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A empatia pode gerar resultados muito melhores

Em uma pequena chácara vivia uma mulher e seu marido fazendeiro. Por lá também viviam alguns animais: a vaca, o porco, a galinha e o RATO.

O rato vivia tranquilamente em um buraco na parede da casa e tinha boa convivência com os outros animais, mas em um certo dia ficou desesperado.

A senhora dona da casa havia colocado uma ratoeira para pegá-lo.

Na hora que viu a armadilha, saiu correndo para pedir ajuda a seus colegas animais:

– Vaca, nós estamos com um problemão, armaram uma ratoeira lá na casa.

A vaca, que estava mascando capim, deu risada.

– Nós? Por um acaso entro na casa do fazendeiro? Aliás, você já viu ratoeira pegar vaca? Isto é problema seu.

O rato ainda desesperado saiu a procura do porco:

– Porco, está havendo uma baita confusão, a mulher do fazendeiro colocou uma ratoeira em casa.

– Ratoeira? Olha o meu tamanho, você acha que ratoeira pega um porco como eu? Se vire, isto é um problema seu.

O rato, triste e perplexo por ninguém lhe ajudar, correu para conversar com a galinha:

– Galinha, nós estamos com um problema muito sério.

– Mais problemas eu não aguento, já tenho que botar um monte de ovos e você me aparece com mais problemas? Não quero nem saber…

– Mas tem uma ratoeira armada lá na casa, disse desesperadamente o rato!

– Mas isso não é comigo, é contigo.

O rato foi embora triste e desapontado, pois não conseguiu sensibilizar ninguém a ajudá-lo.

À noite todos dormiram e, de repente, splaft.

A ratoeira desarmou.

O barulho chamou a atenção de todos lá na chácara. Todos correram para ver o que aconteceu… inclusive o rato.

Era uma cobra cascavel que havia sido pega na ratoeira.

A mulher levantou-se e foi tirar a cascavel da ratoeira e num descuido, tomou uma picada.

Foi levada imediatamente ao hospital por seus parentes, onde ficou internada por vinte dias, na volta, com a saúde muito debilitada, precisava de muitos cuidados e uma alimentação especial.

Qual a melhor dieta para recuperar a saúde? Canja! Lá se foi a galinha.

Depois de um mês, com a saúde restabelecida, resolveu oferecer um almoço para todos seus parentes que a tinham ajudado. E lá se foi o porco (assado no espeto).

Para completar o tratamento no hospital tinha ficado muito caro, não houve alternativa, tiveram que vender a vaca para um açougueiro.

Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

– Mário Quintana

Em quantos momentos da sua vida, você agiu como a galinha, o porco e a vaca?

Será que você tem sido capaz de se colocar no lugar das outras pessoas?

Nas suas decisões, você tem avaliado como elas impactarão direta ou indiretamente na vida das pessoas?

Será que você tem praticado a EMPATIA?

A EMPATIA é uma das competências mais importantes no mundo em que vivemos para que possamos atingir nossos objetivos e nada mais é do que “COLOCAR-SE NO LUGAR DO OUTRO”.

É buscar compreender os sentimentos da outra pessoa, não havendo a necessidade de experimentar as mesmas emoções. É ver o mundo sob a perspectiva do outro, percebendo o que precisa e o que quer, entendendo as diferenças no modo de ver e ser em relação a determinado fato.

Ao se tornar mais empático, há uma melhoria nos relacionamentos e um apoio muito maior na tomada de decisões.

EMPATIA não é o mesmo que SIMPATIA, pois ao ser simpático, você pode até vivenciar as emoções do outro, porém isso não quer dizer que você se coloca no lugar dele.

Vamos exemplificar? Você vê seu colega de trabalho chorando e ao conversar com ele, você se emociona também, porém não se coloca no lugar dele, buscando entender os sentimentos dele para ver a questão sob a perspectiva dele.

A empatia faz com que possamos enxergar as outras pessoas a partir de um olhar com menos julgamento e mais colaboração. Líderes mais empáticos geram equipes com mais resultados, pois há uma humanização desse relacionamento profissional.

Infelizmente, ainda vemos uma sociedade que enxerga apenas o seu próprio umbigo, sem se importar com as outras pessoas, sem pensar em como suas ações as afetam. E as pessoas se sentindo afetadas querem pagar na mesma moeda gerando um ciclo virtuoso de relacionamento.

Quando nos colocamos no lugar do outro, as decisões que tomamos têm uma outra amplitude, pois analisamos melhor os riscos e consequências e ao compartilhar isso com as pessoas envolvidas, temos muito mais apoio nas nossas escolhas.

Pense e verifique o quão empático você tem sido e a pergunta que gostaria de deixar é: “O que você já perdeu por não ter sido empático?”.