há um colapso absoluto de processamento cognitivo. Nesse momento, nossas decisões são totalmente impactadas pelas emoções sem nenhum vestígio de racionalidade.

Dessa forma, devemos aprender a entender nossas emoções para podermos pensar melhor e tomarmos melhores decisões.

Eu tenho um mantra quando percebo que estou sendo dominada por fortes emoções: “Pare, pense, planeje e decida”. Quando digo fortes emoções, não quero dizer apenas as consideradas “ruins”, como o medo e a raiva; mas também precisamos cuidar da alegria.

Quando estamos “excessivamente” alegres também podemos tomar decisões erradas, recheadas de um otimismo exagerado e isso pode ser desastroso.

Outra emoção sobre a qual recebo muitas perguntas é o que fazer com o medo, como lidar com ele? O medo não é de todo um sentimento ruim, pois ele nos mantém atento para não corrermos grandes riscos. Imagine se ao atravessar a rua você não tivesse medo de ser atropelado? Provavelmente, não olharia para os 2 lados, não é? Porém, o medo se torna um sentimento ruim quando ele te bloqueia totalmente para qualquer ação e aí sim, precisa ser trabalhado para que possa ser transformado em um processo de análise de riscos e dessa forma, tomar uma decisão.

Vocês perceberam que as emoções podem ser boas em alguns momentos e ruins em outras? Depende de como você as utiliza!

autoconhecimento

Busque o autoconhecimento, esse é o caminho para uma melhor tomada de decisões

Faça esse exercício:

  1. Identifique suas emoções
  2. Como elas se manifestam e como você se comporta?
  3. Quais decisões tomou impactadas por qual emoção? Qual foi o resultado?
  4. O que você pode fazer quando for tomado por determinada emoção?

Além do meu mantra, uma outra ação que me ajuda muito é escrever, principalmente quando estou com raiva. Escrevo tudo o que gostaria de falar e normalmente quando chego no final, releio o que escrevi e apago tudo porque a vontade de despejar aquelas palavras para determinada pessoa, passou e assim não faço algo que depois me arrependa. Ou então, o texto me serve de subsídio para elaborar alguma estratégia para planejar meus próximos passos. Que tal experimentar?

Deixe seus comentários nesse post! Quem sabe você pode ajudar outras pessoas a lidar com suas emoções dando algumas dicas!

 

 

 

 

 


dinheiro, ganhar dinheiro, ficar rico

Momento da decisão do empreendedor: Qual negócio dá mais dinheiro que devo montar?

Nessas minhas andanças, essa é a pergunta que mais me fazem, como se eu tivesse uma receita infalível para ganhar dinheiro (com certeza, se soubesse já teria montado… é como perguntar quais são os números que serão sorteados na mega-sena).

Minha resposta sempre é, qualquer negócio pode dar lucro ou prejuízo, depende de vários fatores e principalmente, de muito planejamento e uma excelente execução.

Mas, parece que as pessoas não acreditam e continuam a buscar atalhos para ganhar dinheiro de forma fácil, sem trabalhar, sem pensar. É muito comum, acreditarem que “a galinha do vizinho põe melhores ovos do que a nossa”, isso quer dizer, o negócio dos outros sempre “parece” melhor do que nosso.

Digo “parece”, pois as pessoas observam apenas as aparências, mas não param para analisar os detalhes que envolvem os negócios. Contarei um fato que ocorreu comigo.

Tive uma papelaria por 10 anos e tenho um amigo que sempre foi funcionário, mas vivia me perguntando “qual negócio dá mais dinheiro?”. É louco para sair do emprego, mas não tem coragem de correr os riscos de um negócio, assim, fica buscando algo excelente e seguro (espero que um dia ele descubra e me conte).

Durante a semana, ele não passava na loja devido ao seu horário de trabalho, mas aos sábados ele “dava uma passadinha” para bater um papo e parado na porta ele observava o comércio de um vizinho que possui uma espécie de “rotisseria, mercado, açougue” e me dizia “Esse negócio é bom, olha o movimento, não pára, o cara deve ganhar uma boa grana. Se eu fosse você, fechava a papelaria e montava um negócio igual ao dele, mas faria diferente… melhoria isso… colocaria aquilo…”.

Enfim, acho que você já sabe como era a conversa. Vamos tratar dos pormenores dessa questão.

  1. Por que no sábado o meu vizinho estava lotado e minha papelaria vazia? Aos sábados, muitas pessoas acordam um pouco mais tarde e depois de tanto trabalho durante a semana, querem a praticidade de comprar pratos prontos na rotisseria, outras que não conseguiram fazer compras no supermercado, precisam comprar alguns itens faltantes para fazerem o almoço da família. E a papelaria neste dia? Aos sábados, os alunos não vão à escola, os escritórios e empresas não funcionam em sua maioria, enfim, quem compra material escolar e de escritório nesse dia? Entretanto, durante a semana (quando meu amigo não aparecia), o movimento era inverso e isto ele nunca observou.

LIÇÃO 1 – Ao analisar um negócio, procure estar presente em vários dias e momentos, pois existe o que chamamos de sazonalidade.

  1. Quantos funcionários meu vizinho precisava manter durante a semana, cujo movimento era menor, para atender à demanda de sábados, domingos e feriados? Já pensou no que isso representa em salários, impostos, adicionais, 13o. salário e férias? E em relação ao estoque, produtos perecíveis que se não forem vendidos, são jogados no lixo.

LIÇÃO 2 – Não olhe apenas o faturamento, mas pense nos custos que estão presentes no negócio. Às vezes, um grande faturamento não representa um grande lucro.

  1. Meu vizinho trabalha de segunda a segunda, mesmo quando não está em seu comércio e tira um dia para descansar, ele não se desliga completamente de seu negócio, pois sempre está em busca de novas oportunidades e diferenciais, enfim, a cabeça de um empreendedor nunca descansa. Será que as pessoas estão preparadas para trabalhar tanto? Ou talvez, seja necessário escolher um bom sócio para essa empreitada, afinal pode-se dividir o trabalho.

LIÇÃO 3 – Não existe facilidade e descanso no mundo dos negócios, você respira 24 horas sua empresa.

  1. Conheço muitas pessoas que dizem para outras: “abra isso, monte aquilo, pois tem muita gente ganhando dinheiro”, mas elas não têm a coragem de tomar a iniciativa de fazer, querem que outros se arrisquem para que depois entrem no negócio. E o que acontece? Essas que ficam apenas observando ou “urubuservando” chegam ao mercado quando este já está completamente saturado e aí reclamam que o ramo está ruim, mas se observarem verificarão que aqueles que foram os pioneiros já estão em outros negócios ou construíram uma marca tão forte que não se importam com a concorrência.

LIÇÃO 4 – Quem não arrisca, não petisca. E isso vale para o mundo dos negócios!

  1. Porém quando falo de risco aqui não é sair igual a um maluco abrindo um negócio. É necessário ver oportunidades, fazer análises, tomar decisões e por fim, elaborar um plano para execução. O risco sempre existirá, porém pode ser calculado. Quem tem medo dele deve fugir dos negócios.

E aí? Que tal começar a estudar os negócios que mais te atraem e talvez, tomar a decisão de se tornar um empreendedor.


decisão escolha decisões sócio

Você sabe o que fazer para escolher um bom sócio?

Desde que entrei no mundo empreendedor, venho procurando os sócios que “sacanearam” seus sócios porque em todos os locais que estive, principalmente, ministrando treinamentos, encontrei apenas os sócios “vítimas”.

Essas “pobres vítimas” dizem que tiveram sócios que as roubaram, puxaram seu tapete, traíram sua confiança, não trabalharam da forma como deveria ser e várias outras acusações.

Sempre ouvi esse lado e nunca teve alguém para defender a posição do sócio “sacana”, afinal nunca encontrei um, por isso, passei a acreditar que esses sócios se reúnem em uma Sociedade Secreta dos Sócios Sacanas para armarem suas estratégias nefastas contra outros “coitadinhos”.

Será que existe realmente essa posição unilateral maquiavélica, “bonzinho” versus “mauzinho”?

Pela minha experiência, posso afirmar que realmente existem pessoas que utilizam da boa vontade do outro e agem de forma pouco ética, porém gostaria de posicionar que tudo o que acontece em nossa vida, tem uma parcela de responsabilidade nossa.

Como normalmente se formam as sociedades? Quais os critérios utilizados para se fazer a escolha de um sócio? Como a decisão é tomada?

A maioria das escolhas é feita por uma relação familiar ou de amizade, pois como dizem alguns: “já que conheço “bem” a outra pessoa, fica mais de confiar”. Será?

Ou então, as pessoas dizem que seu sócio pensa muito igual, “almas gêmeas” e fica tudo mais fácil. Vamos explorar melhor esses pontos?

Primeiro, você já viu ou ouviu casos de filho que roubou o pai, amigo que passou a perna no amigo, irmãos que acabaram com o negócio da família, o primo não fez o que deveria ser feito? Pois é, as histórias são muitas (e pior, verdadeiras), por isso o critério de amizade ou relação familiar não pode ser levado tão em conta em relação à sociedade, afinal existem vários interesses individuais que muitos se esquecem do coletivo.

Segundo, em relação a pensar igual, isso é terrível, pois às vezes um sócio tem uma ideia terrível e o outro por ser tão “igual” acata e não há discussões, talvez levando ao fracasso.

A diversidade em uma sociedade ou em um grupo é excelente, pois são geradas mais ideias, as reflexões são mais constantes, a ansiedade é contida e as decisões podem ser muito mais corretas.

Os “sócios vítimas” que encontro por aí, têm sua parcela de responsabilidade na sociedade em que houve problemas, pois:

  1. Se foram roubados, é porque em algum momento se descuidaram da análise de relatórios e monitorar a empresa como um todo.
  2. Se o sócio é displicente, não cumpre os horários, falta às reuniões e ao trabalho, não faz o que deveria fazer, provavelmente, as funções e atividades não estavam claras.

Afinal, fica a pergunta: quem fez a escolha ou aceitou ser sócio desse “mala”? VOCÊ!!!!

Mas não adianta chorar sobre o leite derramado!!! Se você já desfez a sociedade… bola “pra” frente, se você ainda está com ele, azar é seu? Vai esperar o que para se livrar dele? Então, como deve ser feita a escolha de um sócio?

  1. Pense nos seus pontos fortes e fracos
  2. Liste pessoas que possam ser fortes onde você é fraco
  3. Faça uma entrevista de seleção com essas pessoas para verificar se elas realmente te complementarão
  4. Divida as funções, descreva as atividades para deixar claro que cada um cumprirá seu papel
  5. Coloque tudo por escrito e assinado por todos, assim ninguém poderá dizer que não sabia
  6. Apesar de cada um ter sua função, todos precisam saber o que o outro e você estão fazendo

Não tenha medo de ter sócios, tenha medo da forma que você faz suas escolhas, muita calma nessa hora… Por isso, da próxima vez que for tomar uma decisão faça da forma correta, utilize a razão e não a emoção.