emoções, tomada de decisões

O que os filmes de animação podem te ensinar sobre as Emoções na tomada de decisões?

Quando falo sobre tomada de decisões, um dos aspectos que abordo e que é fundamental é como as emoções impactam em nossas decisões.

Muitas pessoas me dizem que é muito difícil separar a razão da emoção, porém é necessária essa cisão, pois se tomarmos atitudes no calor das emoções, podemos nos arrepender profundamente. Decisões devem ser tomadas de forma racional.

Quero abordar esse tema utilizando algo que gosto muito: os filmes de animação. Há muitos anos, não consigo mais assistir a esse tipo de filme sem fazer uma análise mais profunda das mensagens que ele traz.

Mensagens pouco entendidas pelas crianças (e talvez até por adultos), mas que podem nos fazer refletir e tirar excelentes aprendizados!

Quero trazer dois filmes que exploram como as emoções podem afetar nossa tomada de decisões: Angry Birds e Divertidamente.

Só um alerta, este texto contém spoilers (rsrs). Depois não diga que eu não avisei!

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Angry Birds é um filme bobo! Será?

No filme Angry Birds, há um personagem chamado Red, um pássaro mal humorado e “super” sincero que quando sai do sério não consegue controlar sua raiva e fica totalmente fora de controle. Por isso, vive fora de sua comunidade para alívio dos outros habitantes.

Depois de mais uma explosão emocional é enviado para um centro de controle de emoções onde conhece outros pássaros que juntos vão passar por alguns apuros.

Os pássaros recebem a visita de alguns porcos e Red acredita que tem alguma coisa de errado, mostra alguns fatos que descobriu, mas pela sua personalidade explosiva já conhecida por todos, ninguém acredita até que os porcos roubam todos os ovos dos pássaros que verificam que Red tinha razão.

Nesse momento, Red diz que é momento de todos sentirem raiva, pois ela fará com que todos lutem para buscarem seus ovos. Nesse momento, os pássaros conseguem descobrir seus “super poderes” e atingem seu objetivo.

Red nos mostra duas formas da raiva:

  1. Uma que nos tira a razão, perdemos o equilíbrio emocional, tomamos decisões erradas e agimos de forma inconsequente, gerando um profundo arrependimento, pois somos julgados e podemos ficar estigmatizados. Perdemos relacionamentos e credibilidade.
  2. Outra que pode nos mobilizar para um resultado, quando conseguimos parar, pensar e direcionar a raiva para ações mais efetivas em prol de um objetivo que desejamos e assim atingi-lo.

Exemplo: Alguém te diz que você é incapaz de fazer determinado trabalho. Você pode sair gritando, esbravejando e perder o controle e sair como louco da situação ou você pode parar e pensar como pode mostrar realmente o que é capaz de executar, despertando habilidades que nem imaginava.

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E o que Divertidamente pode te ensinar?

Divertidamente que é um filme que retrata nossas emoções básicas em forma de cinco personagens: Alegria, Tristeza, Raiva, Nojo e Medo.

Conta a estória como uma menina de 11 anos chamada Riley que precisa aprender a lidar com suas emoções ao se mudar de cidade com os seus pais.

O cérebro é mostrado como um quartel general onde as emoções residem e controlam os sentimentos e ações de Riley. Lá estão armazenadas as memórias base, isto é, as memórias mais marcantes da vida e são elas que mantêm sólidas as ilhas da personalidade, no caso da Riley: Hóquei (o esporte que ela mais gosta), Palhaçada (as brincadeiras feitas entre ela e seus pais), Amizade (lembranças de sua melhor amiga), Honestidade (valor alimentado por seus pais) e Família (na tristeza ou na alegria, sempre estiveram juntos).

As lembranças de Riley são representadas por inúmeras bolas coloridas: amarela (Alegria), azul (Tristeza), verde (Medo), roxo (Nojo) e vermelho (Raiva). No dia da mudança de Riley, várias bolas verdes foram geradas demonstrando o medo pelo fato e assim, várias bolas (lembranças) vão sendo geradas ao longo da estória.

Depois de um tempo, várias lembranças são deixadas para trás (subconsciente) até que elas se apagam (inconsciente).

A mudança de cidade da família é apenas o pano de fundo para mostrar a mudança da fase de criança para a adolescência de Riley e como as emoções a fazem agir.

Por um problema ocorrido na sala de controle, as memórias base foram perdidas e Alegria e Tristeza estão fora, buscando recuperá-las. E quem fica no comando? A Raiva!

A primeira ilha a cair é a da Palhaçada que mostra que aquela criança não existe mais quando Riley não vê mais graça nas brincadeiras do pai, pois está com Raiva dessa mudança.

A segunda foi o da Amizade ao perceber que sua melhor amiga está empolgada com uma outra e assim com Raiva, deixa a amiga.

A ilha do Hóquei é a terceira a cair, pois ao fazer um teste para o time devido ao seu nervosismo, acaba não tendo resultados, não consegue ter um controle emocional, deixa a Raiva, mais uma vez, tomar conta dela e decide assim, abandonar o esporte que tanto ama.

Raiva decide “implantar” uma ideia na Riley: fugir de São Francisco e para isso, ela decide roubar a mãe e pega o cartão na bolsa dela, cai a ilha da Honestidade. O Medo busca persuadir a Raiva, mas ela é mais forte e não consegue. Assim, as lembranças começam a desmoronar.

Alegria acreditava que a vida poderia ser feita apenas de momentos bons, buscando a todo custo evitar que Riley tivesse outras emoções, principalmente Tristeza, mas com a jornada em busca das memórias base, ela percebe que não, que a vida é feita de uma mescla de todas. Alegria se lembra de um momento em que Riley estava triste porque havia perdido um gol no jogo de hóquei, porém seus pais foram consolá-las e logo em seguida, todo o time de hóquei também e assim ela ficou muito feliz. Alegria entendeu que muitas vezes a felicidade é acompanhada de uma tristeza.

Quando Riley embarca no ônibus para fugir, a ilha da Família começa a desmoronar e Raiva se arrepende, mas não consegue mudar a situação. Percebe-se que Riley está tão confusa que não consegue mais entender suas emoções.

Tristeza chega na sala do comando e consegue reverter a situação, fazendo com que Riley retorne para casa e consiga conversar com seus pais, demonstrando toda a Tristeza que sente e os pais a compreendem. Alegria e Tristeza geram uma bola mesclada de amarelo e azul que representa esse momento e assim, a ilha da Família é reconstruída.

No final, vemos que algumas ilhas que desmoronaram foram substituídas refletindo as fases da vida adolescente de Riley e as lembranças são representadas por bolas de cores mescladas, mostrando que nossas lembranças não são compostas de emoções únicas. A Alegria, às vezes, é acompanhada de uma Tristeza profunda. O Medo pode se transformar em Raiva e assim por diante.

Podemos também perceber que em Divertidamente se não há controle das emoções, as decisões podem ter resultados desastrosos como no caso de Riley que se deixou levar pela Raiva.

O filme é muito intenso! Dificilmente, conseguiria reproduzi-lo com todos os detalhes e insights que tive e que provavelmente você tenha outros. Por isso, vale a pena assistir!

Cuide das suas emoções para não se arrepender depois

No livro Blink de Malcolm Gladwen há uma citação sobre Dave Grossman (antigo tenente-coronel do exército) que afirma que o estado ótimo de “excitação” – a faixa dentro da qual o estresse melhora o desempenho – ocorre quando nossos batimentos cardíacos estão entre 115 e 145 por minuto. Acima de 145 batimentos, começamos a ter problemas de cognição e quando atingimos 175, há um colapso absoluto de processamento cognitivo. Nesse momento, nossas decisões são totalmente impactadas pelas emoções sem nenhum vestígio de racionalidade.

Dessa forma, devemos aprender a entender nossas emoções para podermos pensar melhor e tomarmos melhores decisões.

Eu tenho um mantra quando percebo que estou sendo dominada por fortes emoções: “Pare, pense, planeje e decida”. Quando digo fortes emoções, não quero dizer apenas as consideradas “ruins”, como o medo e a raiva; mas também precisamos cuidar da alegria.

Quando estamos “excessivamente” alegres também podemos tomar decisões erradas, recheadas de um otimismo exagerado e isso pode ser desastroso.

Outra emoção sobre a qual recebo muitas perguntas é o que fazer com o medo, como lidar com ele? O medo não é de todo um sentimento ruim, pois ele nos mantém atento para não corrermos grandes riscos. Imagine se ao atravessar a rua você não tivesse medo de ser atropelado? Provavelmente, não olharia para os 2 lados, não é? Porém, o medo se torna um sentimento ruim quando ele te bloqueia totalmente para qualquer ação e aí sim, precisa ser trabalhado para que possa ser transformado em um processo de análise de riscos e dessa forma, tomar uma decisão.

Vocês perceberam que as emoções podem ser boas em alguns momentos e ruins em outras? Depende de como você as utiliza!

autoconhecimento

Busque o autoconhecimento, esse é o caminho para uma melhor tomada de decisões

Faça esse exercício:

  1. Identifique suas emoções
  2. Como elas se manifestam e como você se comporta?
  3. Quais decisões tomou impactadas por qual emoção? Qual foi o resultado?
  4. O que você pode fazer quando for tomado por determinada emoção?

Além do meu mantra, uma outra ação que me ajuda muito é escrever, principalmente quando estou com raiva. Escrevo tudo o que gostaria de falar e normalmente quando chego no final, releio o que escrevi e apago tudo porque a vontade de despejar aquelas palavras para determinada pessoa, passou e assim não faço algo que depois me arrependa. Ou então, o texto me serve de subsídio para elaborar alguma estratégia para planejar meus próximos passos. Que tal experimentar?

Deixe seus comentários nesse post! Quem sabe você pode ajudar outras pessoas a lidar com suas emoções dando algumas dicas!

 

 

 

 

 


dinheiro, ganhar dinheiro, ficar rico

Momento da decisão do empreendedor: Qual negócio dá mais dinheiro que devo montar?

Nessas minhas andanças, essa é a pergunta que mais me fazem, como se eu tivesse uma receita infalível para ganhar dinheiro (com certeza, se soubesse já teria montado… é como perguntar quais são os números que serão sorteados na mega-sena).

Minha resposta sempre é, qualquer negócio pode dar lucro ou prejuízo, depende de vários fatores e principalmente, de muito planejamento e uma excelente execução.

Mas, parece que as pessoas não acreditam e continuam a buscar atalhos para ganhar dinheiro de forma fácil, sem trabalhar, sem pensar. É muito comum, acreditarem que “a galinha do vizinho põe melhores ovos do que a nossa”, isso quer dizer, o negócio dos outros sempre “parece” melhor do que nosso.

Digo “parece”, pois as pessoas observam apenas as aparências, mas não param para analisar os detalhes que envolvem os negócios. Contarei um fato que ocorreu comigo.

Tive uma papelaria por 10 anos e tenho um amigo que sempre foi funcionário, mas vivia me perguntando “qual negócio dá mais dinheiro?”. É louco para sair do emprego, mas não tem coragem de correr os riscos de um negócio, assim, fica buscando algo excelente e seguro (espero que um dia ele descubra e me conte).

Durante a semana, ele não passava na loja devido ao seu horário de trabalho, mas aos sábados ele “dava uma passadinha” para bater um papo e parado na porta ele observava o comércio de um vizinho que possui uma espécie de “rotisseria, mercado, açougue” e me dizia “Esse negócio é bom, olha o movimento, não pára, o cara deve ganhar uma boa grana. Se eu fosse você, fechava a papelaria e montava um negócio igual ao dele, mas faria diferente… melhoria isso… colocaria aquilo…”.

Enfim, acho que você já sabe como era a conversa. Vamos tratar dos pormenores dessa questão.

  1. Por que no sábado o meu vizinho estava lotado e minha papelaria vazia? Aos sábados, muitas pessoas acordam um pouco mais tarde e depois de tanto trabalho durante a semana, querem a praticidade de comprar pratos prontos na rotisseria, outras que não conseguiram fazer compras no supermercado, precisam comprar alguns itens faltantes para fazerem o almoço da família. E a papelaria neste dia? Aos sábados, os alunos não vão à escola, os escritórios e empresas não funcionam em sua maioria, enfim, quem compra material escolar e de escritório nesse dia? Entretanto, durante a semana (quando meu amigo não aparecia), o movimento era inverso e isto ele nunca observou.

LIÇÃO 1 – Ao analisar um negócio, procure estar presente em vários dias e momentos, pois existe o que chamamos de sazonalidade.

  1. Quantos funcionários meu vizinho precisava manter durante a semana, cujo movimento era menor, para atender à demanda de sábados, domingos e feriados? Já pensou no que isso representa em salários, impostos, adicionais, 13o. salário e férias? E em relação ao estoque, produtos perecíveis que se não forem vendidos, são jogados no lixo.

LIÇÃO 2 – Não olhe apenas o faturamento, mas pense nos custos que estão presentes no negócio. Às vezes, um grande faturamento não representa um grande lucro.

  1. Meu vizinho trabalha de segunda a segunda, mesmo quando não está em seu comércio e tira um dia para descansar, ele não se desliga completamente de seu negócio, pois sempre está em busca de novas oportunidades e diferenciais, enfim, a cabeça de um empreendedor nunca descansa. Será que as pessoas estão preparadas para trabalhar tanto? Ou talvez, seja necessário escolher um bom sócio para essa empreitada, afinal pode-se dividir o trabalho.

LIÇÃO 3 – Não existe facilidade e descanso no mundo dos negócios, você respira 24 horas sua empresa.

  1. Conheço muitas pessoas que dizem para outras: “abra isso, monte aquilo, pois tem muita gente ganhando dinheiro”, mas elas não têm a coragem de tomar a iniciativa de fazer, querem que outros se arrisquem para que depois entrem no negócio. E o que acontece? Essas que ficam apenas observando ou “urubuservando” chegam ao mercado quando este já está completamente saturado e aí reclamam que o ramo está ruim, mas se observarem verificarão que aqueles que foram os pioneiros já estão em outros negócios ou construíram uma marca tão forte que não se importam com a concorrência.

LIÇÃO 4 – Quem não arrisca, não petisca. E isso vale para o mundo dos negócios!

  1. Porém quando falo de risco aqui não é sair igual a um maluco abrindo um negócio. É necessário ver oportunidades, fazer análises, tomar decisões e por fim, elaborar um plano para execução. O risco sempre existirá, porém pode ser calculado. Quem tem medo dele deve fugir dos negócios.

E aí? Que tal começar a estudar os negócios que mais te atraem e talvez, tomar a decisão de se tornar um empreendedor.