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A busca pela felicidade… onde ela está?

A busca pela felicidade tem sido algo que as pessoas têm feito de forma até mesmo insana.

Algumas têm trabalhado até não poderem mais a fim de ganharem mais dinheiro alegando que vão poder comprar mais coisas ou fazer mais coisas, porém muitas vezes compram e a alegria se dissipa ao terminar de abrir a caixa (porque há uma percepção de que não é aí que se encontra a verdadeira felicidade, mas também não sabem onde ela está) ou então estão tão cansadas que não conseguem sair de casa e a vontade de fazer outras atividades (mesmo tendo dinheiro) acaba ficando pelo sofá.

Ainda temos a felicidade das redes sociais, pessoas que contam o número de curtidas para se sentirem queridas e admiradas e se as curtidas forem baixas entram em um processo de tristeza profunda. Quantas pessoas que postam uma felicidade que não é real apenas para chamar a atenção?

Quantas pessoas acreditam que a felicidade é algo que estará apenas do futuro e dizem: “Um dia serei feliz!” ou “Quando eu fizer isso… serei feliz.”. E será que o futuro chegará algum dia?

Quando o futuro chega, ele já é presente e quando percebemos, já virou passado. É tudo muito rápido, por isso, buscar a felicidade em coisas simples do dia a dia, nas pequenas conquistas e desafios, faz com que possamos viver intensamente essa jornada que chamamos de vida.

Pare nesse momento e pense: “Em que momentos de sua vida você se sentiu verdadeiramente feliz?” (se possível, escreva).

Provavelmente, você perceberá que muitos desses momentos foram coisas do dia a dia, talvez o dia que você foi chamado(a) pela primeira vez de papai ou mamãe; a recuperação de alguma pessoa querida; um convite para um jantar com amigos; as brincadeiras do pessoal do escritório; um final de semana com a pessoa amada, entre outros.

Não quero dizer que não há felicidade na compra do primeiro imóvel, da viagem dos sonhos ou na aquisição de bens. O que quero dizer que esse tipo de coisa não é o que acontece todos os dias e não podemos esperar apenas por esses momentos para sermos felizes.

Precisamos buscar a felicidade nas coisas simples que nos acontecem. Eu, por exemplo, fico feliz em poder fazer as refeições com a minha família, nossos bate-papos, receber um “eu te amo” da minha filha, um “se cuida” do meu marido, as idas para a casa dos meus pais, as piadas da galera que trabalha comigo…

Isso faz com que meu dia se torne mais leve, mesmo que haja problemas (afinal todo mundo tem).

Gostaria de deixar esse texto de Henfil que acredito que retrate nossa vida. Para muitos que não conheceram o Henfil, ele foi um jornalista, cartunista com um humor muito inteligente que fez parte da minha geração e em decorrência da AIDS que contraiu durante uma transfusão de sangue por ser hemofílico, veio a falecer em 1988. Talvez apenas ele, poderia ter escrito esse lindo texto porque sabia que a morte viria em breve e que todos os dias que lhe restavam, precisava ser feliz…

 

A Vida por Henfil

 Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.

Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.

Aí sim, a vida de verdade começaria.

Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.

Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.

A felicidade é o caminho!

Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;

Até que você volte para a faculdade

Até que você perca 5 quilos

Até que você ganhe 5 quilos

Até que você tenha tido filhos

Até que seus filhos tenham saído de casa;

Até que você se case;

Até que você se divorcie;

Até sexta à noite;

Até segunda de manhã;

Até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;

Até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;

Até o próximo verão, outono, inverno;

Até que você se aposente

Até que a sua música toque;

Até que você termine seu drink

Até que você esteja sóbrio de novo;

Até que você morra;

E decida que não há hora melhor para ser feliz do que… AGORA MESMO…!

Lembre-se:

“Felicidade é uma viagem, não um destino”.

 


boss

Virei líder e agora?

Até ontem, você era um funcionário como tantos outros. Hoje, você virou líder… e agora? Você foi realmente preparado para isso?

Muitas pessoas dizem a liderança é nata, você nasceu para isso e em algum momento você ocupará esse cargo ou função, mas será que realmente é assim?

Nas minhas andanças pelo mundo corporativo, o que mais vejo são pessoas que são excelentes funcionários, proativos, engajados, trazem resultados, tecnicamente são extremamente competentes e que por essas qualidades foram promovidos para líderes, porém muitos se sentem totalmente despreparados, pois de uma hora para a outra deixam de ser “operacionais” e precisam aprender a lidar com pessoas, a escalar o resultado por meio delas, a delegar, a tomar decisões, criar novas oportunidades de negócios e assim vai…

Aprender a liderar não é uma fórmula mágica que você aprenderá na escola e nos cursos de liderança, muitos dos conhecimentos transmitidos são apenas teoria como se as pessoas fossem previsíveis (o que sabemos que não são).

As informações transmitidas nos ajudam em várias questões, mas na verdade, aprendemos a liderar no dia a dia, batendo a cabeça, entrando em conflitos (e nem entendemos como fomos parar ali), tendo pressão tanto dos nossos gestores quanto dos nossos funcionários, tomando decisões e vendo os resultados acontecerem (e nem sempre são os esperados).

Ao se tornar líder, quantas pessoas se sentem inseguras quanto às suas decisões, pois têm medo de que elas sejam inadequadas ou não aceitas pela equipe. É um momento bastante complicado, pois precisamos aprender rapidamente sobre muitas variáveis. A questão técnica é simples de ser resolvida, mas lidar com pessoas não. Cada uma tem seu jeito, sua personalidade, sua forma de lidar com problemas, entre outros.

Por isso, quando as pessoas me perguntam como ser um bom líder, eu digo que não tem uma fórmula pronta, mas uma coisa eu sei… você precisa aprender a ser um bom ouvinte, se mostrar aberto a aprender com o outro, ter humildade de entender que você não sabe tudo e que precisa muito da sua equipe.

O que falo são sobre as experiências que tive ao longo da minha vida profissional e que me ajudaram a formar equipes de alta performance. E como eu sei que são de alta performance? Pelos resultados que entregamos.

Quando somos alçados à essa função de líder, algumas questões são fundamentais:

  1. Ser líder não implica que você é melhor do que as pessoas da sua equipe, que sabe mais. O estabelecimento da confiança é imprescindível nesse momento, é necessário deixar claro que todos fazem parte da equipe com suas responsabilidades e papéis específicos e que os resultados são de todos, por isso o compartilhamento de informações e conhecimento com a equipe é necessário para que você possa tomar decisões mais efetivas. Entender o impacto que as decisões têm sobre a equipe e outas pessoas, faz com que ações preventivas possam ser tomadas. Chamar a equipe para participar das decisões é de extrema valia!
  2. Deixe claro quais são seus valores para que a equipe entenda os limites que permearão suas decisões e ações. A transparência de valores deixa claro quem você é para sua equipe, pois não é só você que precisa aprender a lidar com ela, mas ela também precisa aprender a lidar com você.
  3. Conheça sua equipe para poder ajudá-la em seu desenvolvimento e em seu trabalho diário, ela espera isso de você a todo momento.
  4. Os objetivos devem ser passados de forma clara para a equipe, pois é a partir daí que se desenrola todo o plano de execução. Se a equipe não entender o que se deseja atingir e o motivo disso, provavelmente, entrará em um processo de “fazer por fazer” e isso não gerará o melhor resultado, pois não haverá engajamento.
  5. Faça com que a equipe tenha foco em soluções e isso gerará mais inovação, pois surgirão novas alternativas para uma decisão. Ideias diferentes podem gerar um outro patamar de resultado.
  6. Seja o exemplo sempre! Não adianta falar de planejamento se você não se planeja… não adianta falar de transparência se você esconde informações. Além disso, manter um clima harmonioso, de alegria faz com que as pessoas trabalhem felizes e dispostas a criar sempre mais.

Cuidados:

  1. Não faça reuniões para compartilhar as decisões apenas para que você não leve a culpa se o resultado for negativo. Isso não é atitude de líder e sim de pessoas mal preparadas e inseguras.
  2. Não tente contentar todo mundo porque isso pode te levar a paralisia. Isso é impossível! O que acontecerá que algumas pessoas poderão não concordar, mas poderão conviver com isso sem problema nenhum.
  3. Não tome decisões sem pensar no impacto sobre as pessoas, pois são elas que poderão te ajudar a implantar sua ideia com mais “suavidade”.
  4. Não fique preso nos problemas, foco sempre em soluções que você muitas vezes sozinho não consegue enxergá-las, por isso sua equipe é fundamental!
  5. Não procrastine suas decisões, faça o que deve ser feito!

Atenção:

Você não é perfeito! Por isso não tenha medo de errar e não se culpe por suas decisões. Afinal, só não erra quem não faz.

E como líder, tenha certeza de que você cometerá muitos erros e talvez você só tenha chegado a essa posição por ter conseguido tomar inúmeras decisões, chegando a uma melhor solução e resultado efetivo.


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A empatia pode gerar resultados muito melhores

Em uma pequena chácara vivia uma mulher e seu marido fazendeiro. Por lá também viviam alguns animais: a vaca, o porco, a galinha e o RATO.

O rato vivia tranquilamente em um buraco na parede da casa e tinha boa convivência com os outros animais, mas em um certo dia ficou desesperado.

A senhora dona da casa havia colocado uma ratoeira para pegá-lo.

Na hora que viu a armadilha, saiu correndo para pedir ajuda a seus colegas animais:

– Vaca, nós estamos com um problemão, armaram uma ratoeira lá na casa.

A vaca, que estava mascando capim, deu risada.

– Nós? Por um acaso entro na casa do fazendeiro? Aliás, você já viu ratoeira pegar vaca? Isto é problema seu.

O rato ainda desesperado saiu a procura do porco:

– Porco, está havendo uma baita confusão, a mulher do fazendeiro colocou uma ratoeira em casa.

– Ratoeira? Olha o meu tamanho, você acha que ratoeira pega um porco como eu? Se vire, isto é um problema seu.

O rato, triste e perplexo por ninguém lhe ajudar, correu para conversar com a galinha:

– Galinha, nós estamos com um problema muito sério.

– Mais problemas eu não aguento, já tenho que botar um monte de ovos e você me aparece com mais problemas? Não quero nem saber…

– Mas tem uma ratoeira armada lá na casa, disse desesperadamente o rato!

– Mas isso não é comigo, é contigo.

O rato foi embora triste e desapontado, pois não conseguiu sensibilizar ninguém a ajudá-lo.

À noite todos dormiram e, de repente, splaft.

A ratoeira desarmou.

O barulho chamou a atenção de todos lá na chácara. Todos correram para ver o que aconteceu… inclusive o rato.

Era uma cobra cascavel que havia sido pega na ratoeira.

A mulher levantou-se e foi tirar a cascavel da ratoeira e num descuido, tomou uma picada.

Foi levada imediatamente ao hospital por seus parentes, onde ficou internada por vinte dias, na volta, com a saúde muito debilitada, precisava de muitos cuidados e uma alimentação especial.

Qual a melhor dieta para recuperar a saúde? Canja! Lá se foi a galinha.

Depois de um mês, com a saúde restabelecida, resolveu oferecer um almoço para todos seus parentes que a tinham ajudado. E lá se foi o porco (assado no espeto).

Para completar o tratamento no hospital tinha ficado muito caro, não houve alternativa, tiveram que vender a vaca para um açougueiro.

Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

– Mário Quintana

Em quantos momentos da sua vida, você agiu como a galinha, o porco e a vaca?

Será que você tem sido capaz de se colocar no lugar das outras pessoas?

Nas suas decisões, você tem avaliado como elas impactarão direta ou indiretamente na vida das pessoas?

Será que você tem praticado a EMPATIA?

A EMPATIA é uma das competências mais importantes no mundo em que vivemos para que possamos atingir nossos objetivos e nada mais é do que “COLOCAR-SE NO LUGAR DO OUTRO”.

É buscar compreender os sentimentos da outra pessoa, não havendo a necessidade de experimentar as mesmas emoções. É ver o mundo sob a perspectiva do outro, percebendo o que precisa e o que quer, entendendo as diferenças no modo de ver e ser em relação a determinado fato.

Ao se tornar mais empático, há uma melhoria nos relacionamentos e um apoio muito maior na tomada de decisões.

EMPATIA não é o mesmo que SIMPATIA, pois ao ser simpático, você pode até vivenciar as emoções do outro, porém isso não quer dizer que você se coloca no lugar dele.

Vamos exemplificar? Você vê seu colega de trabalho chorando e ao conversar com ele, você se emociona também, porém não se coloca no lugar dele, buscando entender os sentimentos dele para ver a questão sob a perspectiva dele.

A empatia faz com que possamos enxergar as outras pessoas a partir de um olhar com menos julgamento e mais colaboração. Líderes mais empáticos geram equipes com mais resultados, pois há uma humanização desse relacionamento profissional.

Infelizmente, ainda vemos uma sociedade que enxerga apenas o seu próprio umbigo, sem se importar com as outras pessoas, sem pensar em como suas ações as afetam. E as pessoas se sentindo afetadas querem pagar na mesma moeda gerando um ciclo virtuoso de relacionamento.

Quando nos colocamos no lugar do outro, as decisões que tomamos têm uma outra amplitude, pois analisamos melhor os riscos e consequências e ao compartilhar isso com as pessoas envolvidas, temos muito mais apoio nas nossas escolhas.

Pense e verifique o quão empático você tem sido e a pergunta que gostaria de deixar é: “O que você já perdeu por não ter sido empático?”.


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Filme: “Onde vivem os monstros”

É a estória de um garoto chamado Max que se sente solitário e sempre busca fazer algo para chamar a atenção de sua irmã adolescente e de sua mãe divorciada.

Para brincar, Max inventa muitas estórias, criando seu mundo de fantasia.

Um dia, chama por sua mãe para mostrar o forte que construiu, mas ela diz que está ocupada e não pode ir. Na realidade, ele verifica que ela está com seu namorado e isso desperta toda sua raiva e ciúmes.

Começa a provocar sua mãe, fingindo ser um monstro, se descontrola, gritando e correndo pela casa até que sua mãe o alcança e o segura. Nesse momento, para se soltar, ele a morde e sai correndo pelas ruas.

Em sua imaginação, ele viaja pelo mar até alcançar uma ilha habitada por “monstros” onde para não ser devorado diz ser rei.

São sete monstros: Carol, Douglas, Janeth, Ira, Alexander, Touro e KW.

Os monstros ficam felizes ao terem um rei, pois acreditam que ele trará a felicidade que há tempos eles não sentem.

Max começa a fazer com que eles brinquem e assim, eles se sentem felizes. Mas, nem tudo é brincadeira, Max começa a ver naquele grupo vários comportamentos que teve em várias situações de sua vida e isso começa a fazer com que ele amadureça e entenda melhor o que passa em sua vida.

Os monstros também começam a entender que não é um rei que trará sua felicidade e alegria, mas que eles são responsáveis por isso.

Posso dizer que não é um filme infantil, mas é uma grande viagem ao nosso mundo interior. Afinal, crianças e adultos são iguais na essência, se diferenciam apenas na intensidade e na forma com que expõem seus sentimentos mais profundos.

Os monstros do filme representam exatamente nossos sentimentos:

  1. Carol – impetuoso, intenso, dramático; não por ser um ser mau, mas por estar perdido e se sentir abandonado.
  2. Douglas – o grande amigo de Carol que apesar de ser agredido e magoado é sempre fiel.
  3. Alexander – o bode carente e com baixa autoconfiança que sempre diz que ninguém o ouve e lhe dá atenção.
  4. Judith – agressiva, que fala o que vem à sua cabeça, sem se importar em ser sutil.
  5. Ira – o amável companheiro de Judith. Sempre disposto a ajudar e manter sua companheira calma, mesmo recebendo broncas.
  6. Touro – possui uma aparência que dá medo, principalmente por não falar nada e apenas observar. Ao final, se mostra um ser melancólico e de bom coração.
  7. KW – dócil, maternal, para não discutir prefere se distanciar.

Ao assistirmos ao filme e observarmos o comportamento de cada monstro, podemos nos ver em vários momentos de nossa vida agindo da mesma forma. Tão forte que isso se mostra que minha filha (na época tinha apenas 5 anos) conseguiu se ver nos atos de Carol, ao brigar conosco, seus momentos de raiva ao ser contrariada.

Que tal enfrentarmos nossos monstros interiores para buscarmos a felicidade que está apenas em nossas mãos e não nas de um salvador que talvez nunca apareça.


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Filme: “Duas vidas”

Esse filme mostra um Consultor de Imagem chamado Russ que em poucos dias fará 40 anos que nunca relaxa, sempre estressado, muitas vezes grosseiro, sem amigos e pouco se importando com sua família.

Até que um dia, encontra um garoto que para sua surpresa é ele mesmo, próximo de fazer 8 anos de idade. Esse reencontro causará uma grande virada em sua vida.

Russ quis esquecer sua infância, pois era gordinho, perdeu sua mãe antes de completar 9 anos e nunca se deu bem com seu pai, pois acreditava que ele o culpava pela morte da mãe e sentia que havia sido uma criança e um adolescente fracassado.

Quando criança sonhou em ser um piloto de avião.

O garoto quis conhecer como seria seu futuro e perguntou ao Russ o que ele fazia e como era sua vida e não gostou do que viu, disse para Russ que então ele se tornaria um adulto fracassado, pois aos 40 anos de idade não tinha cachorro, não era piloto de avião e não era casado, enfim, tudo o que desejava não aconteceria.

No início, o garoto não entendeu o que fazia um Consultor de Imagem e depois disse a Russ que era ajudar as pessoas a mentirem sobre quem são, fingindo que são outras pessoas.

Russ procura uma conhecida para fazer um desabafo sobre a situação e ela diz que isso deve estar ocorrendo, pois ele precisa encontrar algo importante que esqueceu para mudar, além disso, questiona: “quantos de nós nos tornamos o que sonhamos quando crianças? Apenas fazemos o melhor possível.”

E o melhor possível para quem?

Russ adulto e Russ garoto acabam encontrando Russ aos 70 anos e com uma grande surpresa!! Agora… só assistindo!!!

Encontro pessoas bem-sucedidas, porém com um vazio interno muito grande, pois ainda não encontraram um sentido para sua vida, fazem coisas por fazer e pior, para contemplar o que as pessoas esperam delas e param de buscar o que realmente, pudesse fazê-las mais felizes e completas.

Para que se transformar em um personagem, é difícil manter isso pela vida toda, por isso as pessoas entram em conflitos e poços, muitas vezes, sem fundos.

Sermos nós mesmos, não é fácil, mas é a única forma de atrair as pessoas que verdadeiramente nos admiram, nos amam.

Por que precisamos nos tornar adultos estressados, chatos e tão preocupados com nossa imagem? Que tal resgatarmos nossos sonhos de infância para sermos mais felizes? O sonho é o alimento das pessoas que o transforma em uma meta com desafio e significado pessoal que o motiva para fazer coisas aparentemente impossíveis.

E saiba… nunca é tarde para nos tornarmos a pessoa que sempre desejamos ser.


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Vai para o jogo ou vai ficar treinando a vida toda?

Gostaria de trazer uma reflexão nesse texto sobre como enfrentar os desafios pode trazer resultados excepcionais e para isso vou contar uma história da minha filha.

Hoje, foi mais um dia lindo porque minha maior luz, minha filha, brilhou em seu primeiro campeonato de vôlei e não porque ela conquistou o segundo lugar, mas porque também soube lidar com a derrota de uma forma que eu não imaginaria que ela faria, afinal conheço a minha “japinha” e sabendo que há 2 meses, ela nem queria saber de participar.

Não foi fácil convencê-la a participar! Recebi o comunicado do professor pelo Whatsapp e falei para ela: “Olha, Samara! Vai ter um campeonato!” e ela: “Tá! Eu não quero participar!”.

“Como assim? Você não vai participar?”, eu perguntei estarrecida. E ela, simplesmente dizia que não iria de jeito nenhum!

Inconformada, perguntei os motivos e ela apenas dizia que não queria, mas isso não me cheirava bem até porque ela sempre foi participativa. Aí me bateu uma questão… Samara não gosta de errar, não gosta de sentir avaliada e muitas vezes isso a atrapalha porque acha que ainda não está pronta, uma auto cobrança excessiva.

E isso é em tudo… na escola, nas aulas de desenho (ela demorou um tempão para nos mostrar os desenhos que ela estava produzindo porque ainda achava que não estava tão bom) e no vôlei, ela meio que titubeou ao mudar de turma porque achava que não sacava direito, então não poderia ir até que entendeu que aprenderia lá.

Aí tentei dar um cheque mate nela e perguntei: “Por que você está fazendo aula de vôlei?”

Ela: “Para aprender a jogar…”

Eu: “E para quê?”

Ela, meio sem graça: “Para competir…”

Eu: “E vai esperar para competir quando? Vai lá! Se diverte! Experimenta! Se você não experimentar, nunca vai saber como é.”

Ela: “Vou pensar…”

E isso foi… Depois de algumas semanas, ela me disse: “Mãe… precisa fazer minha inscrição para o campeonato.” Uhuuu!!! Ela decidiu!

Nesse dia, ela foi para o vôlei, conversou com uma amiga e montaram uma dupla, mas ainda faltava mais um e depois de mais algumas aulas, um amigo ingressou no time.

E hoje foi o dia! O dia que ela e seus amigos brilharam! Jogaram muito melhor do que nos treinos. Meu marido e eu gritávamos: “Vai, japinha!” e daqui a pouco, ouvimos os pais e até a avó da amiguinha gritando quando ela ia sacar: “Vai, japinha!”. E ela se divertindo (com seriedade como diz o professor dela) tanto ganhando quanto perdendo.

E aí, chegou um segundo lugar com a alegria de ter se desafiado e ter feito o seu melhor. E o mais bacana, saímos de quadra com ela dizendo que agora participaria de tudo! Se não tivesse participado, talvez cada vez ficaria mais difícil superar o medo da frustração.

E por que resolvi contar essa história?

Quantas pessoas acham que nunca estão prontas e ficam dentro de seus casulos, se preparando, se preparando e não decidem… não partem para a ação? Não se desafiam com medo do julgamento, do erro, da frustração. Perdem a oportunidade de se experimentarem para poderem ter um feedback para que possam melhorar.

O medo do julgamento e da frustração é um inibidor para que possamos tomar decisões que podem nos trazer melhores resultados. “Treinar” seja no esporte ou na vida de nada serve se você não partir para o “jogo”. Só lá você poderá entender seus pontos fortes e fracos e verificar como melhorar para ter ainda um melhor resultado.

Quantas pessoas acreditam que estão sozinhas e ao contrário! Você tem um time que vai te ajudar nos momentos que você precisará… o “jogo” não é só seu… ACREDITE! Agregue pessoas ao seu objetivo!

E também tem a torcida do contra, mas também tem a torcida a favor que vai estar contigo até o final, ganhando ou perdendo! E isso tem um valor incrível!

Tomar decisões é ir para o “jogo”, é saber qual seu objetivo e o que fazer para chegar lá… Talvez, o resultado não seja o esperado naquele momento, mas ainda existirão muitas partidas e campeonatos.

E aí? Vamos para o “jogo”?


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Como escolher pessoas para sua equipe?

Nessa semana, fui buscar minha filha na escola e ela já entrou no carro falando (como sempre!): “Mamãe, hoje teve educação física e minha amiga é que tinha a responsabilidade de escolher quem ela queria para o time dela de queimada e fez a maior burrada! A escolha dela foi por amizade e eu falei para ela que isso não ia dar certo! Ela primeiro escolheu as amigas e depois os amigos para completar o time e a maioria é tudo ruim! Qual foi o resultado? Lógico que perdemos e aí ela falou que era apenas uma brincadeira e eu respondi que tudo bem, mas a gente poderia ter ganhado se ela tivesse escolhido um time bom!”

Foi o gancho que peguei para confirmar o pensamento dela, estruturar melhor o aprendizado para ela e ter um insight para escrever esse artigo.

Quantos de nós já fizemos isso quando crianças? E quantos de nós fizemos isso ao chegar em uma posição de liderança? Chamarmos amigos para trabalhar conosco, afinal nos damos tão bem que o trabalho vai ser uma diversão!

Pois é… o trabalho pode e deve ser divertido, caso contrário, não aguentamos as pressões e os desafios do dia a dia, porém ele precisa atingir um determinado resultado e para que isso aconteça, precisamos estruturar uma equipe que consiga atingi-lo.

Conheço líderes que contratam seguindo os seguintes requisitos: parece legal, divertido e “bonitinho”. Utilizam ainda das perguntas: “Qual seu maior defeito? Qual sua maior qualidade? Qual seu hobbie?”. O que isso vai impactar nas atividades do dia a dia? Impactaria se as respostas fossem verdadeiras e o que na maioria dos casos não são, pois as pessoas já estão treinadas para responder a essas perguntas. Será que alguém vai responder que o maior defeito é ter dificuldade em trabalhar em equipe? Lógico que não! Eu já sei a resposta mais comum: “Sou perfeccionista!”.

Também conheço líderes que contratam apenas quem se parece com eles, que pensam como eles e qual o resultado? Normalmente, uma equipe sem divergências é uma equipe morna porque novas ideias não aparecem, não há questionamentos e isso faz com que ninguém evolua. Não estou dizendo para haver confrontos, brigas, mas quando alguém pensa diferente faz com que outro ponto de vista seja visto e analisado, algo talvez nunca pensado e surge um processo inovativo.

Na posição de liderança, precisamos ter na equipe pessoas diversas e não falo isso apenas sobre gênero, cor ou raça, mas de competências e habilidades diversas. Às vezes, um tímido que é um excelente executor, um extrovertido que consegue negociar prazos e atividades, um conciliador para lidar com conflitos e assim, por diante.

Algumas pessoas podem me perguntar: “Mas, Valeria e se eu cheguei com a equipe montada? Não tenho como escolher!”

Errado! Você sempre tem escolhas! Terá que passar por um processo de conhecimento da equipe… quem é quem, quem faz melhor o quê, quais as competências e habilidades de cada um e isso fará com que você consiga mapear a sua equipe para fazer um planejamento para alcançar o resultado desejado. Talvez, você terá que demitir? Talvez sim, é uma escolha!

Se você não tem como escolher quem fará parte da sua equipe, você pode adequar as atividades para cada um.

Na maioria das vezes em minha vida profissional, assumi equipes já estruturadas e já tive de demitir, trocar de função, trocar de área, contratar e até recontratar. Atualmente, por exemplo, tenho na minha equipe três designers e ao longo do tempo, fui conhecendo cada um. Hoje, sei o que cada um tem mais habilidade, prazos de entrega, o que gostam mais ou gostam menos de fazer (porque isso impacta na qualidade ou no tempo de execução) e várias outras questões. Cada um tem seu “talento” e assim direciono as atividades de acordo com o perfil de cada um. E o resultado? Entregas no prazo e com a qualidade desejada.

Não quer dizer que eu não erre ao contratar, mas os anos de experiência me fizeram errar bem menos. E como escolho as pessoas para trabalhar comigo?

Primeiro, verifico quais os resultados quero que o profissional atinja, quais as funções que deverá executar, tenho que ter claro o papel que ele desempenhará para que eu possa informá-lo.

Normalmente, o primeiro contato é o currículo, um documento claro, objetivo e que traz as informações necessárias que me atraiam e depois parto para a entrevista.

Na entrevista, gosto de saber um pouco de histórias da vida pessoal (não quero dizer íntima) e profissional para verificar se somos guiados pelos mesmos valores, pois se tivermos valores distintos poderá haver confrontos. Vou dar um exemplo: se o entrevistado me conta uma história onde buscou levar vantagem em alguma situação sobre outra pessoa, vejo que ele não compartilha do mesmo valor que eu e da empresa onde estou e esse comportamento pode afetar em algum momento o andamento do trabalho. Decido pela não contratação.

Por meio das histórias, verifico se gosta de desafios, como lida com eles; casos de sucesso e fracasso, isso principalmente é importante para saber se tem foco em soluções e como lida com o erro que para mim , particularmente, é um comportamento primordial. As histórias são reais, as pessoas não têm tempo para inventarem e quando inventam, consigo detectar facilmente, pois vou fazendo perguntas sobre o que elas falam.

Gosto de gente ousada, isso não quer dizer irresponsável, mas de pessoas que dentro de suas limitações conseguiram ter ideias interessantes e fizeram algo desafiador. Prefiro ter que segurar pessoas da minha equipe porque são inovadoras do que ter que empurrar para terem alguma atitude.

Se a sua equipe não deslancha, a responsabilidade é de quem? Sinto te dizer, mas é sua! É falta de ter uma atitude como líder, de fazer o que deve ser feito para que ela alcance os resultados que talvez, ela nem saiba quais são porque você não deixou claro.

Ter uma equipe de alta performance vai depender muito das escolhas que VOCÊ, como líder, faz e fará.

É fácil? Claro que não, afinal você lida com pessoas que têm pensamentos e sentimentos diversos, mas enfim, se você decidiu ser um líder, bem-vindo ao mundo das escolhas diárias.

 

 

 

 

 

 


matt

Tente algo novo por 30 dias

Gosto muito de falar sobre mudanças quando abordo o assunto Tomada de Decisões e por quê?

Porque cada decisão tomada gerará uma mudança e que afetará nossa vida.

Abaixo está a palestra que Matt Cutts fez no Ted há anos e até hoje a considero fantástica pela simplicidade que ele trata do assunto.

É algo que sempre procuro lançar para as pessoas quando falo sobre mudanças. Não é fazer algo radical, mas simples, porém te proporcionará experiências incríveis.

Que tal fazer essa experiência? Vamos lá?

Se você não conseguir visualizar as legendas, é só clicar no cc que tem na barra do vídeo. Tenho certeza de que você gostará.


gênio

Você sabe o que você quer (de verdade)?

Nesse artigo, vou falar sobre um filme que retrata muitas pessoas que passam e passaram pela minha vida e que pode trazer reflexões poderosas: “Gênio Indomável”.

Will é um rapaz de 20 anos que passou por reformatórios, famílias que o adotaram, mas onde sofria agressões. Assim, tornou-se uma pessoa sem vínculos, com exceção de três amigos que sempre o acompanham nas saídas e brigas.

Porém, Will é um gênio, sem ir à uma universidade, consegue expor sobre economia, história e principalmente, resolver teoremas matemáticos complexos.

Por causa de uma briga, Will vai para a cadeia, mas um professor que descobre seu talento resolve ajudá-lo, mas Will terá que cumprir duas tarefas: estudar matemática e frequentar um terapeuta. Ele concorda em estudar, mas utilizando sua inteligência, manipula e sabota vários terapeutas que desistem de trabalhar com ele.

Até que seu professor contata um ex-colega de universidade que concorda em conhecer Will.

Começa aí uma série de encontros onde em vários momentos confunde-se a figura do terapeuta/ cliente. Suas discussões e leituras pessoais faz com que eles se vejam como em um espelho. Apesar de suas diferenças, percebem que as semelhanças são maiores.

Will tem seus medos, principalmente, do abandono. Sean se sente abandonado pela morte de sua esposa. Em um momento, Will começa a discorrer sobre alguns assuntos e Sean pergunta: “O que você quer?”.

Will continua a discursar e Sean diz a ele que é um rapaz inteligente que pode falar sobre vários assuntos, mas não consegue responder a uma pergunta tão simples. Sean, na realidade, também se vê nesse caos.

Após esta sessão, ambos refletem e tomam suas decisões a fim de deixarem o passado para trás, rumo a um futuro que desejam (re)construir.

A pergunta “O que você quer?” parece ser a mais simples que existe, mas lidando com pessoas nesses anos de trabalho em treinamento, vejo que grande parte dá uma resposta automática, pensando no que os outros gostariam de ouvir.

No momento em que respondemos claramente esta pergunta, conseguimos fazer nosso planejamento e executar as ações necessárias para alcançar nossos desejos. Porém, se não conseguimos respondê-la com clareza, andamos em círculos, culpando pessoas e situações, sentindo frustrações, causando uma desmotivação.

Quantas pessoas também possuem um “Gênio Indomável”? São talentosas, mas o medo e a falta de autoconfiança faz com que não consigam se relacionar com outras pessoas, não se mobilizem para seus projetos, enfim, conseguem se autossabotar. As pessoas gostam de se sentirem vítimas para serem confortadas, afinal, vencedores, muitas vezes, são desprezados.

Que tal tirar o dia para pensar e estabelecer:  O que REALMENTE você quer?


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Coisas que a vida me ensinou em 40 anos – Silvana Cervantes

Encontrei esse texto nas minhas lembranças e gostaria de compartilhar porque trata muito dos resultados de nossas decisões. Eu já passei da barreira dos 40 e percebo que a maturidade pode nos trazer mais liberdade para sermos mais nós mesmos.

Amor não se implora, não se pede
não se espera…
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil.
Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados
à terra por Deus para mostrar ao homem
O que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz,
não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você,
vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras, é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina,
Deus é o maior poeta de todos os
Tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo
Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças
A cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor,
são palavras mágicas, chaves que abrem
Portas para uma vida melhor
O amor… Ah, o amor…
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos, cura doenças…
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.

Nota: A autoria do texto tem vindo a ser atribuída erroneamente a Artur da Távola. O texto foi escrito em abril de 2006 por ocasião dos 40 anos de vida da sua autora.