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Você sabe o que fazer para escolher um bom sócio?

Desde que entrei no mundo empreendedor, venho procurando os sócios que “sacanearam” seus sócios porque em todos os locais que estive, principalmente, ministrando treinamentos, encontrei apenas os sócios “vítimas”.

Essas “pobres vítimas” dizem que tiveram sócios que as roubaram, puxaram seu tapete, traíram sua confiança, não trabalharam da forma como deveria ser e várias outras acusações.

Sempre ouvi esse lado e nunca teve alguém para defender a posição do sócio “sacana”, afinal nunca encontrei um, por isso, passei a acreditar que esses sócios se reúnem em uma Sociedade Secreta dos Sócios Sacanas para armarem suas estratégias nefastas contra outros “coitadinhos”.

Será que existe realmente essa posição unilateral maquiavélica, “bonzinho” versus “mauzinho”?

Pela minha experiência, posso afirmar que realmente existem pessoas que utilizam da boa vontade do outro e agem de forma pouco ética, porém gostaria de posicionar que tudo o que acontece em nossa vida, tem uma parcela de responsabilidade nossa.

Como normalmente se formam as sociedades? Quais os critérios utilizados para se fazer a escolha de um sócio? Como a decisão é tomada?

A maioria das escolhas é feita por uma relação familiar ou de amizade, pois como dizem alguns: “já que conheço “bem” a outra pessoa, fica mais de confiar”. Será?

Ou então, as pessoas dizem que seu sócio pensa muito igual, “almas gêmeas” e fica tudo mais fácil. Vamos explorar melhor esses pontos?

Primeiro, você já viu ou ouviu casos de filho que roubou o pai, amigo que passou a perna no amigo, irmãos que acabaram com o negócio da família, o primo não fez o que deveria ser feito? Pois é, as histórias são muitas (e pior, verdadeiras), por isso o critério de amizade ou relação familiar não pode ser levado tão em conta em relação à sociedade, afinal existem vários interesses individuais que muitos se esquecem do coletivo.

Segundo, em relação a pensar igual, isso é terrível, pois às vezes um sócio tem uma ideia terrível e o outro por ser tão “igual” acata e não há discussões, talvez levando ao fracasso.

A diversidade em uma sociedade ou em um grupo é excelente, pois são geradas mais ideias, as reflexões são mais constantes, a ansiedade é contida e as decisões podem ser muito mais corretas.

Os “sócios vítimas” que encontro por aí, têm sua parcela de responsabilidade na sociedade em que houve problemas, pois:

  1. Se foram roubados, é porque em algum momento se descuidaram da análise de relatórios e monitorar a empresa como um todo.
  2. Se o sócio é displicente, não cumpre os horários, falta às reuniões e ao trabalho, não faz o que deveria fazer, provavelmente, as funções e atividades não estavam claras.

Afinal, fica a pergunta: quem fez a escolha ou aceitou ser sócio desse “mala”? VOCÊ!!!!

Mas não adianta chorar sobre o leite derramado!!! Se você já desfez a sociedade… bola “pra” frente, se você ainda está com ele, azar é seu? Vai esperar o que para se livrar dele? Então, como deve ser feita a escolha de um sócio?

  1. Pense nos seus pontos fortes e fracos
  2. Liste pessoas que possam ser fortes onde você é fraco
  3. Faça uma entrevista de seleção com essas pessoas para verificar se elas realmente te complementarão
  4. Divida as funções, descreva as atividades para deixar claro que cada um cumprirá seu papel
  5. Coloque tudo por escrito e assinado por todos, assim ninguém poderá dizer que não sabia
  6. Apesar de cada um ter sua função, todos precisam saber o que o outro e você estão fazendo

Não tenha medo de ter sócios, tenha medo da forma que você faz suas escolhas, muita calma nessa hora… Por isso, da próxima vez que for tomar uma decisão faça da forma correta, utilize a razão e não a emoção.


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Resiliência – você sabe o que é isso?

Na engenharia, resiliência é a resistência e a flexibilidade de uma edificação necessária para que ela não desabe mediante às forças da natureza. Há algum tempo, o mundo corporativo passou a adotar este conceito como uma competência profissional imprescindível aos profissionais que desejam alcançar bons resultados.

Profissionais resilientes são aqueles que conseguem se manter em equilíbrio apesar das pressões, tensões e adversidades da vida moderna.

Nos processos de seleção das empresas, a resiliência é uma competência procurada nos profissionais. E no mundo empreendedor, ela sempre foi necessária, apesar de muitos empresários nunca terem ouvido o termo.

A pessoa que decide empreender, desde o princípio, precisa se manter equilibrada apesar de todos os obstáculos e problemas que ocorrem no dia-a-dia (e olha que não são poucos). Caso esse equilíbrio não ocorra, o empreendedor não consegue tomar decisões e agir para buscar as melhores soluções e o negócio pode acabar tendo muitos problemas. Até porque muitas empresas dependem da decisão apenas dessa pessoa.

Pode até parecer um paradoxo: ter resistência e flexibilidade, mas não é. Ao mesmo tempo, o empreendedor precisa suportar as pressões do negócio e ter flexibilidade (jogo de cintura) para tomar as melhores decisões.

E você? Tem a capacidade de resiliência ou desmorona na primeira dificuldade?


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Filme: “Doze homens e uma sentença”

Alguns vão pensar que escrevi o nome do filme errado, acreditando ser “12 homens e um segredo”, mas não é. Este é um filme “um pouco antigo”, de 1957 com Henry Fonda bem novinho e por incrível que pareça ele se passa 97% do tempo em uma pequena sala. O que poderia parecer monótono, se torna uma incrível e dinâmica cena.

Doze homens participam de um júri para culpar ou inocentar um rapaz pela morte de seu pai, porém a justiça americana deixa bem claro: se você não tiver certeza da culpa do réu, deve inocentá-lo. Os onze jurados querem terminar logo com a situação e declaram culpado o réu, porém o jurado número 8 não tem certeza e começa a questionar cada um dos outros onze. Até porque acredita que um processo de tomada de decisão não pode ser feito tão rapidamente, afinal é a vida de um ser humano.

Podemos ver claramente neste filme, como as pessoas são levadas a tomar decisões levando em conta apenas seu interesse (um dos jurados quer ir logo embora, pois tem um jogo para assistir) e a grande maioria utiliza acontecimentos em sua vida, preconceitos, crenças e valores (vários jurados utilizaram critérios como a raça, situação financeira, relacionamento com filho) para tomar a decisão e julgar o réu.

O jurado número 8 (Henry Fonda) em nenhum momento defende a inocência do rapaz, mas provoca os outros jurados a pensarem e apesar do filme ser antigo, ele é muito atual, pois nos faz refletir em quantas decisões tomamos guiados pela emoção e simplesmente fazemos julgamentos presos em nosso passado.

No mundo empresarial, quantas vezes julgamos um cliente, um fornecedor ou um funcionário por ele se parecer com um outro com o qual tivemos problemas, ao invés de analisarmos individualmente. Por exemplo, um fornecedor foi desleal e passa-se a acreditar que todos serão; um cliente não pagou e passa-se a acreditar que todos serão devedores; um funcionário deu um desfalque e passa-se a acreditar que todos são desonestos.

Na nossa vida pessoal quantas vezes também tomamos decisões baseadas em alguns “pré-conceitos”, por exemplo: todo adolescente não quer saber de nada, todo tatuado não é do bem, todo nerd vai ficar rico e assim vai…

Se continuar a pensar dessa forma, nunca construirá relações que levem te levem ao crescimento, pois apenas ficará se munindo de armas para lutar contra o mundo.

Julgamentos, preconceitos e paradigmas são muito prejudiciais às pessoas, pois podem perder inúmeras oportunidades. São grandes erros cometidos quando tratamos da questão do processo de tomada de decisões.

Devemos seguir o exemplo do jurado número 8 e começar a questionar mais, pensar mais e buscar novas formas de ver o mundo, procurar alternativas inovadoras. Provavelmente, você se surpreenderá ao mudar esse comportamento.

 

 


Você está disposto a se entregar de corpo e alma para um novo negócio?

dedicacaoA maioria de nós foi educada para ser funcionário de uma empresa ou então, ter estabilidade em um emprego público. Porém, um dos maiores sonhos dos brasileiros é ter seu próprio negócio.

E por quê?

Existem algumas crenças:

  1. Ficar rico
  2. Não ter patrão
  3. Ter liberdade
  4. Ter tempo livre
  5. Fazer apenas o que gosta
  6. Ter qualidade de vida

E você? Por que deseja ter um negócio próprio?

Saiba que essa tomada de decisão te levará a uma vida cujas decisões serão apenas de sua responsabilidade, não poderá culpar os outros pelos resultados.

Uma vida de muito mais trabalho do que quando você é um funcionário. Uma vida de muito mais horas trabalhadas. Uma vida financeira nem sempre tão próspera quanto você imaginou. Mas, uma vida plena se realmente é isso que você deseja!

Porém, viver uma vida empreendedora plena significa se entregar de corpo e alma para o negócio que você tomou a decisão de montar.

Devemos colocar todas as partes de nosso corpo para funcionar em prol do negócio.

Primeiro, ao estabelecer um negócio devemos focar em algo que faz nosso CORAÇÃO bater mais forte, você já deve ter ouvido falar “encontre algo que ama fazer e nunca mais trabalhará”. Você deve encontrar algo que traga um significado especial para você e não apenas o retorno financeiro. Mas, também não se iluda com essa ideia de que você só fará o que gosta, muitas vezes teremos que carregar muitos pianos.

Porém se você fizer algo que não tenha significado, a longo prazo haverá a desmotivação mesmo sendo algo lucrativo.

Porém, cuidado ao se deixar levar apenas pelo CORAÇÃO porque a tomada de decisões deve ser feita de forma racional e não emocional.

Utilize a CABEÇA para planejar seu negócio, nesse momento é hora de se utilizar a razão. Busque informações, analise os riscos e planeje.

As PERNAS servirão para te levar para conhecer novos lugares. Nunca se deixe acomodar, por melhor que seu negócio vá. Visite concorrentes, clientes, novos mercados e poderá encontrar oportunidades.

Os BRAÇOS serão seus instrumentos para operacionalizar sua empresa. Nenhum negócio é só planejamento, o resultado só virá de muita execução.

Você deverá utilizar os OLHOS para visualizar seu futuro e buscar novas oportunidades. O olhar do empreendedor é valiosíssimo para encontrar novidades para seu cliente, pois para ele a tomada de decisões é cada vez mais complexa, pois há uma oferta muito grande e para você se tornar a escolha dele, precisa mostrar seu diferencial. Se for um comércio, você deverá encher os OLHOS do seu cliente com produtos chamativos, vitrines atraentes, pratos bem montados.

Além disso, lembre-se que os OUVIDOS são essenciais para conhecer melhor seus clientes, funcionários e parceiros, ouvir seus concorrentes, obter informações do mercado. Ao ouvir outras pessoas, você sairá do isolamento que muitas vezes se encontra o empreendedor quando precisar tomar decisões.

O NARIZ é a parte do corpo por meio do qual você vai sentir o cheiro desse mercado. Você já ouviu pessoas falarem: “Isso não está cheirando bem…” Aqui funciona o que as pessoas chamam de feeling, mas que não tem a ver com um sexto sentido mágico, mas sim com experiências absorvidas durante sua vida e que compõem informações valiosíssimas para seu negócio, principalmente nos processos decisórios.

E utilize a BOCA para se comunicar com as pessoas, conversar com clientes, funcionários e parceiros. Buscar alianças estratégicas para incrementar seu negócio.

Por último, como tempero mais do que especial, despeje toda sua ALMA nesse novo negócio. ALMA vem do latim “anima” que é o princípio que dá movimento ao que é vivo.

Uma empresa precisa ser movimentada para crescer e se manter e quem irá promover isso será você: o EMPREENDEDOR. Por isso, dedique-se de CORPO e ALMA a este novo desafio!