estresse

Trabalho não mata, o que mata é a raiva!

Achei brilhante essa frase dita pelo Dr. Roberto Kalil há alguns anos quando participou do Programa Bem Estar da Globo, segundo ele quem disse isso é o Dr. Adib Jatene.

Ele citou essa frase depois de questionado se o estresse por causa do trabalho pode ocasionar a pressão alta.

A palavra “trabalho” vem do latim tripalium que era um instrumento de tortura sustentado por três estacas. Se pensarmos no sentido etimológico da palavra, quer dizer que trabalhar significa ser torturado, sofrer. Se considerarmos isso, podemos afirmar que o trabalho “pode” matar, mas só “se” você quiser e deixar.

Não discorrerei aqui sobre o aspecto médico que não é minha especialidade, mas utilizarei isso para falar sobre o que vejo acontecendo nas empresas.

Em todos os treinamentos, encontro funcionários descontentes (quase todos) com as horas excessivas de trabalho, cobranças dos chefes, pressão para atingir resultados, acúmulo de trabalho (poucos funcionários para muitas atividades).

Ao conversar com eles durante os coffee-breaks ou almoços, questiono se já conversaram com seus superiores, negociaram com seus pares, delegaram atividades para outras pessoas e muitos respondem: “Não adianta… nada muda… nem perco meu tempo…”.

E com isso, vão guardando o sentimento de raiva que vai corroendo pouco a pouco sua autoestima, sua percepção da realidade, a busca pelos seus sonhos.

Mas será que essa raiva é sentida pelos outros ou é por si próprio, por não conseguir agir e tomar uma decisão?

É comum, terceirizarmos responsabilidades (o fulano deixou de fazer, o sicrano é assim), mas o quanto somos capazes de assumir as nossas incompetências, erros e impossibilidades?

O trabalho por si só não mata, mas a angústia, a raiva, a frustração fará com que você se desequilibre emocionalmente. Por exemplo, se você começa a ter insônia, provavelmente tudo o deixará irritado, começará a discutir com as pessoas, perderá a fome e consequentemente, começarão problemas físicos: enxaquecas, gastrites, pressão arterial elevada etc.

Se o chefe ou um colega de trabalho te deixa “raivoso”, questione sobre o que você pode fazer para mudar essa situação. Conversar com ele de forma franca? Mudar seu comportamento? Buscar uma oportunidade em outra área ou outra empresa?

Mudar os outros, não conseguiremos; mas, construir e seguir o nosso caminho está apenas nas nossas mãos!


Group of seven children dressing up as professions

Desperte o empreendedor que existe em seu filho

Sempre digo isso para todos os pais que conheço e normalmente, eles acham que eu quero dizer que eles façam com que seus filhos se tornem donos de negócios.

E não é! Isso é uma visão míope do que é ser empreendedor. Há uma frase de Pinchot que diz: “Empreendedor é todo sonhador que realiza.” Então, o que quero dizer é: “Deixe seus filhos sonharem, pois isso é o começo da busca de realização e felicidade.”

Várias histórias me fazem pensar que estou certa em meu pensamento e comportamento, pois é assim que lido com minha filha de 10 anos.

Nesse período das Olimpíadas, assisti à uma reportagem sobre a história da Marta, jogadora de futebol e sua mãe conta que quando criança a Marta adorava jogar futebol com os meninos, sempre estava no campinho e ela ficava “acanhada”, pois todo mundo comentava que aquela menina era “esquisita”. Imagina o preconceito em uma cidade pequena no interior das Alagoas!

A mãe da Marta disse que muitas vezes fingiu que não via a filha jogar e chegava em casa e ficava se perguntando no que aquela menina ia dar quando crescesse, mas apesar da simplicidade e do pouco estudo, nunca desmotivou sua filha. A pobreza e o preconceito não foram suficientes para acabar com o sonho daquela “menina esquisita” que se tornou por cinco vezes a melhor jogadora de futebol do mundo, próspera, reconhecida e FELIZ!

E tenho certeza que muitos dos críticos, hoje mordem os cotovelos de raiva!

Minha filha tem um livro que ganhou de seu padrinho: “Os Sete Hábitos das Crianças Felizes” e é um dos seus livros preferidos. Virou e mexeu, ela quer reler e pede para lermos e discutirmos o tema juntas .

Em um dia desses, falamos sobre desejos, sonhos e conquistas. Uma das perguntas do livro era: “O que você quer ser quando crescer?” (você já ouviu essa pergunta algum dia? qual foi sua resposta? você lutou por isso ou abandonou por causa de outras pessoas? ou não era significativo? pense…)

Essa é uma pergunta que sempre foi feita em casa e já ouvi de tudo: um tempo atrás ela disse que queria ser palhaça, pois ela ama um palhaço da cidade onde morávamos que chama Bubu (as crianças normalmente detestam palhaços, mas ela adora!). Em nenhum momento a critiquei, vai que de palhaço ela se torna uma proprietária de um Cirque du Soleil ou um dos excelentes profissionais que trabalham lá?

Em outra ocasião, ela disse que queria ser dona de restaurante por quilo, ela e as amigas seriam as cozinheiras, os amigos seriam os garçons, o papai ficaria na balança e a mamãe no caixa (garota esperta, hein?). Em todos os restaurantes por quilo onde íamos, ela ficava observando tudo e dizia: “Vou montar igual a esse!”

Com 5 anos, ela me disse que queria ser médica. Perguntei o motivo da escolha e ela disse que gosta de pessoas e quer ajudá-las a se curarem, pois muitas pessoas precisam ficar no hospital e ela quer ajudá-las. Que orgulho ver minha filha se preocupando com os outros! Acredito que estamos conseguindo estabelecer nossos valores em seu comportamento.

Nesse meio tempo ela já quis ser atriz, desenhista, desenvolvedora de jogos, florista, palestrante (igual a mamãe), chefe (igual ao papai) e tantas outras coisas. Hoje, ela diz que ainda não sabe porque tem muitas coisas que ela gosta… Tudo bem! Ela só tem 10 anos!

Em um treinamento, um participante me perguntou qual a expectativa que tenho para minha filha e talvez ele tenha ficado chocado, pois a minha resposta foi nenhuma. Apenas disse que espero que ela encontre a felicidade com o caminho que escolher e eu estarei aqui para apoiá-la!

Independentemente do que ela escolha, ser palhaça, empresária, médica; espero que ela realize seus sonhos, assim como busquei e realizei os meus.

Que tal conversar com seus filhos e fazer a clássica pergunta: “O que você quer ser quando crescer?” Mas, prometa que não julgará e nem criticará, apenas ouça e sonhe com eles.

 


doces Val

Já decidi! Vou trabalhar com comida que sempre dá dinheiro!

É muito engraçada a percepção das pessoas que não possuem negócios em “achar” sobre os negócios alheios.

Quando as pessoas descobrem que sou especialista em empreendedorismo, sempre me fazem algumas perguntas:

1. “O que é que dá dinheiro?” – Sinceramente, se eu soubesse com exatidão, teria acertado os seis números da Megasena.

2. “O que eu posso montar sem risco de perder dinheiro?” – Não existe negócio sem risco e se você tem medo dele, ser empreendedor não é para você.

3. “Negócios na área de alimentação sempre dão dinheiro!” – Será??

Qualquer negócio pode ser bom e qualquer negócio pode ser ruim. São vários os fatores que levam ao sucesso ou ao fracasso de um negócio. Podemos dizer que alguns deles são:

  • Falta de um plano financeiro (impostos, capital de giro, administração de fluxo de caixa)
  • Falta de um plano de negócio
  • Falta de índices para monitoramento do negócio
  • Falta de mão-de-obra ou seleção e recrutamento inadequados
  • Sócios inadequados
  • Problemas familiares
  • Os clientes não aceitam tão bem o produto
  • Surge um forte concorrente
  • Um funcionário-chave pede demissão
  • Uma máquina quebra e outros

E porque tudo isso acontece? Pela total falta de planejamento do empresário.

Quando falamos em negócios na área de alimentação (docerias, restaurantes, lanchonetes, buffets, pizzarias, padarias etc.) podemos afirmar que há um crescimento exponencial nessa área por falta de tempo das pessoas, pelo aumento na renda do brasileiro, por comodidade.

Então é uma área que dá dinheiro? Se for bem planejado sim, se você encontrar seu foco bem definido de atuação, seu diferencial competitivo e hoje, principalmente, conseguir montar bem a equipe de trabalho.

Há um “black out” na formação de mão-de-obra especializada em alimentação, desde o ajudante de cozinha até um gerente para administrar o empreendimento. O mercado está louco para contratar e não se encontra pessoas para ocupar as funções.

Ter um restaurante ou doceria ou até produzir em casa não é simples, não adianta apenas gostar de cozinhar. Uma coisa é você produzir um jantar ou um aniversário para a família. Uma outra coisa, é você viver disso.

Existirão pessoas que quando era de graça, adoravam seus pratos; mas se tiver que pagar, elas sumirão. Tenho uma amiga que tem um buffet e me contou que uma prima contrata um concorrente só para não ter que “dar dinheiro” a ela. Pode?

Além disso, pode ser que você goste de cozinhar e isso é o que você se vê fazendo a longo prazo, um sonho; mas você sabe como administrar o negócio? Ou você tem quem fará isso por você?

A palavra de ordem é PREPARO para que você que não entre em uma fria!

Pense, analise, escolha bem o seu negócio porque o dinheiro não aceita desaforo!


sentido da vida

Descubra o sentido da sua vida para fazer melhores escolhas

 

Tudo tem um propósito, até as máquinas. Os relógios dizem as horas, os comboios levam-nos a lugares, fazem o que é para fazerem. Talvez por isso as máquinas avariadas me deixam tão triste. Elas não fazem aquilo que estão destinadas a fazer.

 Talvez seja o mesmo com as pessoas. Perder o propósito é como estar avariado (…)

 Eu imaginava que o mundo todo era uma grande máquina. As máquinas nunca vêm com peças a mais. Elas vêm sempre com a quantidade exata de que precisam. Então eu pensei que se o mundo todo fosse uma grande máquina, eu não poderia ser uma peça a mais.

 Eu tinha de estar aqui por alguma razão.

 Filme, A invenção de Hugo Cabret

 

Quando li esse texto em um e-book de Joana Areias, fiquei refletindo mais uma vez sobre a dificuldade das pessoas em encontrarem o sentido de sua vida, seu propósito e poucas entendem que isso prejudica a tomada de decisões.

Talvez, realmente, muitas estejam “avariadas” e aqui podemos dizer que perderam sua motivação, um motivo para querer fazer as coisas, de pertencerem a algo. Dessa forma, vão vivendo…

Percorro as empresas ministrando treinamentos para funcionários, converso com as pessoas nas redes sociais e percebo que cada vez mais encontro pessoas que me dizem perdidas, que não encontram um motivo para acordarem e irem para seu trabalho e até falta ânimo para fazerem coisas que dizem gostar. Dizem que não conseguem decidir qual rumo querem tomar.

Se você começar a analisar as postagens do Facebook, não faltarão frases de incentivos, motivacionais e de puro “desespero” por não encontrar uma razão de estar aqui.

Quando fiz minha formação para coach, tive que me deparar com essa questão: “Qual é o seu propósito?” e tenho que confessar que foi uma das coisas mais difíceis para estabelecer, pois exige autoconhecimento, entender sua história, enfrentar seus medos, reconhecer seus pontos positivos e negativos. Foi um verdadeiro mergulho na minha alma e que valeu a pena, porém foram meses pensando, escrevendo, reescrevendo até eu conseguir traduzir meu propósito em uma única palavra: TRANSFORMAR.

Ao encontrar seu propósito, você conseguirá claramente definir qual empresa você deseja trabalhar, qual tipo de trabalho quer ter, os hobbies que farão você feliz, as pessoas que você deseja que compartilhem de sua vida, lugares que você vai querer visitar, enfim, FAZER MELHORES ESCOLHAS e que façam total sentido para você.

O que quero dizer?

Vou utilizar o meu exemplo. Mesmo antes de ter claro meu propósito, escolhi indústrias para trabalhar e por que isso aconteceu mesmo inconscientemente? Porque são ambientes de transformação e eu adorava passear na área de produção, aquilo verdadeiramente me emocionava e ainda me emociona quando visito alguns clientes. É a mágica da transformação da matéria-prima em um produto desejado pelas pessoas.

Depois de descobrir meu propósito, escolhi trabalhar para consultorias que tinham como missão a transformação de pessoas e também atuar no Terceiro Setor foi uma escolha para buscar a transformação da realidade das pessoas nas empresas. Minhas decisões profissionais se tornaram cada vez mais simples, pois estão conectadas ao meu propósito. Já falei alguns “nãos” para empresas que percebi que apenas visavam o lucro simplesmente, apesar de os honorários serem bem atrativos. E isso tem me trazido muito mais resultado!

Outra decisão que tomei foi mudar de cidade, saí de Mogi das Cruzes e fui para Santos. Algo que poderia transformar positivamente a minha vida e da minha família. Um local onde teríamos muito mais qualidade de vida, mais tempo para nós e isso fez toda a diferença. Tanto que quando trabalhei em São Paulo, decidi não levar minha família, pois era algo que traria um impacto muito ruim em nossas vidas.

Eu AMO cozinhar e apesar de muitas vezes mesmo cansada, eu vou para a cozinha e faço algo bem gostoso e diferente e por que isso me dá ânimo e sempre encontro um tempinho para fazer isso? Porque ao cozinhar estou exercitando meu PROPÓSITO, estou TRANSFORMANDO ingredientes que por si só são sem graça em algo que minha família diz: “Nossa! Ficou muito bom!” e isso me traz uma alegria enorme que me dá disposição cada vez mais.  O reconhecimento de um resultado, de uma habilidade conquistada.

Enquanto você não entende qual é o seu propósito, o sentimento de deslocamento vai existir muitas vezes, a falta de vontade de fazer as coisas, de trabalhar, de se divertir. Você pode estar em Nova Iorque e até achar legal, mas não será a melhor coisa da vida. Porém, quando você descobre o propósito, você poderá estar no quintal de casa e tudo tem um sentido enorme em sua vida.

Várias pessoas me perguntam: “Como você consegue fazer tanta coisa? Como você consegue tempo e disposição? ”. É isso aí, o segredo é: PROPÓSITO!

Ter um propósito claro me faz tomar decisões muito mais rápidas e dessa forma, executo muito mais coisas. Sei o que é realmente importante em minha vida, dessa forma, não perco tempo com atividades ou pessoas que não estão ligadas ao que acredito. Percebo que consigo tomar minhas decisões com muito mais tranquilidade e assertividade, pois estão conectadas ao meu estilo e forma de ver a vida. Apesar da descoberta de um propósito ter sido algo complexo, a tomada de decisões se tornou muito mais simples em minha vida.

Faço um convite: que tal começar a entender qual a razão de você estar aqui? Que tal tomar melhores decisões?